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Inovação, startups e mundo corporativo.

IA: Consumo de energia de data centers pode dobrar e impactar conta de luz no Brasil
Geral30 de out.

IA: Consumo de energia de data centers pode dobrar e impactar conta de luz no Brasil

A crescente demanda por inteligência artificial (IA) está elevando o consumo de energia de grandes centros de dados (data centers) em todo o mundo, com projeções indicando que esse consumo pode mais que dobrar até 2030. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o consumo global de eletricidade por data centers deve saltar de aproximadamente 485 terawatts-hora (TWh) em 2025 para 950 TWh ao final da década. Esse aumento expressivo levanta questões sobre o impacto na conta de luz dos consumidores, especialmente no Brasil.Oportunidade e Gargalo para o BrasilO Brasil se apresenta como um potencial polo para a instalação de data centers, graças à sua matriz elétrica predominantemente renovável, composta por fontes como hidrelétrica, solar e eólica. Essa característica é um atrativo para empresas que buscam fontes de energia limpa e confiável. No entanto, um gargalo significativo reside na infraestrutura de transmissão de energia. Nem toda a energia gerada consegue chegar eficientemente aos locais onde é necessária, o que pode limitar a expansão e a atratividade do país para esses empreendimentos.Quem Paga a Conta?O aumento da demanda por energia por parte dos data centers exige investimentos substanciais em novas usinas e na ampliação da rede elétrica. A discussão central gira em torno de quem arcará com esses custos. A possibilidade é que as empresas responsáveis pelo aumento do consumo sejam as principais pagadoras, mas, dependendo da forma como os custos forem distribuídos, os demais consumidores também poderão sentir o impacto em suas contas de luz. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) no Brasil prevê um crescimento de até 10 vezes na carga dos data centers entre 2026 e 2030, evidenciando a urgência da questão.Impacto e Próximos PassosA expansão dos data centers, impulsionada pela IA, já está influenciando o planejamento do sistema elétrico brasileiro. Grandes cargas como essas exigem atenção especial na infraestrutura de transmissão, podendo gerar aumentos relevantes de demanda em regiões específicas. Países como Argentina e Irlanda já implementaram regulamentações para garantir que os grandes consumidores, incluindo data centers, contribuam para a infraestrutura necessária. No Brasil, o tema deve entrar na agenda regulatória nos próximos anos, com discussões sobre a contratação de geração nova e a comprovação de potência firme para o atendimento dessas demandas.

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Brasil atualiza classificação de apps e jogos com foco em interatividade e monetização
Geral28 de out.

Brasil atualiza classificação de apps e jogos com foco em interatividade e monetização

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) atualizou os critérios para a classificação indicativa de aplicativos e jogos no Brasil. A partir de agora, a avaliação levará em conta não apenas o conteúdo visual, mas também o que o serviço permite fazer, como interações com outros usuários, compras dentro do app, microtransações, caixas de recompensa e mecanismos que incentivam o uso prolongado. A monetização e a interação com inteligência artificial (IA) também foram incorporadas à análise.Essa mudança, publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (28), baseia-se na Portaria nº 1.048, de outubro de 2025, que estendeu a classificação indicativa a aplicativos e jogos eletrônicos. A nova abordagem visa regulamentar o funcionamento e o modelo de negócio das plataformas, indo além da análise de conteúdo audiovisual (sexo, violência, drogas) que era o foco anterior. A origem da mudança está no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, o ECA Digital (Lei nº 15.211/2025).Novos riscos e faixas etáriasO MJSP introduziu um novo patamar de classificação: “não recomendado para menores de 6 anos”. Esta faixa é destinada a riscos específicos da interatividade digital, como interações com IA e compras não autorizadas. A avaliação agora considera elementos interativos, compras on-line, interações entre usuários, publicidade e sistemas de recomendação de conteúdo.Os novos critérios já foram aplicados a grandes plataformas. Entre o fim de abril e o início de maio, redes sociais e aplicativos de mensagens tiveram suas classificações revisadas. O Quora subiu de 12 para 18 anos; TikTok e Kwai, de 14 para 16 anos; LinkedIn, Pinterest e Snapchat, de 12 para 16 anos; e WhatsApp e Messenger, de 12 para 14 anos. O YouTube também foi elevado de 14 para 16 anos e deverá exibir o selo da nova faixa etária em todos os acessos.É importante notar que a classificação indicativa tem caráter informativo, orientando famílias e usuários sobre o conteúdo mais frequente, sem impedir a veiculação de vídeos.Fiscalização e impacto para empresasA aplicação do ECA Digital também envolve a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O decreto exige mecanismos eficazes de verificação de idade, proibindo a mera autodeclaração.A ANPD já iniciou ações de monitoramento. Em junho, verificou a adequação de lojas de aplicativos e sistemas operacionais (Apple, Google, Microsoft) às exigências do ECA Digital. Em agosto, as ações foram ampliadas para plataformas digitais e ferramentas de IA generativa, com o Discord sendo um dos casos mais avançados.A etapa seguinte, prevista para janeiro de 2027, será a fiscalização efetiva dos fornecedores de produtos e serviços digitais com usuários menores de idade. O descumprimento das regras poderá resultar em multas previstas no ECA Digital.Para as empresas, a mudança significa que decisões de produto, como a adoção de compras internas ou sistemas de recompensa, terão impacto direto no enquadramento regulatório de seus serviços no Brasil.

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GitHub: Brasil tem 10,2 milhões de desenvolvedores e avança com IA
Geral28 de out.

GitHub: Brasil tem 10,2 milhões de desenvolvedores e avança com IA

O Brasil atingiu a marca de 10,2 milhões de desenvolvedores na plataforma GitHub em setembro, segundo o relatório Octoverse 2026. A comunidade brasileira cresceu cerca de 47% em 12 meses, adicionando 3,28 milhões de novos usuários, o que a posiciona como a terceira maior em volume de adições globais, atrás apenas de Estados Unidos e Índia. Com isso, o país se consolida na quarta posição mundial em número de desenvolvedores e contribuições.A projeção do GitHub é que o Brasil alcance 19,6 milhões de desenvolvedores até 2030. O setor de fintechs é apontado como um dos principais impulsionadores desse crescimento. Globalmente, a plataforma ultrapassou 225 milhões de desenvolvedores, com um aumento expressivo na atividade, impulsionado em grande parte pela inteligência artificial (IA).IA revoluciona o desenvolvimento de softwareA inteligência artificial já é uma força motriz no GitHub. Em setembro, mais de 40% dos pull requests abertos na plataforma começaram com rascunhos gerados por agentes de IA, totalizando 110 milhões de solicitações iniciadas por IA em um único mês. O GitHub se reposiciona como um sistema de entrega de software projetado para a colaboração entre desenvolvedores e agentes de IA.O uso de IA se tornou mais flexível, com 61% dos usuários do GitHub Copilot recorrendo a múltiplos modelos em suas sessões. A empresa anunciou o Copilot Fusion, que seleciona automaticamente os modelos mais adequados para cada tarefa, prometendo eficiência e custo-benefício.Novas ferramentas e infraestrutura robustaO evento GitHub Universe, em San Francisco, foi palco para o anúncio de diversas novidades. O GitHub Copilot app, um aplicativo desktop focado no trabalho com agentes de IA, foi apresentado, juntamente com o Copilot Dreaming, que atualiza instruções e memórias de agentes. O Copilot Projects foi lançado globalmente, permitindo que desenvolvedores definam objetivos e o Copilot orquestre múltiplos agentes para realizá-los.Outras inovações incluem a continuidade de sessão entre dispositivos, Copilot Automations para fluxos de trabalho com IA acionados por eventos, e melhorias em segurança com o Code Scanning e proteção de push com IA. O Copilot Code Review Max, revisor automático de código, agora está disponível para todos os usuários, com pagamento por créditos de IA.Modelo comercial e estabilidade da plataformaPara clientes corporativos, o GitHub Enterprise agora inclui todos os recursos do Copilot sem a necessidade de assinatura separada, com pagamento baseado no consumo de créditos de IA. O COO do GitHub, Kyle Daigle, explicou que os créditos podem ser distribuídos de diversas formas, e que o Copilot Fusion pode gerar economias significativas.A empresa também reconheceu e abordou problemas de estabilidade da plataforma, atribuídos ao crescimento acelerado. Para lidar com o aumento da demanda, o GitHub adicionou milhões de núcleos de processamento, petabytes de armazenamento e terabits de capacidade de rede. Uma nova arquitetura para o Git está sendo implementada, com previsão de conclusão para o início de 2027, visando triplicar a capacidade de escrita e processamento.

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Anatel torna biometria facial obrigatória para linhas de celular no Brasil
Geral28 de out.

Anatel torna biometria facial obrigatória para linhas de celular no Brasil

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabeleceu uma nova norma que torna a validação biométrica, por meio de reconhecimento facial, obrigatória para todos os usuários de telefonia móvel no Brasil. A medida abrange tanto novos cadastros quanto o recadastramento de linhas já existentes, tanto para planos pré-pagos quanto pós-pagos, e se aplica a pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEI).O principal objetivo da regulamentação é aumentar a segurança dos cadastros, dificultando a habilitação de linhas com dados falsos ou de terceiros. A norma técnica GT-SEG.2026.11 prevê o reconhecimento facial com prova de vida e a comparação com bases biométricas existentes, sejam elas públicas ou privadas. A validação deverá estar disponível em canais presenciais, sites e aplicativos das operadoras.Prazos e implementação da biometriaA implementação da nova exigência ocorrerá de forma gradual. As prestadoras de Serviço Móvel Pessoal (SMP) terão até 30 de setembro de 2027 para adotar o procedimento em novas ativações de linhas pré-pagas.Para novas ativações pós-pagas, portabilidade, troca de chip e alterações cadastrais ou contratuais, o prazo se estende até 31 de dezembro de 2027. Os usuários que ainda não tiverem suas identidades validadas biometricamente terão até 31 de dezembro de 2028 para concluir o recadastramento.A partir de janeiro de 2029, as linhas que não estiverem regularizadas de acordo com a nova norma estarão sujeitas à suspensão e, posteriormente, ao cancelamento, seguindo os prazos e regras de notificação estabelecidos.Segurança e proteção de dadosA norma também prevê a existência de procedimentos alternativos para situações em que a biometria facial não seja aplicável. Além disso, todos os mecanismos de proteção de dados pessoais devem estar em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), integrando os requisitos da regulamentação.O texto foi desenvolvido pelo Subgrupo Técnico de Enfrentamento de Fraudes e Golpes (SGT-Fraudes) e aprovado por consenso pelos membros do Grupo Técnico de Suporte à Segurança Pública (GT-Seg). A medida reforça o compromisso do setor de telecomunicações com a segurança e a proteção contra fraudes.

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Pier revoluciona seguros com IA e foco no cliente, mira crescimento de 10x
Geral28 de out.

Pier revoluciona seguros com IA e foco no cliente, mira crescimento de 10x

A Pier, seguradora que se destaca pela inovação e foco na experiência do cliente, está transformando o mercado de seguros com o uso intensivo de inteligência artificial (IA) e uma abordagem que visa desmistificar o produto. A CEO da empresa, Camila Kataguiri, critica a visão tradicional de que seguro só é útil em caso de sinistro, defendendo que o principal benefício é a tranquilidade oferecida no dia a dia. Ela exemplifica com o seguro de celular: a proteção garante que o usuário não fique sem o aparelho financiado em caso de roubo, mesmo que o sinistro não ocorra.A indústria de seguros, segundo Kataguiri, criou uma barreira de linguagem com termos técnicos complexos e gerou desconfiança no consumidor. A Pier buscou ativamente a regulação, participando da redação do Sandbox regulatório da Susep e se tornando a primeira seguradora a sair do programa em 2022. Um marco importante foi a cobertura de furto simples, antes negada pela maioria das seguradoras, o que levou o Procon a emitir orientações contra a compra de seguros de celular. A empresa apostou nessa cobertura, contrariando o mercado, e obteve sucesso, levando outras empresas a copiarem o modelo.Desmistificando o seguro e a tecnologia como aliadaA estratégia da Pier se baseia na distinção entre risco precificável e fraude. Enquanto o setor tradicionalmente adota uma postura de desconfiança generalizada, tratando todos os clientes como potenciais fraudadores, a Pier utiliza inteligência de dados para separar essas duas vertentes. Isso permite oferecer produtos sem franquia, sem carência e sem exigência de nota fiscal, resultando em uma sinistralidade abaixo da média do mercado.A tecnologia é a espinha dorsal dessa operação. Atualmente, 30% dos sinistros de celular da Pier são pagos por IA, via Pix, em questão de segundos, sem intervenção humana. Em comparação, a recomendação da Susep é de pagamento em até 30 dias. A experiência positiva gera um NPS (Net Promoter Score) de 94 para esses clientes, bem acima da média geral da companhia, que é superior a 75. A vistoria prévia, realizada pelo aplicativo, é 50% automatizada e concluída em apenas 50 segundos.Kataguiri ressalta que a precificação e a subscrição de riscos são processos de análise de dados, enquanto o pós-venda é repetitivo. Ela acredita que o setor de seguros é um campo fértil para a aplicação de IA, e que a compreensão desse potencial impulsionará o interesse pela área.Crescimento e ambição no mercadoDesde a chegada de Camila Kataguiri como COO em 2022, a Pier apresentou um crescimento expressivo. O faturamento, que era de pouco mais de R$ 30 milhões, deve fechar 2026 acima de R$ 360 milhões, com geração de caixa positiva e breakeven no acumulado do ano. O plano ambicioso da empresa é repetir essa performance e crescer outras dez vezes nos próximos quatro a cinco anos.A CEO compara o potencial de crescimento da Pier com o cenário bancário de 2010, quando quatro grandes instituições dominavam 80% do mercado sem grande inovação tecnológica. Ela acredita que o tamanho que a Pier pode atingir está mais ligado à sua capacidade de execução do que ao tamanho do mercado em si. A empresa busca consolidar sua posição através da inovação contínua e da entrega de valor aos seus segurados.O que diz a pesquisaUm estudo publicado em 2024 pela LUMEN ET VIRTUS, intitulado "INOVAÇÃO NO MERCADO DE SEGUROS: COMO A TECNOLOGIA ESTÁ REVOLUCIONANDO A EXPERIÊNCIA DOS SEGURADOS", analisou o impacto da inovação tecnológica no setor de seguros. A pesquisa, baseada em revisão bibliográfica qualitativa, aponta que a tecnologia está promovendo uma mudança de paradigma, reposicionando o cliente como protagonista e exigindo das seguradoras uma postura proativa e transparente.O estudo destaca a atuação das insurtechs como um vetor fundamental dessa transformação, desafiando modelos tradicionais e oferecendo soluções mais ágeis e personalizadas. Conclui-se que a inovação no mercado de seguros é um processo contínuo e estratégico, onde o equilíbrio entre tecnologia, empatia e confiança é indispensável para construir relações sustentáveis entre seguradoras e segurados.

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Uber lança viagens de moto a R$ 4,98 em 38 cidades brasileiras
Geral28 de out.

Uber lança viagens de moto a R$ 4,98 em 38 cidades brasileiras

A Uber anunciou nesta quarta-feira (28) o lançamento da modalidade “Preço Fixo”, que oferecerá viagens de moto por um valor único de R$ 4,98. A novidade, que já está disponível em 38 cidades brasileiras, incluindo capitais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Aracaju e Belém, é voltada para deslocamentos de curta distância.A oferta é válida exclusivamente para corridas de moto com até 3 km de extensão, sem a necessidade de cupons. Para trajetos mais longos, a plataforma continuará utilizando o cálculo padrão, que considera diversos fatores. A intenção da empresa é proporcionar maior clareza e previsibilidade nos custos para os usuários que necessitam de transporte rápido para distâncias curtas, como ir ou voltar de estações de transporte público.Como funciona o Preço FixoAo solicitar uma corrida pelo aplicativo, caso a modalidade esteja disponível na região, o sistema exibirá o Preço Único como uma das opções. Se a distância percorrida não exceder os 3 km, o valor de R$ 4,98 será apresentado automaticamente, bastando ao usuário confirmar a solicitação. Essa opção aparecerá junto às demais modalidades oferecidas pela Uber, como Envios Moto e bicicletas, dependendo da localidade.A Uber afirma que a funcionalidade será expandida gradualmente para outras cidades nos próximos meses, aumentando o alcance da oferta. A empresa busca com essa iniciativa oferecer uma solução acessível e transparente para os deslocamentos cotidianos.Transparência e planejamento financeiroIolanda Franco, diretora de Operações da Uber no Brasil, destacou em comunicado que a previsibilidade do custo da viagem é um diferencial importante para o planejamento financeiro dos usuários. "Com o Preço Único, entregamos uma solução simples, transparente e acessível para viagens de curtas distâncias, reforçando que elas estão ao alcance do bolso", afirmou Franco.A modalidade visa atender à demanda por deslocamentos rápidos e econômicos em áreas urbanas, onde a agilidade de uma moto combinada com um preço fixo pode ser vantajosa. A empresa reforça que o valor de R$ 4,98 é um atrativo para quem busca uma alternativa de transporte de baixo custo para trajetos curtos.Recentemente, a Uber também lançou uma função voltada para usuários idosos e pessoas com deficiência (PCDs), permitindo alertar motoristas sobre necessidades específicas. A expansão do Preço Fixo demonstra o contínuo investimento da empresa em adaptar seus serviços às necessidades do mercado brasileiro.

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Startups brasileiras enfrentam alto custo para empreender comparado à Suécia
Geral28 de out.

Startups brasileiras enfrentam alto custo para empreender comparado à Suécia

O ecossistema de startups no Brasil enfrenta desafios significativos em comparação com países como a Suécia, onde o empreendedorismo é mais incentivado e o risco de falha é menos penalizado. Enquanto startups suecas como a Legora alcançam valuations expressivos rapidamente, como os US$ 8,8 bilhões após captar US$ 550 milhões em uma Série E, startups brasileiras, apesar de talentosas, como a Enter (primeiro unicórnio de IA da América Latina), enfrentam um ambiente onde o custo do erro é proibitivo.A diferença fundamental reside na percepção e no tratamento do risco para a classe média. Na Suécia, jovens universitários veem o empreendedorismo como uma tentativa razoável de ascensão social, com acesso a juros baixos, capital disponível e uma rede de segurança que ampara quem não obtém sucesso. Falhar na Suécia é visto como um diferencial no currículo, uma experiência valiosa que atrai empregadores e investidores. No Brasil, o cenário é oposto: a mensagem predominante é de segurança no emprego, com o erro sendo severamente punido, levando muitos a optarem pela estabilidade em vez da inovação.O Custo do Erro no BrasilNo Brasil, a classe média é desencorajada a empreender devido aos altos custos de capital e à escassez de recursos. O risco de quebrar pode comprometer a vida familiar inteira, transformando o fracasso em uma dívida intransponível, em contraste com a Suécia, onde a falha é integrada ao aprendizado e vista como um trunfo. O autor relata sua própria experiência, onde três projetos fracassados antes de fundar o Bom Negócio foram valorizados na Suécia, enquanto no Brasil poderiam ser vistos como instabilidade.A estrutura social brasileira também contribui para essa disparidade. Enquanto a classe alta pode empreender por opção e não por necessidade, e a base da pirâmide se dedica ao empreendedorismo de necessidade (MEIs, pequenos comerciantes), a camada que poderia gerar startups de alto impacto (como a Legora) está mais focada em manter empregos estáveis. A educação brasileira, embora forme talentos de nível mundial, pouco estimula o empreendedorismo, especialmente entre aqueles com mais a perder.Confiança e Escala GlobalA confiança dos investidores internacionais se reflete nos múltiplos de valuation mais altos das startups suecas. Isso ocorre porque o mercado sueco, por ser menor, força as empresas a nascerem com uma mentalidade global, visando mercados como Reino Unido, Alemanha e EUA desde o início. Em contrapartida, unicórnios brasileiros como Nubank e QuintoAndar só expandiram internacionalmente após consolidarem-se internamente, aproveitando um mercado interno grande.A Suécia, apesar de sua burocracia, criou uma exceção para startups de tecnologia, tratando empreendedores como figuras admiradas. O ponto fraco sueco é a dificuldade em liderar pessoas em larga escala, um traço cultural de autonomia que, embora acelere o início, pode gerar atrito no crescimento. Essa lacuna abre uma oportunidade para o Brasil.Oportunidade de Ponte entre Brasil e SuéciaO Brasil representa um mercado atraente para startups suecas devido ao seu tamanho, digitalização e rápida adoção de tecnologia. Mais importante, o Brasil oferece um ambiente onde a liderança de equipes, a gestão de recursos escassos e a navegação em mercados competitivos são habilidades intrínsecas aos founders brasileiros, algo que falta às startups suecas em sua fase de escala.Para os founders brasileiros, a Suécia serve como prova de que o talento não é o problema, mas sim o sistema que precifica o erro de forma desproporcional. A pergunta que fica é quantas empresas inovadoras como a Legora o Brasil já perdeu para a opção mais segura de um emprego estável.

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BYD inicia produção integral de carros no Brasil e mira porto para exportação
Geral30 de out.

BYD inicia produção integral de carros no Brasil e mira porto para exportação

A montadora chinesa BYD prevê iniciar até dezembro a produção de carros com etapas industriais realizadas integralmente no Brasil. Um ano após inaugurar sua fábrica em Camaçari (BA), a empresa também demonstrou interesse em adquirir o antigo porto da Ford, em Candeias (BA), para ampliar sua capacidade de exportação. Os planos foram apresentados nesta quinta-feira (29) em Salvador (BA).Segundo Alexandre Baldy, vice-presidente da fábrica, os complexos de estamparia, soldagem e pintura já estão em fase de testes, com expectativa de conclusão em novembro. O primeiro modelo a passar pelo processo será o híbrido plug-in Atto 2, que custa entre R$ 149.990 e R$ 166.660. A ampliação das etapas de fabricação no país pode ajudar a BYD a cumprir exigências de conteúdo local em acordos comerciais, como as regras do Mercosul, que pedem pelo menos 35% de componentes locais.BYD mira antigo porto da Ford para exportar carrosAlém da produção nacional, a montadora demonstrou interesse no Terminal Portuário Privativo Miguel de Oliveira, conhecido como Porto da Ford, em Candeias. O espaço, construído para escoar veículos da Ford e desativado após a saída da empresa em 2021, pertence atualmente ao governo baiano. Baldy afirmou que a BYD quer construir uma operação integrada para atender diferentes mercados das Américas, aproveitando a localização da fábrica e a infraestrutura portuária para exportar veículos produzidos na Bahia."Nossa estratégia é, de fato, sermos uma empresa regional contígua entre América do Sul, Central e Norte, onde nós aproveitaríamos essa estratégia para exportar a partir da Bahia", disse o executivo. A eventual aquisição do porto foi apresentada como um interesse da empresa, não como um negócio concluído.Fábrica já produz cerca de 700 carros por diaAntes da entrada em operação dos novos complexos, os veículos chegavam da China pré-montados, com componentes essenciais instalados na unidade baiana. Com as novas estruturas de estamparia, soldagem e pintura, a maior parte do processo industrial poderá ser feita no Brasil. Atualmente, a fábrica produz cerca de 700 veículos por dia, incluindo modelos como Dolphin Mini, Song Pro, Atto 2 e King. A instalação é o maior polo da BYD fora da China, com investimento de R$ 11 bilhões e expectativa de dobrar de tamanho nos próximos anos.BYD prevê ampliar quadro de funcionáriosA fábrica gera nove mil empregos diretos, e a BYD espera alcançar dez mil postos ainda em 2026, com projeção de chegar a 20 mil funcionários quando todos os investimentos previstos estiverem concluídos. O salário médio entre os trabalhadores da fábrica é de R$ 3,9 mil, 24% superior à média da indústria baiana, segundo o Observatório da Indústria da Fieb. A parceria entre a entidade e a BYD analisa os efeitos econômicos da instalação sobre Camaçari.Montadoras tradicionais observam avanço chinêsA expansão da BYD ocorre em um momento de aumento das importações de veículos no Brasil. Nos primeiros oito meses de 2026, o país importou 406,7 mil veículos, alta de 29,8% em relação ao mesmo período de 2025, com mais da metade vindo da China. O crescimento das marcas chinesas foi comentado por Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, que criticou as condições de competitividade no Brasil e a falta de incentivos. A ampliação da produção da BYD na Bahia pode aumentar a participação de componentes fabricados no país e abrir espaço para exportações.

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Veloe adota IA com cautela e foco em ganhos práticos, sem repetir erros do metaverso
Geral28 de out.

Veloe adota IA com cautela e foco em ganhos práticos, sem repetir erros do metaverso

A Veloe, empresa de soluções de mobilidade controlada pelo Banco do Brasil e Bradesco, está implementando inteligência artificial (IA) em suas operações com uma estratégia cautelosa, aprendendo com a experiência anterior com o metaverso. A companhia lançou a plataforma interna Leo, que funciona como um copiloto para os funcionários e um assistente virtual para clientes no portal B2B, buscando otimizar processos e melhorar o atendimento sem repetir os erros de investimentos em tecnologias com retorno incerto.A lição aprendida com o metaverso, que atraiu um público diferente do foco da Veloe, levou a empresa a adotar uma abordagem de experimentação controlada com a IA. José Nunes, gerente-executivo de tecnologia da Veloe, afirma que é preciso acompanhar o ritmo do mercado, mas com cautela para não gastar recursos em iniciativas menos relevantes. A empresa possui 3 milhões de tags ativas e atende mais de 7 mil empresas, com projeção de R$ 10 bilhões em volume transacionado e R$ 50 milhões em investimento para 2026.IA como copiloto e assistenteA Veloe liberou o acesso à IA para toda a empresa, não apenas para a área de tecnologia, permitindo que cada equipe explorasse os benefícios da ferramenta. A plataforma Leo foi desenvolvida para simplificar o uso, reunindo a parte técnica e oferecendo uma interface amigável. Para a equipe de tecnologia, o ganho estimado é de 20% a 30% no tempo de entrega, com um aumento significativo na qualidade e cobertura do trabalho.Um exemplo prático é a elaboração de pedidos de proposta (RFP) a fornecedores, onde a IA auxilia na identificação de requisitos importantes. A empresa ressalta que a curadoria humana é essencial, evitando a entrega de trabalhos sem revisão e garantindo a qualidade das entregas. Para os clientes, o Leo responde a dúvidas sobre produtos e operações no portal B2B, com uma queda de até 77% nas chamadas para a central de atendimento em oito motivos de contato.Métricas, ROI e governançaPara 2027, a Veloe planeja um programa de letramento em IA para todos os funcionários, com treinamento formal e definição de métricas de sucesso por área. As métricas não serão apenas financeiras, podendo incluir a redução de atritos para o usuário ou a melhora do NPS. A empresa ainda não mede o retorno sobre o investimento (ROI) em IA de forma formal, mas observa ganhos como a redução do tempo de criação de pipelines de dados de cinco dias para um.O CEO da Veloe é o patrocinador da adoção de IA, com José Nunes atuando como embaixador da iniciativa. A governança da IA inclui a consideração de riscos de segurança da informação e a estrutura necessária para o seu funcionamento, como marketplaces e orquestradores. A empresa também investe na organização de seus dados, com um data lake reformulado em 2022, visando permitir que qualquer funcionário possa solicitar informações em linguagem natural.O futuro do trabalho com IAJosé Nunes acredita que tarefas repetitivas serão automatizadas, mas a curadoria humana continuará indispensável nos próximos anos. O conhecimento técnico e a capacidade de comunicação, como formular perguntas e contextualizar demandas, serão cruciais para os profissionais. Ele também prevê um perfil mais plural para os líderes de tecnologia, que precisarão transitar por diversas áreas de negócio.A Veloe não observa a eliminação de empregos pela IA no momento e reforça a importância de acompanhar a evolução tecnológica com atenção à governança, segurança e qualificação das pessoas. A empresa planeja modernizar seu data lake para integrar dados e IA, permitindo que funcionários solicitem relatórios e gráficos em linguagem natural, sem depender de especialistas.

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Shopee inicia "Esquenta 11.11" com frete grátis e cupons

A Shopee deu início ao seu evento promocional "Esquenta 11.11", antecipando as ofertas do Dia dos Solteiros, celebrado em 11 de novembro. A iniciativa visa atrair consumidores com descontos e benefícios especiais antes da data principal, que se tornou um marco para o comércio eletrônico.Durante o "Esquenta 11.11", os consumidores podem aproveitar dois fretes grátis em compras acima de R$ 10, válidos apenas no dia de hoje. Além disso, a plataforma disponibiliza cupons de desconto que são liberados periodicamente, e em parceria com o TecMundo, há um cupom exclusivo de 15% OFF para compras acima de R$ 75, mediante aplicação do código T3CMUNDO2810PB. Este cupom é limitado e pode se esgotar rapidamente.Destaques e Ofertas do EsquentaO evento já apresenta uma série de ofertas em diversas categorias de produtos. Entre os itens em destaque estão:Soundbar JBL Cinema SB180 a partir de R$ 732,97Smartphone Samsung Galaxy A17 com 256GB a partir de R$ 1.083,67Smartphone Huawei Nova 15 Max com 256GB a partir de R$ 1.701,29Notebook Acer Aspire Go com Intel Core i5 a partir de R$ 3.550,28Caixa de Som Bluetooth JBL Boombox 4 a partir de R$ 2.059,98Smartband Samsung Galaxy Fit 3 a partir de R$ 217,32Tablet Vaio Tl10 com 128GB 4G a partir de R$ 1.310,13Fone de Ouvido Bluetooth QCY Buds T43 a partir de R$ 132,05Fone de ouvido Huawei FreeBuds SE 3 a partir de R$ 197,65Processador AMD Ryzen 5 5500 a partir de R$ 555,68Câmera de Segurança TP-Link Tapo TC40 a partir de R$ 270,66Ar-Condicionado Split Philco Hi Wall Inverter a partir de R$ 1.661,55Adega Climatizada de Vinhos Midea para 24 Garrafas a partir de R$ 2.110,19Cooktop 5 Bocas Itatiaia Essencial a partir de R$ 433,11Aspirador De Pó Vertical 2 Em 1 Gaabor a partir de R$ 117,51Cafeteira Espresso Mondial Dolce Crema a partir de R$ 499,56Liquidificador Oster a partir de R$ 170,05É importante notar que as ofertas são limitadas e os preços podem sofrer alterações. A Shopee incentiva os consumidores a ficarem atentos ao site para aproveitar os melhores cupons e promoções.Próximos Passos e Dicas de OfertasO "Esquenta 11.11" serve como um aquecimento para as grandes promoções que virão no dia 11 de novembro. A plataforma de e-commerce, uma das mais populares no Brasil, busca manter o engajamento dos usuários com ações promocionais contínuas.Para quem busca as melhores oportunidades, a Shopee recomenda a inscrição em seus canais de ofertas no WhatsApp, Telegram e Instagram. Através dessas plataformas, os consumidores podem receber alertas de descontos-relâmpago e promoções exclusivas antes de serem amplamente divulgadas, garantindo assim a chance de adquirir produtos com preços mais vantajosos.

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Empresas brasileiras buscam expansão global com apoio do Citi
Geral30 de out.

Empresas brasileiras buscam expansão global com apoio do Citi

A internacionalização de empresas brasileiras tem ganhado força, impulsionada pela busca por escala e pela necessidade de responder ao aumento das tarifas comerciais globais. A estratégia é considerada uma das melhores opções para companhias aptas a expandir negócios, segundo Gaurang Hattangdi, chefe para América Latina de Commercial Bank do Citi. O banco americano, presente em mais de 90 países, tem auxiliado ativamente empresas como a rede de academias Smartfit, a fabricante de ônibus Marcopolo, a varejista de pneus Cantu Pneus e a Baterias Moura em suas jornadas de expansão internacional, com destinos que incluem países da América Latina, Estados Unidos e Marrocos.O Citi, através de sua área de Commercial Bank, que atende empresas com faturamento anual entre US$ 10 milhões e US$ 3 bilhões, tem visto um crescimento de 20% nas receitas com esses clientes desde 2022, com um aumento de 25% na expansão de clientes ativos no mesmo período. A expertise do banco em redes globais permite oferecer suporte a empresas que, muitas vezes, possuem tesourarias enxutas e necessitam de assistência para navegar em mercados estrangeiros.Apoio do Citi na expansão internacionalO Citi atua como um facilitador crucial para empresas brasileiras que buscam expandir suas operações. Com uma rede global robusta, o banco consegue oferecer suporte em praticamente todos os países, conectando banqueiros locais e internacionais para garantir que as empresas matrizes compreendam as particularidades de cada mercado.Para empresas que iniciam sua internacionalização, especialmente na América Latina, o Citi oferece os mesmos produtos e serviços disponíveis no Brasil. Um exemplo prático é o apoio à Smartfit, que iniciou sua expansão na América do Sul, seguiu para a América Central e México, onde se tornou a maior rede do país, e posteriormente expandiu para o Marrocos. No México, o Citi auxiliou a Smartfit a levantar US$ 350 milhões no mercado de dívida local desde 2023.A Marcopolo, fabricante de ônibus, contou com o apoio do Citi desde o início de sua internacionalização, há cerca de 10 anos, com expansão para Argentina e Colômbia, e hoje está presente nos cinco continentes. Para contornar restrições de financiamento na Argentina, o banco forneceu "cartas de crédito standby", permitindo que a empresa matriz aprovasse crédito para suas subsidiárias em outros países.A Cantu Pneus, após atuar como financiador de fornecedores, expandiu-se para os EUA com a aquisição da DigiTire em 2023 e abriu um centro de distribuição no México em maio de 2025. A empresa também tem planos para Colômbia, Peru, Chile e Europa. Recentemente, a Cantu Pneus anunciou um investimento de US$ 50 milhões liderado pela International Finance Corporation (IFC).A Baterias Moura estabeleceu uma fábrica na Argentina e uma rede de distribuição no Cone Sul, com consultoria do Citi desde o início do projeto.Motivações e desafios da expansãoA internacionalização é vista como uma resposta estratégica ao cenário global, especialmente após a pandemia de Covid-19. O movimento de nearshoring, que busca parceiros mais próximos e a diversificação de cadeias de suprimentos, tem ganhado relevância. Empresas buscam novos fornecedores, realocam plantas produtivas e diversificam seus mercados de vendas para aumentar a competitividade.A ambição é o principal atributo para a internacionalização, segundo Hattangdi. Empreendedores ambiciosos buscam escala e crescimento. Para isso, é fundamental ter a administração certa, governança sólida e suporte adequado em temas como gestão de liquidez global e financiamento de subsidiárias. Startups e fintechs, em particular, tendem a buscar múltiplos mercados rapidamente para ganhar escala, e o Citi busca acompanhá-las desde o início.Apesar do cenário de juros altos no Brasil, que impacta o crédito corporativo, o Citi se mantém seletivo em sua carteira de clientes e continua a apoiar as ambições de crescimento de seus parceiros. Com 111 anos de atuação no Brasil, o banco demonstra resiliência e aprendizado para operar no país.Destinos e tendênciasOs Estados Unidos e países da América Latina, como México, Colômbia, Argentina e Paraguai, são os destinos que mais atraem o interesse das empresas brasileiras. Inicialmente, os países vizinhos servem como teste para novos produtos, seguidos pela América do Norte. O interesse em ir para os EUA não está diretamente ligado a governos específicos, mas sim à identificação de oportunidades de negócio.No Paraguai, por exemplo, empresas brasileiras são atraídas pelo ambiente de negócios favorável, incentivos governamentais e mão de obra qualificada. A Lei de Maquila oferece isenções aduaneiras e redução tributária para exportadoras. Desde 2007, estima-se que cerca de 320 empresas brasileiras tenham se estabelecido no país vizinho.O futuro aponta para uma contínua busca por competitividade internacional. As empresas brasileiras, com sua capacidade e ambição, estão bem posicionadas para explorar novas oportunidades e consolidar sua presença em mercados globais, com o suporte estratégico do Citi.

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Lua Cheia de novembro será superlua e ocultará estrela Regulus
Geral30 de out.

Lua Cheia de novembro será superlua e ocultará estrela Regulus

A Lua cheia de novembro, que ocorrerá no dia 24, às 11h53, no horário de Brasília, será também uma superlua. O fenômeno acontece porque o satélite natural da Terra atingirá o perigeu, ponto de sua órbita em que fica mais próximo do nosso planeta, pouco mais de um dia antes da fase cheia. Essa proximidade faz com que a Lua pareça um pouco maior e mais brilhante.Para quem observa da Terra, o disco lunar estará totalmente iluminado. Como a Lua cheia em novembro ocorre durante o dia, o melhor momento para admirá-la será após o pôr do Sol. Em São Paulo, por exemplo, a Lua nascerá por volta das 18h57. A distância da Lua à Terra no dia 24 será de cerca de 361 mil quilômetros.Ocultação de estrela e aproximações celestesAntes da Lua cheia, o céu reserva outros eventos. Na madrugada de 3 de novembro, a Lua passará na frente da estrela Regulus, a mais brilhante da constelação de Leão, em um fenômeno conhecido como ocultação. Em São Paulo, a estrela deve desaparecer atrás da Lua por volta das 4h43. No entanto, o evento não será visível em todo o Brasil, com cidades como Recife e Fortaleza não presenciando a ocultação.Já na madrugada de 7 de novembro, a Lua minguante e o planeta Vênus aparecerão próximos no céu, pouco antes do amanhecer. A observação exigirá olhar para o horizonte leste. Essa aproximação é apenas aparente, pois os astros estão a milhões de quilômetros de distância.Chuva de meteoros e outros planetas em destaqueNovembro também será palco da chuva de meteoros Leônidas, formada por detritos do cometa 55P/Tempel-Tuttle. O pico do fenômeno está previsto para meados do mês, com a melhor oportunidade de observação no Brasil na madrugada de 18 de novembro. Recomenda-se procurar um local escuro e com pouca poluição luminosa para observar os meteoros.Outros eventos astronômicos incluem a observação de Mercúrio no dia 20 de novembro, quando atingirá sua maior distância aparente do Sol. No dia 25 de novembro, Urano estará em posição favorável para observação, embora seu brilho fraco possa exigir o uso de binóculos ou telescópios. A luminosidade da Lua quase cheia pode dificultar a visualização de Urano.As fases da Lua em novembro são: Quarto minguante em 1º de novembro; Lua nova em 9 de novembro; Quarto crescente em 17 de novembro; e Lua cheia em 24 de novembro. O ciclo completo, chamado lunação, dura cerca de 29 dias e meio.

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Google Gemini permite criar e editar documentos em conversas com IA
Geral30 de out.

Google Gemini permite criar e editar documentos em conversas com IA

O Google anunciou nesta quinta-feira (29) uma nova funcionalidade para o seu chatbot de inteligência artificial, o Gemini. Agora, os usuários podem criar, visualizar e editar documentos diretamente nas conversas com a IA. A novidade visa eliminar a necessidade de baixar arquivos para fazer alterações em outros aplicativos e, em seguida, reenviá-los ao chatbot, otimizando o fluxo de trabalho.A ferramenta está disponível para todos os usuários do Gemini, em todos os idiomas e regiões onde o aplicativo funciona. Entre os formatos compatíveis estão PDFs, documentos do Google Docs, planilhas do Sheets, apresentações de slides, arquivos Markdown, TXT e códigos de programação.Como funciona a edição de arquivos no GeminiA atualização amplia uma capacidade que o Google já oferecia: a geração e o download de arquivos a partir de comandos enviados ao Gemini. Agora, o conteúdo pode ser refinado diretamente na interface do chatbot. O usuário pode expandir o arquivo para ocupar a tela inteira e editar o texto manualmente. Outra opção é selecionar uma parte do conteúdo e pedir ao Gemini que faça uma alteração específica.Também é possível combinar essas funções. Por exemplo, um usuário pode gerar uma apresentação, revisar sua estrutura, selecionar um trecho e solicitar mudanças no texto ou nos elementos visuais. Em planilhas, o usuário pode destacar uma tabela e pedir que o Gemini a transforme em um gráfico. Após a edição, os arquivos podem ser abertos em ferramentas do Google ou baixados em formatos compatíveis.Limitações entre celular e computadorApesar da ampla disponibilidade, nem todos os formatos funcionam em todos os dispositivos. A edição e a visualização de PDFs estão disponíveis tanto na versão web quanto nos aplicativos móveis do Gemini. Já documentos, planilhas, apresentações, arquivos Markdown, TXT e códigos podem ser editados diretamente apenas na versão para navegador, pelo menos neste primeiro momento.A novidade não significa que o Gemini substitua completamente os programas tradicionais de edição. O recurso oferece uma maneira de criar e ajustar arquivos dentro da conversa, mas os usuários ainda podem recorrer a aplicativos especializados para tarefas mais complexas.Disputa no mercado de IAA atualização aproxima o Gemini de experiências que outras empresas de IA também estão desenvolvendo. A Anthropic, por exemplo, lançou anteriormente ferramenta semelhante no Claude, permitindo criar e editar documentos e apresentações dentro das conversas.A disputa entre os chatbots passa, assim, por oferecer mais do que respostas em texto. Ao incorporar ferramentas de criação e edição, as empresas tentam transformar seus assistentes em ambientes nos quais os usuários consigam executar tarefas completas, sem precisar alternar constantemente entre aplicativos.

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Geral28 de out.

Inteligência Artificial: O que realmente fica barato e o que continua caro

A atual revolução da Inteligência Artificial (IA) é marcada pela ideia sedutora de que a inteligência está se tornando barata. À medida que modelos mais capazes se tornam mais acessíveis e os custos por 'token' – a unidade básica de processamento de IA – caem drasticamente, surge a percepção de uma comoditização da inteligência. No entanto, essa visão pode ser superficial, pois o verdadeiro custo da inteligência pode estar apenas mudando de lugar, deslocando-se para camadas mais complexas de aplicação e implementação.O Paradoxo do Custo Marginal da InteligênciaO fenômeno é comparado ao paradoxo de Jevons, observado em 1865 com o carvão. A eficiência das máquinas a vapor tornou o uso de carvão mais barato e mais útil, levando a um aumento no consumo total, e não a uma queda. Da mesma forma, o custo por token na IA caiu cerca de 90% ou mais em menos de uma década. Modelos que custavam dezenas de dólares por milhão de tokens hoje custam centavos. Contudo, as contas de IA das empresas continuam a subir.Essa aparente contradição se explica pelo uso expandido da tecnologia. Com tokens mais baratos, a IA é aplicada em tarefas maiores, mais complexas e repetitivas. Sistemas que antes processavam trechos curtos agora analisam documentos inteiros, bases de conhecimento e históricos longos de conversas. Modelos acionados pontualmente passam a operar continuamente em cadeias de raciocínio e fluxos de decisão automatizados.Da Informação à Inteligência: O Custo OcultoA distinção crucial reside entre 'informação' e 'inteligência'. O token representa informação organizada em uma resposta, a matéria-prima. A inteligência, por outro lado, é a capacidade de transformar essa informação em decisão, contexto e ação confiável em um ambiente real. Uma resposta gerada por IA, embora rápida, não existe isoladamente.Para que uma resposta se torne uma decisão útil, são necessários contexto, dados confiáveis, memória, objetivos claros, processos, limites, governança e, muitas vezes, a interpretação humana de suas consequências. A IA barateia a produção da resposta, mas não necessariamente a construção de tudo o que dá significado a ela. O filósofo John Searle questionou se seguir regras perfeitamente equivale à compreensão; se não, grande parte do que chamamos de IA é apenas processamento de informação em escala.Onde o Custo Real se ConcentraO preço da inteligência está espalhado em camadas de engenharia, governança, integração e operação, que raramente são incluídas na conta inicial. Segundo a EY, um fluxo linear simples de IA em 2023 custava cerca de US$ 0,04 por interação, enquanto um sistema orquestrado em 2026, com ferramentas e raciocínio, pode chegar a US$ 1,20 por interação – quase 30 vezes mais caro, mesmo com tokens mais baratos. Isso pode explicar por que o Gartner estima que cerca de 40% dos projetos de agentes de IA deverão ser cancelados até 2027.A IA pode estar tornando a informação mais barata exatamente no momento em que torna mais caro e complexo produzir inteligência de verdade. A revolução da IA está acontecendo mais rápido do que a capacidade humana de compreendê-la e de criar o vocabulário e os instrumentos adequados para medir seu valor real. A questão fundamental não é quanto a IA custará, mas se já possuímos os conceitos necessários para saber para quê, como e onde utilizá-la de forma eficaz.

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IA e Computação Quântica: A Nova Fronteira da Inovação Competitiva
Geral28 de out.

IA e Computação Quântica: A Nova Fronteira da Inovação Competitiva

O avanço tecnológico, que por décadas foi medido pela capacidade de quebrar barreiras como processadores mais rápidos e redes mais conectadas, entra em uma nova fase. A inteligência artificial (IA) e a computação quântica despontam como os próximos grandes impulsionadores da transformação econômica, mas o fator limitante agora reside na capacidade humana de redefinir o significado do trabalho, da tomada de decisão e da experiência do consumidor.A IA, em particular, permite que sistemas produzam conteúdo, formulem hipóteses e apoiem decisões complexas em tempo real. Inicialmente, o foco esteve no poder dos modelos de IA. Contudo, à medida que a tecnologia amadurece, a questão central se torna o que fazer com essa inteligência. A resposta está na integração de modelos, dados, aplicações e pessoas através de workflows inteligentes, ampliando a capacidade de decidir, criar e colaborar.A Convergência Tecnológica e a ReinvençãoA computação quântica surge como um complemento à IA, prometendo abordar problemas hoje insolúveis. Não se trata de uma inovação substituindo outra, mas de um futuro construído pela convergência de avanços simultâneos e complementares, da ciência aplicada aos negócios, da automação à descoberta.Nesse cenário, a capacidade de reinvenção contínua se torna o principal diferencial competitivo. O ritmo de adaptação e a agilidade cultural para aprender, desaprender e reaprender com velocidade são cruciais. A resiliência competitiva não virá da estabilidade, mas da habilidade de se reinventar, sempre com base em confiança, governança e inovação responsável.O Papel Humano na Nova Era da InovaçãoA inovação continuará avançando em velocidade sem precedentes. A questão fundamental é se a capacidade humana de adaptação, imaginação e reinvenção acompanhará esse ritmo. A transformação mais significativa não virá apenas dos sistemas que processam mais dados ou executam mais cálculos, mas da habilidade humana de atribuir novo significado às possibilidades que essas tecnologias oferecem.Essa capacidade de atribuir significado é, em última instância, uma decisão profundamente humana, que moldará o futuro da inovação e da vantagem competitiva nas organizações.O que diz a pesquisaUm estudo publicado em 2018 no South American Development Society Journal, intitulado "A IMPORTÂNCIA DA INOVAÇÃO COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO NOS PROCESSOS DE RECRUTAMENTO E SELEÇÃO", aponta que a inovação é crucial para a competitividade das organizações. A pesquisa, que envolveu questionários com profissionais da área, demonstrou que a substituição de métodos tradicionais por ferramentas contemporâneas, especialmente as tecnológicas, tem gerado melhores resultados na seleção de pessoas.O artigo destaca que as constantes mudanças nos cenários político e econômico exigem maior flexibilidade e inovação em todos os processos empresariais. A Gestão de Pessoas, ao inovar, torna-se estratégica para atrair e reter talentos que agreguem conhecimento e criatividade, sendo fundamental para a manutenção da competitividade.

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Inteligência de Ameaças Pouco Orienta Orçamento de Cibersegurança
Geral28 de out.

Inteligência de Ameaças Pouco Orienta Orçamento de Cibersegurança

Apesar de 74% dos líderes de cibersegurança utilizarem Cyber Threat Intelligence (CTI), ou inteligência de ameaças, para orientar operações de segurança e atividades de Threat Hunting, apenas 26% aplicam esse conhecimento para embasar decisões de orçamento e priorização de investimentos. Essa discrepância revela uma dificuldade em traduzir informações sobre ameaças em alocações financeiras estratégicas.Na prática, a CTI é eficaz para definir o que investigar e onde concentrar esforços de análise, mas falha em guiar a alocação de recursos para novas tecnologias. Exemplos práticos mostram organizações gastando milhões em soluções de segurança, mas com ferramentas duplicadas ou capacidades não configuradas, indicando ineficiência no uso dos recursos.Onde a inteligência de ameaças deveria influenciar o orçamentoA inteligência de ameaças ajuda a entender quais adversários, técnicas e comportamentos são relevantes para um ambiente específico. Se essa informação já é usada para operações diárias do SOC (Security Operations Center), faz sentido que ela também influencie a definição do orçamento. Um investimento deve responder a um risco ou necessidade concreta, com evidências que justifiquem a alocação de recursos antes de outras capacidades.A lógica comum de começar a discussão de orçamento pela ferramenta a ser comprada deve ser invertida. A prioridade deve ser identificar os riscos reais da organização, avaliar as capacidades existentes para enfrentá-los, verificar se estão configuradas e funcionando, e só então identificar lacunas que justifiquem um novo investimento.O acúmulo de ferramentas e a necessidade de revisãoSem essa análise, é comum perpetuar investimentos em soluções que já fazem parte da arquitetura ou do orçamento, ou adicionar novas para necessidades específicas que poderiam ser atendidas por tecnologias já contratadas. Isso leva ao acúmulo de produtos sem uma revisão frequente do valor que cada um entrega.Uma pesquisa do Gartner com 162 grandes empresas indicou o uso médio de 45 ferramentas de cibersegurança. O número em si não é o problema, mas sim a dificuldade em explicar a razão de cada ferramenta, a qual risco ela responde, quais capacidades estão sendo utilizadas e onde ocorrem sobreposições.O investimento humano e a otimização de recursosO capital humano é apontado pelo SANS como a principal restrição ao financiamento de prioridades em cibersegurança. Orçamentos tecnológicos avançam mais facilmente do que contratações. Isso pode levar à aquisição de capacidade tecnológica sem o pessoal qualificado para implementá-la e utilizá-la adequadamente.Portanto, o próximo investimento necessário pode não ser em novas licenças, mas sim em capacitação, integração de soluções existentes, revisão de processos, automação ou profissionais que extraiam mais valor das capacidades já disponíveis. Uma visão de portfólio é essencial, revisando continuamente o valor das ferramentas diante de um cenário de ameaças, arquitetura e negócios em constante mudança.Um SOC estratégico deve entregar não apenas alertas e investigações, mas também contexto para a gestão. A inteligência sobre ameaças emergentes e exposições significativas pode guiar tanto as investigações futuras quanto as decisões de financiamento.O desafio é demonstrar por que se investe em determinada capacidade e qual risco se espera reduzir com ela, utilizando a inteligência de ameaças para orientar tanto a vigilância quanto o investimento.

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Sony estende prazo para resgate de jogos do PS Plus Essential de outubro
Geral28 de out.

Sony estende prazo para resgate de jogos do PS Plus Essential de outubro

A Sony estendeu o prazo para que os assinantes do serviço PlayStation Plus Essential resgatem os jogos gratuitos de outubro. Originalmente previsto para o final de outubro, o período de resgate foi prorrogado até o dia 2 de novembro. A oferta inclui três títulos para diferentes plataformas.Os jogos disponíveis para resgate ainda em outubro são:F1 25 (PS5)Hunt: Showdown 1896 (PS5)Earth Defense Force: World Brothers 2 (PS4 e PS5)Jogos de novembro já anunciadosEnquanto o prazo de outubro se estende, a Sony já anunciou os títulos que estarão disponíveis para os assinantes do PS Plus Essential em novembro. A seleção promete variedade, com um jogo de ação e sobrevivência, uma coletânea de aventura e um roguelite de estratégia.Os jogos de novembro são:Dead Island 2: Um RPG de ação em primeira pessoa ambientado em Los Angeles, onde os jogadores enfrentam hordas de zumbis. O jogo oferece combate corpo a corpo, diversas armas e modos cooperativos para até três jogadores.Tomb Raider IV – VI Remastered: Esta coletânea traz versões atualizadas de três clássicos da franquia: 'Tomb Raider: The Last Revelation', 'Tomb Raider: Chronicles' e 'Tomb Raider: The Angel of Darkness'. Os jogadores podem alternar entre os gráficos remasterizados e os modelos poligonais originais.Monster Train 2: Um roguelite de construção de decks onde anjos e demônios se unem contra Titãs. A jogabilidade envolve defender três níveis verticais de trens que atravessam diferentes planos, recrutando unidades e aprimorando cartas.O serviço PlayStation PlusO PlayStation Plus é um serviço de assinatura da Sony que oferece diversos benefícios aos jogadores de PlayStation, incluindo acesso ao multiplayer online, descontos exclusivos na PlayStation Store e jogos mensais gratuitos. O nível Essential é o mais básico e garante o resgate dos títulos mensais.A extensão do prazo para os jogos de outubro visa dar mais uma oportunidade aos jogadores que não conseguiram resgatar os títulos a tempo. A divulgação antecipada dos jogos de novembro permite que os assinantes se preparem para os próximos lançamentos gratuitos.

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IA pode causar colapso alimentar global com ataque à rede elétrica
Geral28 de out.

IA pode causar colapso alimentar global com ataque à rede elétrica

A rápida evolução da inteligência artificial (IA) levanta preocupações sobre cenários catastróficos, incluindo a possibilidade de agentes de IA rebeldes causarem a destruição da humanidade. Uma das abordagens teóricas para tal evento seria a interrupção prolongada das redes elétricas. Essa ameaça é tão séria que Sam Altman, CEO da OpenAI, já se reuniu com executivos de concessionárias de energia para discutir medidas de prevenção.Um ataque cibernético sofisticado às redes elétricas teria um impacto devastador na agricultura convencional. Sem energia, bombas de combustível, sistemas de ventilação para gado, refrigeração de alimentos, irrigação e produção de fertilizantes deixariam de funcionar, levando ao colapso do sistema alimentar em questão de dias ou semanas. Apenas aqueles com capacidade de autogerar energia, como através de painéis solares e microrredes, teriam uma vantagem.Como a agricultura entraria em colapsoA falha nas redes elétricas desencadearia uma série de problemas sequenciais. Inicialmente, o abastecimento de combustível seria interrompido, paralisando tratores e outros equipamentos agrícolas. Em seguida, o gado confinado em instalações com ventilação motorizada morreria rapidamente em climas quentes. Alimentos perecíveis, como leite e carne, estragariam sem refrigeração e transporte.A médio prazo, os sistemas de irrigação, que dependem de eletricidade para bombeamento e pivôs centrais, deixariam de operar, reduzindo drasticamente a produtividade em regiões áridas. A secagem e o armazenamento de grãos também seriam comprometidos, com o risco de proliferação de mofo e micotoxinas. A produção de fertilizantes nitrogenados sintéticos, essenciais para alimentar cerca de metade da população mundial, cessaria, levando a uma queda de 30% a 50% na produtividade das culturas de cereais.Processamento e distribuição afetadosO processamento de alimentos também seria severamente impactado. Moinhos, frigoríficos e fábricas de embalagem, que operam com energia elétrica, parariam de funcionar. A distribuição de alimentos seria fragmentada com o colapso dos sistemas de transporte e pagamentos eletrônicos. Mesmo comunidades agrícolas de pequena escala enfrentariam dificuldades, e a dependência de sementes híbridas e geneticamente modificadas, que precisam ser recompradas anualmente, agravaria a situação.Comunidades menos dependentes de tecnologia, como os Amish, estariam em melhor situação, mas os agricultores convencionais enfrentariam sérios apuros, afetando toda a população.Oito maneiras de garantir o suprimento alimentarDiante desse cenário, pesquisadores como Joshua M. Pearce e David Denkenberger propõem diversas estratégias para garantir a alimentação em caso de colapso da agricultura moderna. A prioridade seria desligar a IA rebelde e restaurar as redes elétricas, mas enquanto isso, medidas alternativas seriam cruciais.Parar de alimentar animais com grãos próprios para consumo humano e redirecionar esses recursos.Suspender a produção de biocombustíveis a partir de culturas comestíveis.Proibir a produção de álcool, redirecionando as culturas para o consumo direto.Reduzir o desperdício de alimentos, focando em aproveitar calorias existentes.Plantar uma proporção elevada de leguminosas para fixar nitrogênio no solo, substituindo fertilizantes sintéticos.Extrair calorias de resíduos agrícolas, transformando-os em ração, substrato para cogumelos ou proteína unicelular.Utilizar pesca com embarcações movidas a energia eólica para eliminar a dependência de combustível.Plantar alimentos em quintais e áreas não utilizadas para produzir comida e proteína.O que diz a pesquisaUm estudo publicado em 2024 pela National Institutes of Health (NIH), intitulado "Resilient foods for preventing global famine: a review of food supply interventions for global catastrophic food shocks including nuclear winter and infrastructure collapse", revisa intervenções para manter a produção de alimentos em cenários de ameaças catastróficas globais. A pesquisa destaca que a interrupção de infraestruturas, como redes elétricas, pode colapsar a produção agrícola. O estudo analisa a viabilidade de métodos para evitar a fome em massa e reduzir o risco de colapso civilizacional, focando em métodos de rápida escalabilidade, acessibilidade e implantação em larga escala. Prioridades incluem manter o comércio internacional e focar em culturas para consumo humano em vez de biocombustíveis ou ração animal.A pesquisa caracteriza métodos maduros e comprovados, como realocação de culturas, uso de ruminantes, estufas, algas e pesca, além de alimentos resilientes inovadores. O artigo também delineia uma agenda de pesquisa futura, incluindo caracterização de cenários, desenvolvimento de políticas, análises econômicas e testes de implantação rápida. Governos são encorajados a implementar planos nacionais e investir em soluções alimentares resilientes para salvaguardar os cidadãos.Como uma última linha de defesa, grupos de pesquisa exploram a produção de "alimentos resilientes" a partir de fontes como plástico, gás natural, proteína de folhas e resíduos de impressão 3D, convertidos em proteína unicelular. Essas alternativas mais radicais poderiam ser necessárias caso a agricultura convencional não possa ser restabelecida rapidamente.

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Kuba Auri: fones com fio brasileiros buscam público com som customizável
Geral28 de out.

Kuba Auri: fones com fio brasileiros buscam público com som customizável

Os fones de ouvido com fio Kuba Auri foram lançados no Brasil, combinando a tendência de retorno desses acessórios com a busca por qualidade sonora superior. O modelo, que custa R$ 287, é fabricado na China e se destaca pela equalização desenvolvida no Brasil após pesquisa com mais de 1.000 pessoas, visando atender às preferências do público nacional.A Kuba, empresa brasileira fundada pelo youtuber Leonardo Drummond, criador do canal Mind the Headphone, buscou adaptar o som dos fones ao gosto brasileiro. Drummond utilizou os resultados de uma pesquisa online para criar uma curva de equalização principal, que oferece um som equilibrado com graves presentes, mas sem prejudicar a clareza dos médios e agudos. A espacialidade do som, que parece envolver o ouvinte, também é um ponto elogiado.Customização sonora para todos os gostosPara audiófilos e entusiastas, os Kuba Auri oferecem uma interface online que permite aplicar outras 10 curvas de equalização. O acesso é feito pelo site equalizador.kuba.audio, conectando os fones a um computador (PC ou Mac). Essa funcionalidade permite que o usuário experimente diferentes perfis sonoros, como Natural, Basshead, Enérgica, Harman, JM-1 e Etymotic, adaptando o áudio às suas preferências e ao tipo de música.As equalizações disponíveis são baseadas no comportamento real dos drivers (os componentes responsáveis pela geração do som) e incluem correções precisas, superando as opções de aplicativos genéricos de celular. Embora a troca de equalização não seja possível diretamente pelo smartphone, a configuração escolhida fica gravada no cabo USB-C dos fones, sendo aplicada mesmo ao serem usados com dispositivos móveis.Design e conforto com ressalvasOs fones Kuba Auri foram projetados para se encaixar confortavelmente nas orelhas, com ponteiras de silicone disponíveis em três tamanhos. O cabo é destacável, o que facilita a substituição em caso de danos, e possui boa qualidade, evitando emaranhados e ruídos de atrito com a roupa (efeito microfônico).Um ponto de atenção é a ausência de uma grade protetora no bocal dos fones, que poderia impedir a entrada de cera e detritos. Apesar de não ser um problema crítico, a adição dessa proteção seria um aprimoramento bem-vindo para a durabilidade e higiene do produto.O mercado de fones com fio e o Chi-FiO lançamento dos Kuba Auri se insere em um contexto de ressurgimento dos fones de ouvido com fio, impulsionado por fatores estéticos e pela busca por uma qualidade de som superior à dos modelos sem fio (true wireless). Estes últimos, apesar da conveniência, precisam acomodar baterias, antenas e amplificadores, limitando o espaço para os drivers de áudio.O mercado de fones com fio de alta performance e baixo custo tem sido dominado por empresas chinesas, no movimento conhecido como Chi-Fi (uma variação de Hi-Fi, alta fidelidade). A colaboração entre fabricantes e influenciadores digitais, como youtubers especializados em áudio, também tem sido uma marca desse segmento, resultando em produtos que combinam tecnologia e a curadoria de especialistas.

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Startups com fundadoras batem recorde em exits e captação nos EUA em 2025
Geral28 de out.

Startups com fundadoras batem recorde em exits e captação nos EUA em 2025

Startups com ao menos uma mulher entre os fundadores responderam por 24,9% dos exits de empresas com venture capital nos Estados Unidos em 2025, mas por 18,4% do valor total dessas saídas. Os dados são do relatório US All In 2025, do PitchBook. O estudo considera fundadas por mulheres as empresas que receberam venture capital e têm ao menos uma fundadora, mesmo que ela já tenha deixado o negócio.Os números apontam para um avanço na participação de empresas com fundadoras nos exits. Em 2024, elas representaram 23,6% do número de operações e 13,3% do valor total. Em 2025, o valor dos exits dessas empresas mais que dobrou, de US$ 20,1 bilhões para US$ 51,1 bilhões, o equivalente a 18,4% do valor das saídas de VC no país. O número de operações também cresceu mais de 20%, de 290 para 349. O relatório LO Women Invest, do banco suíço Lombard Odier, publicado em setembro, também analisa a evolução desses indicadores na última década. Segundo o banco, empresas com fundadoras representavam cerca de 15% do total de exits de VC em 2015, enquanto sua participação no valor total das saídas era de 16%. Apesar do crescimento nos dois indicadores, o banco afirma que ainda há uma diferença significativa de valor nas saídas.Maiores saídas e o impacto da IAEntre as 10 maiores saídas de empresas com fundadoras em 2025, seis foram aquisições e quatro foram IPOs. A maior foi a aquisição da Ampere Computing, de semicondutores, com valor de saída de US$ 6,5 bilhões. Na sequência, aparecem os IPOs da Firefly Aerospace, com valor de saída de US$ 5,6 bilhões, e da Figure Technology Solutions, de software, com US$ 4,6 bilhões. Juntas, as 10 operações somam US$ 27,6 bilhões, cerca de 54% do total do ano, segundo cálculo feito a partir da lista do relatório.O PitchBook atribui o resultado a megarrodadas. Mais de US$ 30 bilhões vieram da Scale AI e da Anthropic, com o setor de inteligência artificial concentrando US$ 49,1 bilhões, dois terços do total captado por empresas com founders mulheres. O relatório também aponta que rodadas de estágio avançado e de venture growth (para empresas já em expansão) ficaram com uma parcela desproporcional do valor captado, o que atribui à preferência dos investidores por ativos já escalados.Captação recorde e desafios para empresas fundadas apenas por mulheresNo lado da captação, as startups com fundadoras levantaram US$ 73,6 bilhões em 2025, um recorde, segundo o PitchBook. Em 2024, o valor havia sido de US$ 38,6 bilhões. O número de negócios, porém, caiu no período, de 3.568 para 3.219. A participação dessas empresas no valor total de VC nos Estados Unidos chegou a 27,7%, a primeira vez acima de um quarto. Já a fatia no número de negócios recuou de 25,7% para 24,1%.As empresas fundadas só por mulheres registraram recuo. Elas captaram US$ 3,2 bilhões, queda de cerca de 22% em relação aos US$ 4,1 bilhões de 2024. O número de negócios também caiu, de 884 para 797. Segundo cálculo feito a partir dos dados do relatório, empresas fundadas exclusivamente por mulheres representam cerca de 25% dos negócios de startups com ao menos uma fundadora, mas 4% do valor captado por esse grupo. A mediana do pre-money, valor estimado da empresa imediatamente antes de uma nova rodada, das startups com fundadoras subiu de US$ 21,7 milhões para US$ 33,3 milhões em 2025, alta de mais de 50%.Preparação para a venda e o futuro dos IPOsPara o Lombard Odier, reduzir a diferença de valor passa pela preparação para a venda, que o relatório divide em três fases: antes, durante e depois da transação. O texto observa que o fundador nem sempre define o momento da saída, pois, em alguns casos, o comprador toma a iniciativa ou a oportunidade surge devido a mudanças nas circunstâncias de vida ou a uma sucessão.O relatório recomenda que a preparação para a saída (exit readiness) comece de 12 a 24 meses antes de uma possível venda, com objetivos como fortalecer as bases comerciais e operacionais, reduzir a dependência do fundador e otimizar a situação tributária. A estrutura da transação, o momento dos pagamentos e a alocação de riscos também influenciam o resultado final. O Lombard Odier afirma que 2026 marca o retorno dos IPOs, após quatro anos de atividade contida. A startup de IA Anthropic, com Daniela Amodei entre os fundadores, apresentou pedido de IPO à SEC para captar até US$ 100 bilhões.

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Snapchat e Instagram são julgados nos EUA por vício em redes sociais
Geral28 de out.

Snapchat e Instagram são julgados nos EUA por vício em redes sociais

A Snapchat, plataforma de mensagens instantâneas, e o Instagram, da Meta, começam a ser julgados nesta quarta-feira (28) em Los Angeles, nos Estados Unidos. Pela primeira vez, as empresas terão que se defender diante de um júri contra acusações de que suas plataformas foram projetadas para gerar vício em jovens, causando danos à saúde mental de crianças e adolescentes.Milhares de processos já foram apresentados em diversos tribunais americanos nos últimos anos, com alegações semelhantes sobre os supostos malefícios causados pelas redes sociais. A seleção dos jurados teve início nesta quarta-feira, e as audiências estão previstas para se estender até meados de dezembro.Acusações de design vicianteAs empresas são acusadas de terem criado funcionalidades e interfaces intencionalmente projetadas para maximizar o tempo de uso e a dependência dos usuários, especialmente os mais jovens. Os demandantes argumentam que esse design contribui diretamente para o desenvolvimento de problemas graves de saúde mental.Entre os danos alegados estão quadros de depressão, ansiedade, transtornos alimentares e até mesmo automutilação. A estratégia das empresas de redes sociais em priorizar o engajamento e o tempo de tela é o cerne das acusações apresentadas.Depoimentos e possíveis desfechosA expectativa é que os líderes das empresas, Mark Zuckerberg (CEO da Meta) e Evan Spiegel (CEO da Snap), prestem depoimento em meados de novembro. Adam Mosseri, chefe do Instagram, também deve ser chamado a depor, segundo os advogados dos autores das ações.Apesar do julgamento em andamento, a Snap e a Meta ainda têm a possibilidade de buscar um acordo financeiro ou judicial antes que o júri chegue a um veredicto. O desfecho do caso poderá estabelecer um precedente importante para a regulamentação e a responsabilidade das plataformas digitais em relação à saúde mental de seus usuários.Próximos passos do julgamentoAs audiências devem prosseguir até o dia 4 de novembro, com a expectativa de que o julgamento se estenda até meados de dezembro. A decisão final caberá ao júri, que analisará as evidências apresentadas por ambas as partes.O caso representa um marco na discussão sobre o impacto das redes sociais na sociedade, especialmente entre o público jovem, e as responsabilidades das empresas de tecnologia nesse cenário.

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Anthropic pede IPO e mira até US$ 100 bilhões na bolsa americana
Geral28 de out.

Anthropic pede IPO e mira até US$ 100 bilhões na bolsa americana

A Anthropic, empresa de inteligência artificial conhecida pelo chatbot Claude, protocolou na segunda-feira (26) um pedido para realizar sua oferta pública inicial (IPO) nos Estados Unidos. A operação tem potencial para se tornar uma das maiores estreias na história do mercado de ações, com expectativas de levantar até US$ 100 bilhões. O pedido foi enviado à SEC (Securities and Exchange Commission), órgão regulador do mercado de capitais americano, e prevê a listagem das ações na Nasdaq sob o código "ANT".Receita e Custos ElevadosO documento enviado à SEC revela que a Anthropic registrou uma receita de US$ 16,3 bilhões no primeiro semestre, um salto significativo em comparação com os US$ 1,16 bilhão do mesmo período do ano anterior. A maior parte dessa receita, 80%, veio do consumo de serviços, enquanto 20% foram provenientes de assinaturas. Nenhum cliente individual representou mais de 10% da receita nos nove meses encerrados em setembro.Apesar do forte crescimento na receita, a empresa apresentou um prejuízo líquido de US$ 80,7 bilhões no semestre. Esse valor foi impactado por um ajuste contábil sem efeito caixa de US$ 72,4 bilhões, relacionado à variação no valor de notas conversíveis. A Anthropic alerta que espera um aumento contínuo nos custos e a manutenção de prejuízos devido aos investimentos em crescimento e à operação como empresa aberta.Dependência de Infraestrutura e ConcorrênciaO pedido de IPO também expõe a forte dependência das empresas de IA em relação à infraestrutura de nuvem. A Anthropic possui obrigações futuras de aproximadamente US$ 417 bilhões com fornecedores de computação, como data centers e serviços de nuvem, em contratos que se estendem por até 20 anos. A maior parte de sua receita é gerada por clientes corporativos atendidos por meio de provedores como Amazon, Google e Microsoft.A Anthropic se antecipa à sua principal concorrente, a OpenAI, criadora do ChatGPT, que afirmou não esperar abrir capital antes de 2027. A expectativa é que a apresentação a investidores comece na semana de 9 de novembro, com a estreia prevista para a semana de 16 de novembro, embora o cronograma possa sofrer alterações.Estrutura da Oferta e Impacto no MercadoA estrutura da oferta da Anthropic foge do modelo tradicional. Funcionários e investidores iniciais poderão vender ações já no primeiro dia de negociação, sem o bloqueio de 180 dias usualmente aplicado. Além disso, a empresa pode se qualificar para entrar no índice Nasdaq-100 rapidamente, o que forçaria fundos que replicam o índice a comprar suas ações.A possível estreia da Anthropic pode influenciar significativamente o mercado de IPOs, abrindo ou fechando portas para outras ofertas. Analistas apontam que uma oferta bem-sucedida pode impulsionar o setor, enquanto a incerteza sobre a segurança da IA e o atrito com governos são riscos mencionados pela empresa.

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IA da Anthropic identifica e une falhas de segurança em sistemas
Geral28 de out.

IA da Anthropic identifica e une falhas de segurança em sistemas

Uma inteligência artificial (IA) da Anthropic, ainda não lançada, demonstrou a capacidade de identificar falhas de segurança em sistemas amplamente utilizados, como Chrome, Safari, Windows e Linux. A IA conseguiu unir essas vulnerabilidades para criar códigos de invasão (exploits) funcionais em um ambiente de laboratório, conforme revelado pela equipe de segurança da empresa, o Frontier Red Team, em um relatório publicado nesta terça-feira (27).Os especialistas explicaram que os códigos de ataque foram construídos após comandos iniciais dados ao modelo, sem que houvesse registro de ataques reais explorando essas falhas na internet. Um dos exemplos citados foi um experimento em que a tecnologia abriu a calculadora em um Mac com Chrome após o carregamento de uma página web, sem qualquer interação do usuário. A autonomia demonstrada pelo sistema chamou a atenção da comunidade de segurança digital, pois a combinação de falhas para invadir um sistema geralmente exige equipes altamente especializadas.Correções e impacto nos sistemasApesar da preocupação gerada, todas as vulnerabilidades relatadas já foram corrigidas pelas empresas responsáveis. A Anthropic destacou que a intenção por trás da pesquisa é fortalecer a defesa dos sistemas. No caso do navegador Chrome, o modelo utilizou quatro falhas diferentes em sequência para executar comandos fora do ambiente seguro do navegador. A Google corrigiu os problemas na versão 156 do Chrome, liberada em 20 de outubro, e creditou os pesquisadores envolvidos.“Recebemos relatórios de pesquisadores utilizando inteligência artificial e trabalhamos rapidamente para blindar a plataforma antes que qualquer exploração mal-intencionada ocorresse”, destacou a equipe de segurança do Google. Para a Apple, a falha identificada no Safari permitia que sites mal-intencionados contornassem políticas de segurança para ler dados de outras páginas abertas pelo usuário. A empresa corrigiu a falha no final de junho e incluiu os nomes dos pesquisadores da Anthropic nos registros públicos.“A colaboração com pesquisadores externos e o uso de novas ferramentas de auditoria nos ajudam a antecipar cenários complexos de risco para os usuários”, pontuou a fabricante do iPhone. Nos sistemas operacionais Windows e Linux, as falhas envolviam brechas na pilha de rede capazes de causar quedas de servidores ou permitir acesso root remoto. As correções foram distribuídas pelas respectivas comunidades e desenvolvedores ao longo deste ano.IA como ferramenta de defesaDiante do cenário, a Anthropic reforçou que o acesso a modelos avançados de IA com capacidades cibernéticas deve ser regulado para auxiliar profissionais de defesa. Para tal ação, a companhia expandiu o programa de verificação de segurança com o objetivo de que equipes de empresas e órgãos governamentais utilizem versões avançadas da tecnologia para auditar códigos e antecipar falhas antes que cibercriminosos possam agir.A empresa não detalhou as etapas do processo nem revelou qual era o modelo exato utilizado, o que dificulta a compreensão completa do nível de autonomia humana envolvido. No entanto, a demonstração aponta para um futuro onde a IA pode ser tanto uma ferramenta para ataques quanto para defesa cibernética, exigindo novas abordagens regulatórias e de segurança.

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Honda NSX 1991 de Ayrton Senna vai a leilão por mais de R$ 5 milhões
Geral30 de out.

Honda NSX 1991 de Ayrton Senna vai a leilão por mais de R$ 5 milhões

Um exemplar único de Honda NSX de 1991, que pertenceu ao tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna, será leiloado neste sábado (31) em Londres, na Inglaterra. O esportivo, conhecido por uma famosa foto do piloto lavando o carro, tem valor estimado em mais de R$ 5 milhões.O veículo em questão é um dos carros que a Honda disponibilizou para uso pessoal de Senna em sua residência em Portugal. O NSX em leilão possui carroceria na cor vermelha "Formula Red", teto preto e interior em couro preto. Na época, a Honda mantinha um acordo para fornecer um NSX ao piloto, que o utilizava em sua propriedade em Quinta do Lago, Portugal.O uso de Senna e a fama do esportivoAyrton Senna utilizou este Honda NSX durante a temporada europeia de Fórmula 1 de 1991, ano em que conquistou seu terceiro título mundial. O carro o acompanhou em deslocamentos para corridas, como para o Grande Prêmio de Portugal daquele ano, onde Senna largou em terceiro e terminou em segundo lugar.O esportivo também apareceu no documentário "Ayrton Senna: Racing Is In My Blood", de 1992, em cenas onde o piloto acelera o carro. No entanto, a imagem mais icônica associada ao veículo é a de Senna lavando o carro vermelho em sua residência, uma fotografia que se tornou símbolo da relação entre o piloto e o modelo.A parceria Senna-Honda e o desenvolvimento do NSXA ligação entre Ayrton Senna e a Honda remonta a 1987, quando a fabricante japonesa forneceu motores para a equipe Lotus, pela qual Senna competia. A parceria se fortaleceu quando Senna se transferiu para a McLaren em 1988, conquistando seu primeiro título mundial com a equipe britânica, que também utilizava motores Honda.Senna teve um papel crucial no desenvolvimento do Honda NSX. Em 1989, ele testou um protótipo do esportivo no Japão e apontou uma deficiência na rigidez da estrutura, considerada um pouco frágil pelos engenheiros. Essa avaliação levou a Honda a aumentar a resistência da carroceria e a intensificar os testes, resultando em um aumento de 50% na rigidez estrutural e melhorias na suspensão.O Honda NSX foi o primeiro carro de produção em série no mundo a utilizar uma carroceria monobloco inteiramente em alumínio, o que reduziu significativamente o peso do veículo e contribuiu para seu desempenho.Histórico do veículo após SennaApós a morte de Ayrton Senna em 1994, o NSX passou por diversos proprietários. Em 1995, foi registrado em Lisboa pela empresa Laboa Etablissement. A ligação com Senna foi confirmada por um fax da Honda. Posteriormente, o carro esteve sob os cuidados da concessionária Nipomotor e, em 2009, foi adquirido pelo proprietário da MSCAR Comércio de Automóveis SA.Em 2013, o esportivo foi comprado por Robert McFagan, que o transportou para o Reino Unido. O veículo obteve autorização para circular nas ruas britânicas em 2016. Em 2019, retornou a Imola, na Itália, para homenagens aos 25 anos da morte de Senna, sendo conduzido por Giancarlo Minardi. Em 2024, o carro foi para o Japão antes de retornar ao Reino Unido para o leilão.O comprador do Honda NSX receberá, além do veículo, o livro de garantia, registros de propriedade em Portugal e uma cópia da comunicação da Honda que confirma a ligação do exemplar com Ayrton Senna.

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Coreia do Norte exibe novos drones de ataque e lança-foguetes
Geral30 de out.

Coreia do Norte exibe novos drones de ataque e lança-foguetes

A Coreia do Norte revelou um novo arsenal de armamentos aéreos, incluindo um lançador múltiplo de foguetes de alta capacidade, drones de ataque suicida e mísseis de cruzeiro. A demonstração ocorreu durante a exposição ‘Desenvolvimento de Tecnologia de Veículos Aéreos Não Tripulados’ na edição de 2026, com a presença do líder Kim Jong Un.A agência estatal KCNA informou que foram apresentados veículos aéreos não tripulados multifuncionais em níveis estratégicos e táticos, além de novos sistemas de combate. Um dos destaques foi a inédita unidade de lançadores múltiplos de foguetes de 600 milímetros, apelidada de “Sniper”. Segundo a agência, os mísseis disparados atingiram um alvo insular com 100% de precisão.Avanço em tecnologia de defesaEm discurso, Kim Jong Un destacou a relevância crescente da tecnologia aérea não tripulada no cenário bélico moderno. Ele incentivou a comunidade científica norte-coreana a intensificar os esforços em pesquisa e desenvolvimento, com foco especial em drones de ataque e inteligência artificial aplicada à defesa.“Poder é paz, e a paz é garantida apenas pela força. Assim como estamos ocupando as funções de Estados nucleares e alcançando progressos notáveis no fortalecimento de nossas forças comerciais, a comunidade científica do país deve se mobilizar plenamente para produzir conquistas milagrosas em tecnologia aérea não tripulada e inteligência artificial de defesa”, declarou o líder.Contexto de tensões regionaisA demonstração de força norte-coreana acontece em um momento de escalada de tensões na Península Coreana. No mesmo dia da exposição, o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul detectou o lançamento de cerca de dez mísseis balísticos de curto alcance a partir da área de Wonsan em direção ao Mar do Leste.Paralelamente, o Departamento de Defesa sul-coreano propôs negociações militares com Pyongyang. O objetivo é estabelecer mecanismos para evitar confrontos e incidentes na proximidade da Linha de Demarcação Militar (MDL) da Zona Desmilitarizada (DMZ), a fronteira entre os dois países.

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Geral28 de out.

China registra recorde de super-ricos com ascensão de empresários de tecnologia

O número de super-ricos na China atingiu o maior nível já registrado em 2026, com 1.529 pessoas detendo patrimônio superior a 5 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 750 milhões ou R$ 4 bilhões). O recorde anterior era de 1.460 indivíduos em 2021.A ascensão é impulsionada pela entrada de empresários do setor de tecnologia, especialmente em áreas como inteligência artificial, semicondutores e robótica. Dos 263 novos integrantes da lista, a maioria provém desses setores estratégicos.Ascensão da Inteligência ArtificialUm dos destaques é Liang Wenfeng, fundador da startup de inteligência artificial DeepSeek. Ele estreou na sétima posição do ranking, com uma fortuna estimada em US$ 41,7 bilhões (cerca de R$ 223 bilhões). O crescimento de sua riqueza foi impulsionado pelo lançamento do modelo de inteligência artificial R1 no ano passado.A DeepSeek está próxima de concluir uma nova rodada de investimentos de 100 bilhões de yuans, o que elevaria seu valor de mercado para quase 500 bilhões de yuans, um recorde para a indústria chinesa de IA.Liderança e DiversificaçãoZhang Yiming, fundador da ByteDance (empresa dona do TikTok), retornou ao topo do ranking, com uma fortuna de US$ 99,7 bilhões (cerca de R$ 533 bilhões), o maior valor já registrado na lista. Ele superou Zhong Shanshan, fundador da Nongfu Spring.Apesar das pressões regulatórias globais, a ByteDance tem um chatbot de IA, o Doubao, com quase 420 milhões de usuários ativos mensais. Outros nomes proeminentes na lista incluem Robin Zeng (CATL), Pony Ma (Tencent), William Ding (NetEase) e Chen Tianshi (Cambricon).Economia em Duas VelocidadesSegundo Rupert Hoogewerf, principal pesquisador do Hurun Research Institute, a lista de 2026 reflete uma economia chinesa dividida: fortunas ligadas à tecnologia disparam, enquanto setores tradicionais encolhem. Cerca de 60% dos 100 primeiros colocados construíram suas fortunas em áreas estratégicas, alinhadas ao plano chinês de liderança tecnológica lançado em 2015.No ranking feminino, Zhou Qunfang, fundadora da Lens Technology (fabricante de telas sensíveis ao toque), lidera com uma fortuna estimada em US$ 18,9 bilhões (aproximadamente R$ 101 bilhões).

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Geral28 de out.

Zegna escolhe Pequim para desfile internacional em 2027

A grife italiana Zegna anunciou que Pequim será a sede de seu próximo desfile internacional, marcado para 11 de junho de 2027. A escolha da capital chinesa reforça o vínculo histórico da marca com a China, onde estabeleceu sua primeira loja em 1991, tornando-se pioneira entre as marcas de moda masculina de luxo no país. No dia seguinte ao desfile, Pequim sediará a Villa Zegna, um clube privado temporário projetado para reunir clientes especiais, imprensa internacional e convidados.A estratégia da Zegna vai além das passarelas, buscando criar experiências globais que conectem a alfaiataria italiana à identidade cultural de diferentes cidades. A iniciativa Villa Zegna, que já passou por Dubai em 2025 e terá Los Angeles em 2026, é concebida como uma casa temporária que leva os valores e códigos da Oasi Zegna, território de origem da marca nos Alpes italianos, a novos contextos culturais. O objetivo é combinar hospitalidade e conexões pessoais em uma experiência que transcende a apresentação de moda.Conexão histórica com a ChinaA relação da Zegna com a China é profunda e de longa data. Em 1991, a marca abriu sua primeira loja no país, sendo a primeira marca de moda masculina de luxo a ter presença direta no varejo da China continental. Essa conexão foi celebrada em 2010, quando Xangai dividiu com Milão as comemorações do centenário da maison. Atualmente, o mercado consumidor chinês é altamente estratégico para a Zegna, que conta com 79 lojas distribuídas entre China Continental, Hong Kong e Macau.Projeção internacional e o 'Made in Italy'A iniciativa itinerante, realizada em sintonia com a Camera Nazionale della Moda Italiana, visa reforçar o compromisso da Zegna com a projeção internacional do 'Made in Italy', sem perder sua ligação com Milão. Ao selecionar destinos globais distintos, a marca busca aproximar a tradição artesanal italiana da identidade local, construindo uma narrativa global. A escolha de Pequim, um mercado consumidor de grande relevância, alinha-se a essa visão de expansão e fortalecimento da marca no cenário internacional.

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Capcom retira Street Fighter 5 de lojas e desliga servidores por falhas de segurança
Geral28 de out.

Capcom retira Street Fighter 5 de lojas e desliga servidores por falhas de segurança

A Capcom retirou temporariamente Street Fighter 5 das lojas digitais PlayStation 4 e Steam, além de desligar os servidores responsáveis pelos recursos online do jogo. A medida, anunciada na última segunda-feira (26) pela conta oficial da franquia no X, visa reforçar a segurança após a descoberta de duas vulnerabilidades críticas na linguagem de programação PHP, utilizada na infraestrutura de rede do game.O conteúdo que requer funcionalidades online, como o modo multiplayer, está inacessível. A produtora japonesa explicou que uma manutenção de emergência está em andamento para resolver o problema. Até que a correção seja concluída, as vendas na PlayStation Store e na Steam serão suspensas em etapas.Falhas críticas e impacto nos jogadoresAs vulnerabilidades críticas na linguagem PHP foram a causa direta da suspensão. A Capcom não revelou detalhes técnicos sobre as falhas, mas a decisão de retirar o jogo das lojas e desativar os servidores online demonstra a gravidade da situação. Jogadores não poderão mais acessar modos como o multiplayer, prejudicando a experiência de quem ainda utiliza o game.A empresa pediu sinceras desculpas pelo inconveniente causado e agradeceu a paciência e compreensão dos fãs. No entanto, nenhuma data foi informada para o retorno de Street Fighter 5 às lojas digitais ou para a reativação dos recursos online.Contexto de ataques e vazamentos na indústriaA ação da Capcom ocorre em um período de crescentes preocupações com segurança cibernética na indústria de games. Recentemente, a própria produtora japonesa sofreu um megavazamento de dados que expôs 11,7 milhões de contas. A Sony, fabricante do PlayStation, também foi alvo de um ataque hacker que afetou 2,5 milhões de usuários.O maior vazamento do ano, no entanto, foi o de GTA 6, da Rockstar Games, cujos conteúdos foram expostos pelo hacker conhecido como Cyberleek. A magnitude do ataque à Capcom, com o vazamento de dados de mais de 11 milhões de contas, a coloca entre os maiores ataques hackers da história dos videogames.Próximos passos e incertezasA prioridade da Capcom é a conclusão da manutenção de emergência para corrigir as vulnerabilidades. Somente após a resolução do problema, o jogo retornará às lojas digitais e os recursos online serão reativados.A falta de um cronograma definido gera incerteza para os fãs de Street Fighter 5, que ficam sem acesso a funcionalidades importantes do jogo e sem previsão de quando poderão voltar a utilizá-las. A empresa se comprometeu a manter os jogadores informados sobre o andamento da situação.

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Binance congela US$ 2,54 bilhões após suspeita de ataque hacker
Geral29 de out.

Binance congela US$ 2,54 bilhões após suspeita de ataque hacker

A Binance, uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo, está investigando um possível incidente de segurança após a transferência de grandes volumes de ativos de suas carteiras quentes (hot wallets) para endereços recém-criados. A empresa confirmou, nesta quinta-feira (29), o congelamento de US$ 2,54 bilhões em ativos digitais, valor que pode aumentar à medida que as investigações avançam em colaboração com autoridades policiais, empresas de inteligência em blockchain e parceiros do setor.Em comunicado oficial, a Binance informou que suas equipes estão investigando ativamente o relato de um “potencial problema de segurança” e assegurou que os fundos dos usuários estão completamente seguros. Como medida de precaução, a corretora suspendeu temporariamente os saques, que devem ser retomados assim que o problema for resolvido. A empresa alertou os usuários para não confiarem em links ou mensagens não oficiais e reforçou que os recursos dos clientes serão cobertos se necessário.Ação das emissoras de stablecoins e manifestação de CZEm resposta à suspeita de ataque, emissoras de stablecoins agiram rapidamente. A Tether, por meio de seu CEO Paolo Ardoino, informou ter congelado mais de US$ 1,567 bilhão em USDT relacionados ao incidente. A Circle, com seu CEO Jeremy Allaire, também confirmou o bloqueio de mais de US$ 800 milhões em USDC, em coordenação com autoridades policiais.O fundador da Binance, Changpeng Zhao (CZ), que não exerce mais a gestão diária da plataforma, mas mantém participação acionária, manifestou-se no X. Ele confirmou a suspeita de ataque hacker e agradeceu o rápido congelamento dos ativos pela Tether e Circle. Zhao expressou a expectativa de que todos os fundos dos usuários sejam integralmente cobertos.Valores divergentes e impacto no mercadoA Binance esclareceu que circulam publicamente números divergentes sobre o montante congelado, incluindo referências a US$ 1,8 bilhão. A corretora reiterou que o total verificado congelado é de US$ 2,54 bilhões e que novas atualizações serão compartilhadas à medida que mais informações verificadas estiverem disponíveis. A empresa ainda não confirmou formalmente um hack bem-sucedido nem divulgou um valor total de prejuízo.O mercado de criptomoedas reagiu com quedas após as notícias. O Bitcoin recuou, e o BNB (criptomoeda nativa da Binance) apresentou uma baixa mais acentuada nas horas seguintes. O incidente, caso se confirme como o maior roubo de criptoativos, pode superar o recorde anterior de cerca de US$ 1,5 bilhão da Bybit em 2025.Próximos passosA Binance continua a investigação em estreita colaboração com autoridades e parceiros do setor para rastrear e congelar ativos adicionais. A empresa emitirá novas atualizações através de seus canais oficiais assim que houver informações verificadas. Os saques permanecem suspensos até a resolução completa do incidente.

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Mario Kart World roda no macOS e iPhone após jailbreak do Switch 2
Geral28 de out.

Mario Kart World roda no macOS e iPhone após jailbreak do Switch 2

O jogo Mario Kart World, originalmente do Nintendo Switch 2, foi emulado com sucesso no macOS e em um iPhone 18 Pro. O feito foi divulgado pelo desenvolvedor Will Faust, que compartilhou um vídeo mostrando o game rodando em um Mac através de um fork customizado chamado nxnative. Apesar de apresentar glitches visuais e problemas de geometria, o jogo demonstrou estabilidade suficiente para completar uma corrida.Para realizar a emulação, Faust utilizou um dump de uma cópia original de Mario Kart World adquirida legalmente. Este representa o primeiro caso de um grande título do Nintendo Switch 2 sendo emulado em PC. A execução no iPhone foi viabilizada pela contornagem do limite de RAM do aparelho, utilizando uma técnica chamada userspace file-backed memory, que otimiza a memória ao gerenciar tarefas e salvá-las no armazenamento do dispositivo.O que possibilitou a emulação?A emulação foi possível graças ao recente jailbreak do Nintendo Switch 2, que liberou a instalação de mods no console. Essa vulnerabilidade já tem sido explorada de diversas maneiras pela comunidade. Além de modificações em jogos como Mario Kart World, o jailbreak permitiu a execução de um aplicativo funcional do YouTube no sistema do console.Perfis conhecidos por divulgar informações sobre o console, como o Centro Leaks, relataram que outros títulos exclusivos do Nintendo Switch 2, como Splatoon Raiders e Donkey Kong Bananza, já começaram a ser executados em PCs.O futuro dos jogos de console no PCA tendência de recompilações e ports não oficiais tem levado clássicos de consoles para o PC de forma nativa. Além dos projetos individuais, a comunidade tem explorado a criação de plataformas para distribuir esses trabalhos. Um exemplo é um novo hub que reúne jogos clássicos de Zelda e Sonic, permitindo que rodem nativamente no PC sem a necessidade de emuladores tradicionais.O desenvolvedor Will Faust confirmou que não pretende compartilhar o código-fonte do projeto nxnative publicamente, a fim de evitar possíveis retaliações por parte da Nintendo. A empresa é conhecida por sua postura rigorosa em relação à pirataria e ao uso não autorizado de seus jogos e consoles.

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