terça-feira, 27 de outubro de 2026
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Destaques da Edição

Curadoria editorial independente
Milei ainda não reconhece vitória de Lula; outros líderes sul-americanos parabenizam o petista
MANCHETE
Economia & Política•⏱ 7 min de leitura•27 de out.•Impacto 9/10

Milei ainda não reconhece vitória de Lula; outros líderes sul-americanos parabenizam o petista

O presidente da Argentina, Javier Milei, foi o único líder da América do Sul que, até a última segunda-feira (26), não havia reconhecido a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais brasileiras. A maioria dos líderes da região, incluindo representantes da direita, parabenizou o presidente reeleito, demonstrando um contraste com a postura de Milei, que já havia trocado ataques com Lula.A relação entre Brasil e Argentina é uma das mais importantes da América do Sul, com forte integração industrial e papel central no Mercosul. Em 2025, o Brasil foi o principal destino das exportações argentinas, com mais de US$ 12,8 bilhões em vendas, e a maior origem de importações, com US$ 18,4 bilhões, segundo dados do governo argentino. A demora de Milei em reconhecer o resultado se soma a um histórico de desavenças e trocas de farpas entre os dois líderes.Reações de outros líderes sul-americanosEnquanto Milei se manteve em silêncio, outros líderes da direita na América Latina, muitos apoiados por Donald Trump, parabenizaram Lula. O colombiano Abelardo de La Espriella, apesar de não ter afinidade política com Lula, estendeu a mão para a cooperação entre os países. O equatoriano Daniel Noboa destacou os inimigos em comum e desafios compartilhados na região.O chileno José Antonio Kast ligou para cumprimentar Lula e afirmou que os dois países têm um futuro em comum. A peruana Keiko Fujimori defendeu o fortalecimento da aliança estratégica entre Brasil e Peru, com foco na integração e desenvolvimento da Amazônia. O boliviano Rodrigo Paz parabenizou o brasileiro e destacou os laços históricos entre os países.Outros presidentes que felicitaram Lula incluem Yamandú Orsi (Uruguai), Delcy Rodríguez (Venezuela), Santiago Peña (Paraguai), Irfaan Ali (Guiana) e Jennifer Geerlings-Simons (Suriname).Histórico de ataques entre Milei e LulaA postura de Milei contrasta com a de seus pares e se alinha a um cenário de avanço da direita na América do Sul. O presidente argentino apoiou publicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL) durante a campanha eleitoral e fez críticas diretas a Lula nas redes sociais. Em agosto, Milei chamou Lula de "ladrão corrupto" e acusou o Brasil de "campanha anti-Argentina" e de interferir nas eleições presidenciais.Em resposta, o governo brasileiro, por meio do Itamaraty, convocou o embaixador argentino em Brasília para manifestar descontentamento. Inicialmente, Lula evitou a polêmica, mas depois endureceu o discurso, classificando as falas de Milei como "patacoada" e "coisa". O presidente argentino, por sua vez, minimizou as ofensas, afirmando que "agressivo é que alguém roube".Lula se iguala a Roosevelt em mandatos e enfrenta desafiosA reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva o coloca no patamar histórico de Franklin Delano Roosevelt, ex-presidente dos Estados Unidos, como o líder com o maior número de mandatos conquistados pelo voto popular em democracias. Com a vitória deste domingo (25), Lula chegou ao seu quarto mandato, igualando os 12 anos de Roosevelt no poder.Segundo o professor de Ciência Política da FGV, Eduardo José Grin, Lula se equipara a Roosevelt em eleições com competição aberta e disputa que garantem a manifestação da sociedade sem restrição. A situação americana tem a particularidade de não ter limites constitucionais para mandatos na época de Roosevelt, enquanto o Brasil estabelece limites de dois mandatos consecutivos, mas permite o retorno após um período fora do cargo.Aos 81 anos, Lula enfrenta o desafio de governar em um cenário político complexo, com uma oposição fortalecida no Congresso Nacional e o avanço da extrema-direita na América do Sul. A vitória nas urnas não garante um caminho fácil, exigindo a construção de apoio político, a aprovação de projetos e novas formas de diálogo com a sociedade. A comunicação digital e a relação com o Congresso serão pontos cruciais para o próximo mandato.Mercado reage negativamente e governo planeja equipe para 2027A reeleição de Lula gerou forte reação negativa do mercado financeiro. O dólar chegou a R$ 5,406, com alta de 8,31%, e a Bolsa operou em queda superior a 14%, ativando o circuit breaker. Ministros da Fazenda e do Planejamento foram recebidos por Lula no Palácio da Alvorada, em meio à turbulência.De volta a Brasília, o presidente já planeja a finalização de seu atual mandato e a reorganização da Esplanada dos Ministérios para a equipe que assume em janeiro de 2027. Nomes como os deputados Silvio Costa Filho e Aguinaldo Ribeiro, e o governador Rafael Fonteles, estão entre os cotados para futuras pastas. Lula também se reuniu com os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, para tratar de pautas legislativas e da sucessão nas mesas diretoras em 2027.A voz de Lula segue prejudicada, e a recuperação determinará sua agenda internacional, que inclui compromissos na COP (Turquia), cúpula da Asean (Filipinas), Cúpula do Mercosul (Uruguai) e G20 (EUA).

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Suinocultura brasileira avança em bem-estar animal, mas enfrenta desafios de transição
Tecnologia & Negócios27 de out.

Suinocultura brasileira avança em bem-estar animal, mas enfrenta desafios de transição

A sétima edição do Observatório Suíno, divulgada pela Alianima nesta quarta-feira (21), aponta que a indústria brasileira de carne suína avança na substituição das celas individuais de gestação por baias coletivas, um compromisso com o bem-estar animal. O relatório de 2026 compila dados de 43 empresas, incluindo frigoríficos, cooperativas e redes de alimentação, e indica que 74,1% das matrizes entre os fornecedores participantes já são mantidas em sistemas coletivos. No entanto, a transição completa, com prazo estabelecido por muitas empresas para 2026, enfrenta ritmos distintos e desafios significativos.Avanços e Desafios na Transição para Baias ColetivasA implementação das baias coletivas, que permite maior expressão de comportamentos naturais e interação entre os suínos, exige investimentos consideráveis em novas instalações ou adequação das existentes. Cooperativas como Alegra Foods e Aurora Coop destacam a necessidade de financiamento e planejamento para essa conversão. O relatório revela que 80% das dez principais fornecedoras apontaram dificuldades de financiamento, 70% mencionaram a precificação do produto final e 60% citaram o planejamento das instalações como obstáculos para cumprir as metas.A estimativa nacional da Alianima para 2026 indica que 45,1% das matrizes brasileiras estão em baias coletivas, um crescimento modesto de 0,2 ponto percentual em relação ao ano anterior. Essa proporção é inferior à registrada entre as empresas participantes do levantamento, que é de 74,1%, evidenciando a disparidade no avanço do setor.Empresas e Seus Estágios de TransiçãoAlgumas empresas já atingiram a meta de 100% de suas matrizes em baias coletivas, como JBS Brasil (via Seara) e Ecofrigo. Outras, como Pamplona (97%), Aurora Coop (87%), Frimesa (59%) e MBRF (57%), ainda estão em processo, com a Alianima avaliando que as últimas três podem ter dificuldades em cumprir os prazos estabelecidos para 2026.A Alegra Foods e a Alibem apresentaram os maiores avanços percentuais nesta edição, com 12 pontos percentuais de aumento no alojamento coletivo. Em contrapartida, a Pif Paf Alimentos reduziu seu percentual em 11 pontos, para 48%, e adiou seu compromisso de transição de 2029 para 2045, alinhando-se à Instrução Normativa nº 113/2020.Compradores e Outras Práticas de Bem-Estar AnimalO acompanhamento dos compradores (supermercados, restaurantes) mostra menor transparência, com apenas 41% respondendo ao questionário. A rede Bob’s informou 100% de carne suína adquirida de fornecedores com gestação coletiva, e o Grupo Madero declarou 72%. No entanto, Forno de Minas reduziu seu percentual de 80% para 30%, e Hippo Supermercados de 91% para 70%. Dificuldades como custo elevado e falta de fornecedores também são apontadas por 61,5% dos compradores que responderam.O Observatório também monitora práticas com leitões, como idade de desmame (igual ou superior a 24 dias), eliminação da castração cirúrgica sem anestesia e desbaste de dentes. O corte de cauda ainda não tem compromisso de eliminação em oito das dez fornecedoras. No uso de antimicrobianos, seis fornecedoras eliminaram antibióticos promotores de crescimento, mas apenas três baniram o uso profilático.O que diz a pesquisaUm estudo publicado em 2023 na obra "Zootecnia: tópicos atuais em pesquisa - Volume 3" analisou as perspectivas do uso de gaiola individual ou baia coletiva na gestação de fêmeas suínas em relação à Instrução Normativa nº 113/2020. O trabalho destaca que, apesar da crescente preocupação com o bem-estar animal e a adoção de baias coletivas para permitir comportamentos naturais, estudos apresentam resultados contraditórios sobre os parâmetros produtivos. A normativa brasileira busca alinhar o país às normas internacionais para assegurar competitividade no mercado externo, mas a transição exige investimentos significativos e planejamento, com potenciais impactos econômicos sobre produtores.

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Mudanças climáticas expandem doenças infecciosas pelo Brasil
Vida & Saúde25 de out.

Mudanças climáticas expandem doenças infecciosas pelo Brasil

O Brasil, que historicamente registrava surtos de dengue em regiões mais quentes, agora enfrenta uma expansão sem precedentes da doença, inclusive em áreas antes consideradas protegidas pelo clima, como o Rio Grande do Sul. Em 2024, o estado registrou quase 210 mil infecções e 281 mortes, um reflexo direto das anomalias térmicas e da maior frequência de temperaturas fora do usual, conforme aponta um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A pesquisa revela que, entre 2006 e 2024, o número de microrregiões brasileiras com níveis epidêmicos de dengue mais do que dobrou, passando de 110 para 292, o que representa 54% do país.Expansão irreversível da dengueO estudo da Fiocruz indica que a expansão da área de transmissão da dengue é um processo irreversível. Uma vez que o vírus e o vetor, o mosquito Aedes aegypti, são introduzidos em uma região, é improvável que se retorne a um cenário de transmissão zero. O infectologista Celso Granato, membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial, corrobora essa visão, afirmando que o espalhamento da dengue é uma das maiores provas de como as mudanças climáticas incidem sobre as doenças infecciosas.As anomalias térmicas, ou seja, o registro de temperaturas muito diferentes das habituais por um período, são o principal indicador climático que explica o aumento das taxas de incidência da dengue a longo prazo. O clima mais quente e úmido favorece todas as etapas da vida do mosquito, desde a resistência dos ovos até o aumento da necessidade de picadas em temperaturas elevadas, intensificando a transmissão da doença.Outras doenças sob ameaça climáticaA dengue não é a única doença afetada. A febre do Oropouche, que até 2023 circulava quase exclusivamente na Região Amazônica, causou mais de 12 mil infecções em 23 estados e no Distrito Federal no ano passado. Embora a relação com o clima ainda esteja sendo investigada, acredita-se que mudanças nos padrões de temperatura e chuvas, aliadas à degradação ambiental, tenham contribuído para sua expansão.Eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, que se tornam mais frequentes com as mudanças climáticas, também aumentam o risco de surtos. Após as chuvas no Rio Grande do Sul, houve um aumento significativo de leptospirose, transmitida pela urina de ratos e disseminada por enchentes. A água contaminada por esgoto e urina de animais representa um risco de contrair bactérias causadoras de problemas gastrointestinais e vírus como o da hepatite A.Riscos de doenças fúngicas e zoonosesAs secas, por sua vez, trazem o perigo de incêndios florestais, que forçam animais a migrarem para áreas urbanas, aumentando o risco de zoonoses como o hantavírus. A cepa brasileira causa uma síndrome cardiopulmonar grave, com taxa de letalidade de 40%. Desde 2016, foram registradas 530 infecções e 212 mortes.Outra ameaça emergente são as doenças fúngicas. A professora Sarah Gonçalves Tavares, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), alerta que as mudanças climáticas estão levando fungos a se adaptarem a temperaturas mais altas, rompendo a barreira natural de proteção do corpo humano. A Candida auris, um fungo identificado pela primeira vez na década de 1990, sobrevive em altas temperaturas e resiste no ambiente, sendo particularmente perigosa para pacientes imunodeprimidos, com letalidade entre 40% e 60% em unidades hospitalares. O Brasil registrou 24 ocorrências desde 2020, com 56 mortes entre 146 pacientes colonizados.O fungo Trichophyton indotineae, que causa problemas de pele, emergiu com resistência a antifúngicos. Além disso, fungos como o Aspergillus, que se desenvolvem em ambientes quentes e úmidos, têm avançado para novas regiões devido às alterações nos padrões de temperatura e umidade, impulsionadas pelas mudanças climáticas.

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Bruninho relembra estreia na Seleção e exalta projeto de vôlei no Nordeste
Entretenimento & Esporte27 de out.

Bruninho relembra estreia na Seleção e exalta projeto de vôlei no Nordeste

A vitória do Campinas sobre o Norde Vôlei por 3 sets a 0, na estreia da Superliga Masculina de vôlei, foi marcada por um momento especial para o capitão da equipe paulista, Bruninho. O jogador relembrou a importância do ginásio Paulo Sarasate, em Fortaleza, palco de sua estreia pela seleção brasileira em 2006, na Liga Mundial. A partida, que marcou o retorno do Nordeste à elite do vôlei nacional, contou com um ginásio lotado, o que emocionou o atleta. Memórias afetivas e torcida vibrante Bruninho compartilhou suas boas recordações do ginásio Paulo Sarasate, onde vivenciou um momento marcante em sua carreira. Ele destacou o entusiasmo e a paixão da torcida nordestina, ressaltando o impacto positivo que esse apoio tem para o desenvolvimento do vôlei na região. A presença de um público expressivo na primeira partida do Norde Vôlei na Superliga foi vista como um sinal de força e vitalidade para o projeto. O campeão olímpico com o Brasil elogiou o investimento no vôlei nordestino e a energia dos torcedores, que contribuem para manter as equipes na elite do esporte nacional. A atmosfera criada pelo público foi um dos pontos altos da noite, evidenciando a forte conexão entre a equipe e seus fãs. Marcelo Negrão: inspiração e referência Além de exaltar a torcida e o ginásio, Bruninho dedicou elogios ao técnico do Norde Vôlei, Marcelo Negrão. Para o capitão do Campinas, Negrão é uma das maiores inspirações no esporte, um ídolo que pavimentou o voleibol brasileiro desde a geração de prata de 1984. Bruninho recordou com detalhes o ace de Negrão no último ponto das Olimpíadas de Barcelona, um momento que o marcou desde a infância. Bruninho reconheceu a importância de Marcelo Negrão como um dos grandes nomes da história do voleibol mundial e brasileiro. Ele expressou a satisfação de ter o ex-atleta da Seleção do outro lado da quadra, especialmente sabendo do empenho de Negrão em fazer o projeto do Norde Vôlei prosperar na elite nacional. O acesso do time cearense à Superliga na última temporada foi um feito notável, impulsionado pela liderança de Negrão. Próximos desafios na Superliga Com a primeira rodada da Superliga Masculina concluída, as equipes já se preparam para os próximos confrontos. O Norde Vôlei voltará a jogar na próxima segunda-feira, dia 2, às 16h, enfrentando o Montes Claros-MG no ginásio Tancredo Neves, em Montes Claros, pela segunda rodada da competição. Já o Campinas buscará sua segunda vitória na terça-feira, dia 3, às 21h. A equipe paulista duelará contra o São José dos Campos, jogando novamente fora de casa, no Farma Conde Arena, em São José dos Campos, São Paulo.

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Notas sucintas das principais agências e veículos internacionais

TecnologiaFinancial Times

Venture Capital volta a acelerar aportes em infraestrutura profunda de IA

Fundos internacionais realocam mais de US$ 14 bilhões no trimestre focando em semicondutores.

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EconomiaBloomberg

Taxa de juros global: consenso aponta para ciclos assimétricos no segundo semestre

Mercados emergentes mantêm postura cautelosa perante volatilidade cambial e commodities.

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SaúdeNature

Novos ensaios clínicos com CRISPR atingem marcos de segurança inéditos

Aplicações in vivo demonstram alta precisão na edição de genes em terapias experimentais.

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EconomiaReuters

Acordos bilaterais reconfiguram rotas de comércio Ásia-América Latina

Portos brasileiros registram expansão em fluxos diretos com polos industriais asiáticos.

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TecnologiaMIT Tech Review

Computação quântica híbrida atinge simulação molecular recorde para fármacos

Pesquisadores conseguem mapear interação de proteínas com complexidade antes incalculável.

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