quarta-feira, 28 de outubro de 2026
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Destaques da Edição

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Brasil: Acordo de US$ 565 milhões com EUA impulsiona terras raras
MANCHETE
Economia & Política•⏱ 7 min de leitura•28 de out.•Impacto 9/10

Brasil: Acordo de US$ 565 milhões com EUA impulsiona terras raras

Os Estados Unidos firmaram um acordo de financiamento de US$ 565 milhões com a mineradora brasileira de terras raras Serra Verde. O objetivo é expandir a capacidade produtiva da empresa e reduzir a dependência global da China no fornecimento desses minerais estratégicos. A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de Washington para garantir o suprimento de insumos essenciais para a manufatura avançada.Os recursos serão disponibilizados pela Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC) e serão utilizados para refinanciar linhas de crédito e expandir a produção da Serra Verde, que opera uma mina em Minaçu, Goiás. Esta mina é conhecida por concentrar terras raras pesadas, como disprósio e térbio, elementos cruciais para componentes de alta tecnologia em setores como automotivo, médico, energias renováveis, eletrônicos, robótica, defesa e aeroespacial.Brasil: Potencial estratégico em terras rarasO Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com cerca de 11,4 milhões de toneladas de acordo com dados de 2023. Esses minerais, essenciais para a fabricação de carros elétricos, turbinas eólicas e equipamentos militares, colocam o país em uma posição de destaque no cenário geopolítico e econômico global. A disputa internacional por esses recursos pode atrair investimentos significativos, tecnologia e empregos qualificados para o Brasil.A Serra Verde iniciou sua produção comercial em 2024 e busca alcançar sua capacidade plena. O acordo com os EUA visa não apenas aumentar a produção, mas também desenvolver a indústria nacional, evitando que o país se limite à extração e exportação de matéria-prima.Dependência global e a estratégia dos EUAA China atualmente domina cerca de 85% do refino mundial de terras raras, o que lhe confere uma vantagem geopolítica considerável. Os Estados Unidos, buscando diminuir essa dependência, têm investido em parcerias e financiamentos em países como o Brasil. O acordo com a Serra Verde inclui a opção de aquisição de uma participação minoritária na companhia, reforçando o compromisso americano com o desenvolvimento do setor no Brasil.A produção da Serra Verde é estratégica por sua concentração de terras raras pesadas, menos comuns em depósitos fora da Ásia. A empresa já firmou um acordo de fornecimento de 15 anos para abastecer uma Empresa de Propósito Específico (SPV) capitalizada por agências do governo dos EUA e fontes de capital privado, com preços mínimos garantidos para suas terras raras magnéticas.Próximos passos e o futuro do setor no BrasilA expansão da capacidade produtiva da Serra Verde é um dos focos do investimento, com a expectativa de alcançar uma produção anual significativa. O Brasil tem o desafio de ir além da exportação de matéria-prima, agregando valor aos seus recursos naturais através do desenvolvimento industrial. A colaboração com os EUA e outros parceiros internacionais pode ser fundamental para alcançar esse objetivo, diversificando a cadeia de suprimentos global e fortalecendo a posição do Brasil no mercado de minerais críticos.

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Tecnologia & Negócios26 de out.

Salesforce: IA revoluciona atendimento ao cliente com foco em personalização e eficiência

A Inteligência Artificial (IA) está redefinindo o atendimento ao cliente, evoluindo de uma ferramenta de automação para um pilar na transformação da relação entre empresas e consumidores. A Salesforce, gigante global de tecnologia, apresentou em São Paulo, durante o evento Heart of Service, soluções que integram dados, automação e agentes de IA para antecipar problemas, personalizar interações e conectar diferentes pontos da jornada do cliente. O objetivo é aumentar a satisfação, reduzir custos e impulsionar receitas.A mudança de paradigma é impulsionada por expectativas crescentes dos consumidores. Um estudo da própria Salesforce, o State of Service, revelou que 81% dos entrevistados afirmam que as exigências dos clientes estão mais altas do que antes, e 64% notam um aumento na complexidade dos casos. Paradoxalmente, 85% dos projetos de agentes de IA não chegam a ser utilizados pelos consumidores finais, falhando em gerar resultados. "Não é à toa que, em um ano, a IA saltou da décima para a segunda posição na lista de prioridades dos líderes de atendimento", comentou Laís Domeneghetti, gerente de Marketing de Produtos para Atendimento da Salesforce. Ela acrescenta que 79% dos líderes consideram os agentes de IA essenciais para atender às demandas de negócios.IA assume tarefas e eleva a resolução de problemasO relatório da Salesforce também aponta uma transformação significativa na resolução de solicitações de serviço. Atualmente, 30% desses pedidos já são resolvidos por IA, com projeção de alcançar 50% em dois anos. A expectativa é que a IA assuma tarefas rotineiras, liberando os profissionais humanos para se dedicarem a atividades que demandam conhecimento especializado e um relacionamento mais próximo com o cliente.Para que a IA gere resultados efetivos, a Salesforce enfatiza a necessidade de objetivos claros e dados bem preparados. "É preciso organizar os dados, ver tudo o que está disponível e entender o que você quer que a inteligência artificial consuma e de qual forma", explicou Laís Domeneghetti. A segurança e a governança dos dados são barreiras importantes: 77% dos líderes de atendimento no Brasil citam a segurança como principal obstáculo, enquanto 53% mencionam exigências regulatórias.Aplicações práticas na Ford e IguáNa prática, a IA já demonstra seu valor em empresas como a Ford. A tecnologia conecta informações de clientes e veículos para auxiliar concessionárias e equipes técnicas. Um sistema de resumos de dados relevantes para consultores de atendimento registra 99% de satisfação entre os usuários. A IA também monitora alertas de veículos, avalia ocorrências e direciona casos para análise técnica, antecipando necessidades e evitando o agravamento de problemas. "Inteligência artificial sem dados é só artificial", resumiu Rebeca Almeida, gerente de TI da Ford, destacando a importância da organização das informações.A empresa de saneamento Iguá, presente em 120 municípios, utiliza IA para apoiar o atendimento ao cliente em suas diversas operações. Agentes de IA auxiliam atendentes na consulta de informações e na localização de orientações adequadas. Além disso, a tecnologia automatiza e analisa interações, com 86% dos atendimentos já sendo realizados sem intervenção humana. "Com exceção das lojas físicas, todo o nosso atendimento é analisado", afirmou Daniel Puliti, gerente de Planejamento e Estratégia de Clientes da Iguá. Essa análise identifica padrões e antecipa ocorrências, contribuindo para a redução de custos e a melhoria contínua.O futuro é a IA integrada ao contexto do negócioOs exemplos ilustram duas frentes de uso da IA: automação de solicitações simples e suporte a equipes na resolução de casos complexos. Os indicadores da Salesforce reforçam o potencial: empresas que adotam IA no atendimento observam um aumento de 20% na satisfação do cliente, alta de 15% nas receitas de vendas adicionais e redução de 20% nos custos operacionais. "O salto real de qualidade acontece quando o time de atendimento e a IA compartilham o mesmo contexto sobre o cliente", concluiu Laís Domeneghetti.

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Vida & Saúde28 de out.

Mito: andar descalço no frio não causa cólica menstrual

A ideia de que andar descalço no chão gelado pode resfriar o útero feminino e, consequentemente, causar dores menstruais é um mito sem comprovação científica. A medicina tradicional chinesa associa o aquecimento dos pés ao "útero quente", mas a ciência moderna explica que as cólicas menstruais têm origens estritamente biológicas, hormonais e anatômicas. Essas dores são desencadeadas pela produção de prostaglandinas, substâncias inflamatórias liberadas pelo endométrio que provocam contrações no músculo uterino.O corpo humano possui mecanismos eficientes de autorregulação térmica que mantêm a temperatura dos órgãos internos estável, em torno de 36°C a 37°C, independentemente das condições externas. O útero, localizado na cavidade pélvica, é protegido por isolamento físico e vascular, garantindo sua temperatura ideal. Em dias frios, o organismo prioriza o aquecimento dos órgãos vitais e reprodutivos, o que pode levar à vasoconstrição periférica, fazendo com que os pés fiquem frios como um mecanismo de sacrifício de calor para manter o útero aquecido, conforme explica o ginecologista e obstetra Sérgio Floriano.Crenças populares versus evidências científicasA associação entre a temperatura das extremidades e a saúde reprodutiva tem raízes em tradições antigas, como a medicina tradicional chinesa, que relaciona as partes do corpo à circulação de energia. Pesquisas recentes têm explorado a percepção do frio e sua relação com a dor, mas sem estabelecer uma ligação direta de causa e efeito com as cólicas menstruais.Um estudo observacional realizado em Taiwan em 2023 associou a sensação de extremidades frias à dismenorreia (cólica menstrual). Outra pesquisa com 419 mulheres ligou o consumo de bebidas geladas no inverno a dores mais intensas em pacientes com sensibilidade térmica. No entanto, a ginecologista e professora Cláudia Lima ressalta que esses são estudos observacionais que identificam associações, mas não provam causalidade. Até o momento, não há evidências científicas suficientes para afirmar que pés frios resfriam o útero ou causam cólicas.Alívio da dor e sinais de alertaEmbora o frio nos pés não seja a causa das cólicas, a aplicação de calor local na região abdominal tem respaldo científico para o alívio do desconforto. Uma revisão sistemática com metanálise publicada em 2018 confirmou os benefícios da terapia térmica para reduzir as dores menstruais.Especialistas alertam que crenças populares não devem impedir a busca por avaliação médica adequada quando a dor menstrual se torna intensa e incapacitante. Desconfortos que impedem as atividades diárias podem ser indicativos de condições médicas sérias, como endometriose, miomas uterinos, adenomiose ou doença inflamatória pélvica. "Tomar uma bebida quente ou manter os pés aquecidos são atitudes que podem proporcionar conforto. O problema começa quando uma crença atrasa a procura por atendimento médico", alerta a ginecologista.

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Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski vencem na estreia do WTA 500 de Tóquio
Entretenimento & Esporte28 de out.

Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski vencem na estreia do WTA 500 de Tóquio

A dupla formada pela brasileira Luisa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski, considerada a melhor do mundo na atualidade, estreou com vitória no WTA 500 de Tóquio. Nesta terça-feira, elas venceram as alternates japonesas Mana Ayukawa e Emily Webley-Smith, da Inglaterra, por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/4.A partida, que durou pouco mais de uma hora, viu a parceria conhecida como "Stefanowski" dominar o primeiro set em apenas 24 minutos. Apesar de cometerem três duplas faltas, a dupla demonstrou eficiência nos serviços e tranquilidade para fechar a parcial em 6/1.Segundo set mais disputadoO segundo set apresentou um cenário mais equilibrado, com as adversárias buscando diminuir a vantagem e criando oportunidades de quebra no serviço das líderes do ranking. No entanto, Stefani e Dabrowski mantiveram a compostura nos momentos cruciais da partida.Com uma quebra de serviço decisiva, a dupla brasileira-canadense conseguiu fechar a segunda parcial em 6/4, confirmando assim a vitória em dois sets e avançando na competição.Mudança no chaveamento inicialInicialmente, a dupla "Stefanowski" enfrentaria a canadense Leylah Fernandez e a espanhola Cristina Bucsa. Contudo, Fernandez sofreu uma lesão no braço esquerdo após uma vitória na chave de simples, o que levou à alteração no chaveamento e à entrada de Ayukawa e Webley-Smith na disputa.Próximos passos no torneioCom a vitória garantida, Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski agora se preparam para as quartas de final do WTA 500 de Tóquio. Elas aguardam a definição de suas próximas adversárias, que sairão do confronto entre as duplas Yulia Putintseva/Liudmila Samsonova e Hao-Ching Chan/Makoto Ninomiya.

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