sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Destaques da Edição

Curadoria editorial independente
Governo oficializa Imposto Seletivo sobre carros a partir de fevereiro
MANCHETE
Economia & Política•⏱ 7 min de leitura•06 de nov.•Impacto 9/10

Governo oficializa Imposto Seletivo sobre carros a partir de fevereiro

O Governo Federal oficializou as normas do novo Imposto Seletivo sobre carros, que passará a valer em 2 de fevereiro de 2025. A medida não deve gerar um aumento generalizado nos preços finais dos veículos, pois busca adaptar a indústria automotiva à reforma tributária, substituindo gradualmente o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) pelo novo tributo, aplicado a produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.A atual base de cálculo do chamado IPI Verde adota uma alíquota de partida de 6,3% para carros de passeio. Com a mudança, um multiplicador de conversão de 1,21 será aplicado na etapa final do cálculo para compensar o fim da bitributação de impostos embutidos. Isso manterá a carga real estável, apesar de a alíquota nominal subir para 7,623%. Para carros importados, um fator de ajuste de 1,17 será adicionado para equiparação tributária.Critérios de sustentabilidade e eficiência definem tributaçãoOs critérios técnicos de sustentabilidade, motorização, segurança veicular e eficiência energética continuarão a definir a tributação individual de cada modelo. Essa manutenção das diretrizes atuais garante neutralidade à carga tributária média em 2027, adiando alterações fiscais mais profundas para debates legislativos previstos para 2028.Os modelos 100% elétricos e híbridos flex continuarão a se beneficiar de descontos de até 2 pontos percentuais na alíquota-base. Em contrapartida, veículos movidos exclusivamente a gasolina e a diesel sofrerão acréscimos nominais de 6,5 e 12 pontos percentuais, respectivamente.Carros de entrada e PCD mantêm alíquota zeroOs carros de entrada do programa Carro Sustentável, caminhões com Peso Bruto Total (PBT) a partir de 3,5 toneladas, e aquisições destinadas a taxistas e ao público com Deficiência (PCD) permanecerão com alíquota zero.A decisão estabelece que o Executivo deverá encaminhar ao Congresso Nacional, até maio de 2027, o projeto definitivo com as alíquotas simplificadas que passarão a vigorar a partir de 2028, consolidando as mudanças fiscais no setor automotivo.

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IA no Judiciário: Dados e Segurança Lideram Prioridades de Investimento
Tecnologia & Negócios06 de nov.

IA no Judiciário: Dados e Segurança Lideram Prioridades de Investimento

A organização dos dados é o maior gargalo para o avanço da inteligência artificial (IA) no setor público brasileiro, e a tecnologia deixou de ser uma área de suporte para se tornar o centro da estratégia das instituições. Essa avaliação foi feita por Ademir Piccoli, CEO do Judiciário Exponencial, durante o evento IT Forum Na Mata CIO, focado em setor público e cibersegurança.Piccoli destacou que a jornada dos dados é a pauta atual, sendo considerada uma questão de negócio, e não apenas de tecnologia. Ele relembrou que a Lei 11.419, de 2006, iniciou a modernização da Justiça com a digitalização, processo que foi acelerado pela pandemia, resultando em aproximadamente 100% dos processos digitalizados em 2020 e 2021, um avanço estimado em dez anos em apenas dois.O volume de processos e a esperança na IAO Brasil enfrenta um desafio considerável com 75 milhões de processos em estoque no Poder Judiciário, com um tempo médio de julgamento de 1.263 dias. A inteligência artificial é vista como a grande esperança para otimizar esse cenário, mas sua efetividade depende diretamente da organização dos dados.Piccoli citou a base nacional do Poder Judiciário, o Datajud, que reúne quase 15 bilhões de documentos e conecta 92 tribunais, permitindo um acompanhamento em tempo real, diferentemente do relatório Justiça em Números, publicado anualmente. A Defensoria Pública de São Paulo também foi mencionada, com 6 milhões de atendimentos virtuais via WhatsApp, antes realizados presencialmente.Depósitos judiciais e o dinheiro paradoUm ponto crítico levantado foi o montante de cerca de R$ 800 bilhões em depósitos judiciais aguardando decisão. Desse valor, 10%, o equivalente a R$ 80 bilhões, refere-se a processos já julgados, mas cujo dinheiro não retornou à economia devido a informações perdidas, falecimento do advogado, processos de sucessão ou falta de busca pelos beneficiários."É duas vezes o orçamento do Bolsa Família. Esse dinheiro, se liberado, geraria emprego e renda na economia. Não se trata de julgar mais processos, mas de resolver os que já foram julgados", afirmou Piccoli, ressaltando o potencial impacto econômico da liberação desses fundos.IA e segurança lideram prioridades de investimentoUma pesquisa realizada pelo Judiciário Exponencial com cerca de 300 instituições do ecossistema de justiça indica que IA e agentes aparecem como principal prioridade de investimento para 2026, com 85% das menções, seguidas por segurança da informação (64%). O setor de justiça investe cerca de R$ 20 bilhões por ano em tecnologia.A segurança da informação deixou de ser uma questão restrita à área técnica, tornando-se uma prioridade nacional, especialmente após casos recentes de sequestro de dados em tribunais, como o do Superior Tribunal de Justiça. Piccoli questionou como as instituições públicas devem lidar com pedidos de resgate.O perigo da pressa na adoção de IAPiccoli alertou sobre a ânsia em lançar projetos de IA sem a devida preparação da base de dados. Ele citou estudos que apontam a qualidade e a disponibilidade dos dados como as principais barreiras para o sucesso da IA em organizações públicas.Ele observou que a pressão sobre os líderes de tecnologia leva magistrados e promotores a desenvolverem suas próprias soluções com IA, o que exige que a área de TI atue com governança, e não com bloqueio. "A área de TI não pode mais dizer ‘não pode’. Se os líderes de tecnologia não se posicionarem como protagonistas, serão atropelados pela área de negócio. Isso já está acontecendo", disse.Para que a agilidade seja desenvolvida sem colocar dados em risco, Piccoli apontou três pilares essenciais: treinamento, governança e formação de liderança. Ele concluiu com um recado sobre postura profissional: "Pessoas boas de desculpa não têm mais espaço em nenhuma empresa. Não fez? Assuma, mas cuide de fazer da próxima vez."O que diz a pesquisaDois estudos recentes abordam a inteligência artificial no setor público. Um artigo publicado na Revista ft em 2026, intitulado "Inteligência artificial na gestão pública: potencialidades, desafios e perspectivas para a eficiência dos serviços públicos", analisa como a IA pode modernizar a gestão administrativa, otimizar recursos e melhorar a entrega de serviços. A pesquisa, uma revisão narrativa da literatura, indica que a IA pode reduzir tarefas repetitivas e aumentar a capacidade de processamento de informações, mas seu sucesso depende de infraestrutura adequada, qualidade de dados, treinamento profissional, transparência algorítmica e supervisão humana.Outro estudo, "Inteligência artificial como problema público: proposta de agenda multidimensional para a administração pública", a ser publicado na Revista de Administração Pública em 2026, propõe entender a IA como um problema público multidimensional, cujos efeitos impactam capacidades estatais, regulamentação e direitos. A partir de uma revisão integrativa da literatura, o artigo constrói um referencial analítico e uma agenda de pesquisa para sistematizar dilemas e orientar investigações futuras, reposicionando a IA como uma questão de governança e justiça social.

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Brace Pharma lança SemaClique, nova caneta de semaglutida a partir de R$ 333
Vida & Saúde06 de nov.

Brace Pharma lança SemaClique, nova caneta de semaglutida a partir de R$ 333

A farmacêutica Brace Pharma, ligada ao Grupo EMS, lança nesta sexta-feira, 6 de novembro, o SemaClique, sua primeira caneta de semaglutida no mercado brasileiro. O medicamento, que utiliza a molécula do hormônio GLP-1, chega após o vencimento das patentes de medicamentos como Ozempic e Wegovy, da dinamarquesa Novo Nordisk, que eram usados para controle de diabetes e emagrecimento.O SemaClique terá o preço de R$ 464,81 por unidade ou R$ 333,00 a unidade no combo com três canetas, o que, em média, deve servir para tratamento por um período de três meses. O produto é o segundo lançado pelo Grupo EMS, que já comercializa o Ozivy, também com semaglutida. Segundo Marcelo Neri, diretor-executivo do Grupo EMS, o mercado está muito aquecido e a empresa já opera com sua capacidade produtiva máxima.Facilidade de uso e dosagem por cliquesA diferenciação do produto da Brace Pharma, sediada em Campinas (SP), está no posicionamento de marca e na facilidade de uso. O nome SemaClique remete ao sistema de dosagem por cliques, que permite ajustes graduais e individualizados, orientados pelo médico, sem a necessidade de adquirir novos produtos a cada mudança de dose. Pesquisas indicam que 70% dos médicos prescrevem o número de cliques.O dispositivo concentra diferentes possibilidades de dosagem em uma única caneta de aplicação semanal. A quantidade aplicada deve seguir a prescrição do profissional de saúde. Assim como outras canetas de semaglutida, o medicamento pode provocar efeitos adversos gastrointestinais, como náuseas e vômitos, e exige receita médica em duas vias.Ampliação do mercado e queda de preçosA chegada de medicamentos análogos de semaglutida, como o SemaClique, abre espaço para uma queda de preços que amplia o tamanho do mercado oficial. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já aprovou a venda de 20 novas canetas emagrecedoras após o fim da patente da semaglutida em março deste ano. A patente do princípio ativo tirzepatida, de outra geração de remédios, vence apenas em 2036.Segundo pesquisa da McKinsey, a entrada de opções mais baratas poderia elevar em até três vezes a penetração dos produtos no País. O mercado formal de restrição calórica diária, incluindo semaglutida e tirzepatida, movimentou R$ 12,4 bilhões nos últimos 12 meses, com crescimento de 80,6%.Próximos passos e impacto no SUSCom o aumento da concorrência e do volume de consumo, a tendência é de um gradual barateamento das canetas. Isso também pode ajudar a viabilizar a oferta dos produtos no Sistema Único de Saúde (SUS), uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Acionistas da EMS têm participado de conversas com o governo para negociar faixas de preço e ajudar o Ministério da Saúde a definir critérios para a habilitação de pacientes, especialmente os com maior grau de obesidade.

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Gabigol se declara a Santos e Flamengo e fala sobre futuro incerto
Entretenimento & Esporte06 de nov.

Gabigol se declara a Santos e Flamengo e fala sobre futuro incerto

O atacante Gabriel Barbosa, o Gabigol, concedeu uma entrevista exclusiva ao portal ge, onde abordou diversos temas de sua carreira, desde o presente no Santos até polêmicas passadas e seus planos para o futuro. Aos 30 anos, o jogador se declarou para Santos e Flamengo, clubes que marcaram sua trajetória no futebol brasileiro, e revelou um desejo de atuar nos Estados Unidos.Gabigol iniciou a conversa destacando seu bom momento no Santos, atribuindo-o à sequência de jogos e ao sistema ofensivo da equipe. Ele mencionou que, em 2023, teve um ano difícil com o Flamengo, e em 2024, apesar de ter estado com Tite, não jogou. No entanto, com Filipe Luís, atuou e marcou gols importantes. O atacante ressaltou que sua felicidade em Santos se deve à cidade, às pessoas que ama e ao DNA ofensivo do time, afirmando que rende mais em equipes que atacam.Amor dividido e futuro incertoO jogador reiterou seu amor por Santos e Flamengo, explicando que não vê problema em declarar seu carinho por ambos os clubes, pois são seus times de coração. Ele comparou essa relação com a que tem por clubes como Inter de Milão e Benfica, que é diferente. Gabigol deixou seu futuro em aberto, afirmando que não conversou com ninguém do Santos ou do Cruzeiro (seu clube com contrato) sobre a próxima temporada.Apesar da incerteza, o atacante revelou o desejo de jogar nos Estados Unidos no futuro, citando o país, o hip-hop, o estilo de jogo e a tranquilidade para a família como fatores que o atraem. Ele também mencionou a possibilidade de ter jogado na Espanha, mas que as oportunidades não se concretizaram.Polêmicas e relação com a imprensaGabigol também comentou sobre episódios polêmicos de sua carreira, como a acusação de tentativa de fraudar exame antidoping e a aparição vestindo uma camisa do Corinthians. Sobre o doping, ele reiterou que fez o exame corretamente e que o caso foi inédito. Quanto à camisa do Corinthians, ele minimizou o ocorrido, comparando-o a trocar camisas com outros jogadores e afirmando que não havia interesse do clube em sua contratação naquele momento.O atacante criticou a postura de parte da imprensa e das redes sociais, que, segundo ele, buscam "lacrar" e julgar jogadores sem ter vivenciado o esporte. Ele defendeu o "fechamento" dos clubes à imprensa, alegando que muitas vezes as notícias veiculadas são mentirosas ou distorcidas, o que gera desinformação e afasta a torcida dos atletas.Momento atual e Seleção BrasileiraAos 30 anos, Gabigol se sente no auge de sua carreira, com experiência e maturidade para lidar com os altos e baixos do futebol. Ele acredita que seu desempenho atual o credencia para uma convocação para a Seleção Brasileira, listando-se entre os quatro melhores atacantes do país. Embora almeje voltar a vestir a camisa amarelinha, ele foca em seu trabalho no Santos para estar pronto caso seja chamado.O jogador também falou sobre a relação com Neymar, com quem tem uma amizade antiga e com quem imaginava jogar no Flamengo. Ele descreveu a experiência de jogar ao lado do amigo como algo especial e realizou um sonho. Gabigol ainda comentou sobre a idolatria que possui em Santos e Flamengo, afirmando que ama ambos os clubes e que sua conexão com eles vai além do campo.

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