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Cais do Valongo e outros sítios históricos são incluídos em rede da Unesco
Geral29 de out.

Cais do Valongo e outros sítios históricos são incluídos em rede da Unesco

O Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, a Sociedade Protetora dos Desvalidos, em Salvador (BA), e a Serra da Barriga, em Alagoas, foram inscritos na Rede de Lugares de História e Memória Relacionados à Escravidão e ao Tráfico de Pessoas Escravizadas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A iniciativa, criada em 2024 no âmbito do Programa Rotas dos Escravizados: Resistência, Liberdade e Patrimônio, busca promover a preservação de locais históricos ligados à escravidão e ao tráfico de pessoas, além de fomentar o intercâmbio de experiências e o desenvolvimento de iniciativas educativas e de pesquisa.O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil saudou a inclusão, destacando que ela contribui para a preservação e transmissão da memória da escravidão, o reconhecimento da resistência histórica da população negra e a educação das novas gerações. O Cais do Valongo, já inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco desde 2017, é um dos principais pontos de desembarque de africanos escravizados nas Américas. A Sociedade Protetora dos Desvalidos, fundada em 1832 em Salvador, é considerada a primeira instituição civil negra do Brasil em funcionamento contínuo, referência em organização e solidariedade da população negra desde o século XIX. Já a Serra da Barriga abriga o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, em Alagoas, um símbolo de resistência à escravidão.O que representa a Rede da UnescoA Rede de Lugares de História e Memória Relacionados à Escravidão e ao Tráfico de Pessoas Escravizadas foi criada pela Unesco com o objetivo de conectar lugares de diferentes países. A intenção é promover a preservação dos locais, o intercâmbio de experiências entre comunidades locais, a cooperação internacional e o desenvolvimento de iniciativas educativas, de pesquisa e de valorização da memória. A diretora e Representante da Unesco no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto, explicou que a iniciativa busca transformar lugares de memória em espaços vivos de conhecimento, diálogo intercultural e promoção dos direitos humanos.A apresentação das candidaturas nacionais é coordenada pelas Comissões Nacionais para a Unesco, sendo o MRE o responsável no Brasil. Outros locais brasileiros já integram a iniciativa, como o Museu da Inconfidência (MG) e os Museus Casa da Hera e da República (RJ). A inclusão dos três novos sítios brasileiros é vista como um importante reconhecimento internacional de seu valor histórico e de sua contribuição para a preservação da memória da escravidão e da resistência da população negra.Visão de historiadores e ativistasPara o doutor em História Comparada pela UFRJ, Ivanir dos Santos, a inclusão desses sítios em iniciativas da Unesco vai além da valorização de espaços históricos. Ele ressalta que representa uma oportunidade de questionar narrativas tradicionais sobre a formação da sociedade brasileira e reconhecer o protagonismo da população negra na construção da história nacional. Segundo ele, esses locais expressam diferentes dimensões da experiência negra no Brasil, desde a violência do tráfico transatlântico até as estratégias de organização coletiva e resistência.Ivanir dos Santos também destacou a importância desses patrimônios para a trajetória do movimento negro brasileiro, fundamental para denunciar o racismo, reivindicar direitos e combater o apagamento da memória afro-brasileira. Ele apontou que a Serra da Barriga é um símbolo de resistência, o Cais do Valongo evidencia a violência escravista, e a Sociedade Protetora dos Desvalidos demonstra a construção de formas de associação e mobilização coletiva pela população negra. O professor enfatizou que o reconhecimento desses espaços dialoga com as reivindicações contemporâneas do movimento negro por reparação histórica e igualdade racial.Próximos passos e desafiosA valorização desses patrimônios, segundo Ivanir dos Santos, não deve se restringir ao reconhecimento institucional ou simbólico. É fundamental que seja acompanhada de políticas efetivas de preservação, educação antirracista e participação das comunidades negras na gestão e interpretação desses lugares. Essa proteção, de acordo com ele, contribui para democratizar a memória coletiva, confrontar o racismo estrutural e reafirmar o papel histórico do movimento negro na construção de uma sociedade mais justa e plural.O professor concluiu que o reconhecimento desses espaços ultrapassa a dimensão da preservação patrimonial, assumindo um caráter político, social e educativo. Ao valorizar a memória do Quilombo dos Palmares, por exemplo, reafirma-se que a história do Brasil foi construída não apenas pela ação dos colonizadores e elites, mas também pela resistência, trabalho e contribuições dos povos africanos e seus descendentes. A expectativa é que a inclusão na rede da Unesco amplie a visibilidade internacional dessas histórias e fortaleça as lutas por reconhecimento e reparação.

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Indígenas Guarani Kaiowá denunciam violência e ameaça de envenenamento após eleições
Geral29 de out.

Indígenas Guarani Kaiowá denunciam violência e ameaça de envenenamento após eleições

Indígenas da etnia Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, denunciaram uma onda de violência e ameaças após o resultado das eleições presidenciais no último domingo. Os relatos incluem tentativas de assassinato, intimidações para impedir o voto e uma grave ameaça de envenenamento da água das comunidades.Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ao menos cinco assassinatos de indígenas na região desde sábado (24) estão sendo investigados. O coordenador do Cimi em Mato Grosso do Sul, Matias Benno Rempel, afirmou que as intimidações ocorreram com caminhonetes circulando pelos territórios e agressões diretas, com o objetivo de causar pânico e impedir a participação eleitoral. Ele ressaltou, contudo, que a violência contra a população indígena é uma realidade constante, não se limitando ao período pós-eleitoral, e que milícias do campo atuam permanentemente na região.Violência e intimidação eleitoralMatias Benno Rempel descreveu que a violência relatada durante o período eleitoral é um componente permanente de milícias do campo, e que os holofotes sobre a região se intensificam em momentos como este. As tentativas de assassinato e outras agressões, segundo ele, ocorrem com frequência contra a população Guarani Kaiowá.Um dos casos investigados é um atropelamento proposital de um indígena na cidade de Coronel Sapucaia, localizada na fronteira com o Paraguai. A Fundação Nacional do Índio (Funai), o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) já encaminharam pedidos formais ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF) para que os casos sejam apurados.Ameaça de envenenamento da águaOutra denúncia grave que está sob investigação do MPF é a de uma ameaça de envenenamento da água potável das comunidades como retaliação ao resultado da eleição presidencial. Um áudio atribuído a um funcionário da prefeitura de Tacuru, no extremo sul do estado, sugere o envenenamento da água para "matar essas praga" por terem votado no candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Ricardo Terena, coordenador do departamento jurídico da Apib, explicou que a escassez de água na região obriga as comunidades a dependerem de caminhões-pipa. Após a divulgação do áudio, muitos moradores passaram a evitar o consumo da água. O MPF de Mato Grosso do Sul concedeu um prazo de 24 horas para que a prefeitura de Tacuru se posicione, esclarecendo a veracidade dos áudios, identificando o autor das ameaças e detalhando as medidas que estão sendo tomadas.Histórico de violênciaDe acordo com dados da Apib, entre 2022 e 2026, seis indígenas da etnia Guarani Kaiowá foram assassinados no estado de Mato Grosso do Sul. Este dado reforça a preocupação com a segurança e a continuidade da violência na região, que se manifesta de diversas formas, incluindo as ameaças pós-eleitorais.

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Emissões de debêntures incentivadas sobem em setembro, mas caem no acumulado do ano
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Emissões de debêntures incentivadas sobem em setembro, mas caem no acumulado do ano

As emissões de debêntures incentivadas registraram uma recuperação em setembro, atingindo R$ 6,3 bilhões, um salto expressivo em comparação aos R$ 170 milhões de agosto. Segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o volume de agosto havia sido o menor para um mês desde 2019.Apesar da melhora pontual, o desempenho de setembro ainda ficou 61,3% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025, quando o volume foi de R$ 16,3 bilhões. No acumulado de janeiro a setembro, as ofertas totalizaram R$ 79,1 bilhões, representando uma queda de 30,5% na comparação anual. A participação das debêntures incentivadas no total de emissões de debêntures caiu de 35,7% em 2025 para 30,3% em 2026.Mercado secundário em altaNo mercado secundário, o cenário foi mais positivo, com crescimento tanto na comparação mensal quanto anual. As negociações com debêntures incentivadas somaram R$ 33,7 bilhões em setembro, um avanço de 19,1% sobre agosto e de 10,1% em relação a setembro de 2025. No acumulado de 2026, o volume negociado cresceu 20,9%, alcançando R$ 309,8 bilhões.A Anbima destacou que as debêntures incentivadas foram o principal motor do mercado secundário de debêntures como um todo. Entre janeiro e setembro, o mercado secundário movimentou R$ 689 bilhões, um crescimento de 5,8%. A participação desses papéis no volume negociado subiu de 39,3% no mesmo período de 2025 para 45% em 2026.Erika Lacreta, gerente de Mercado de Capitais da Anbima, atribuiu o avanço à alta dos spreads das incentivadas ao longo do ano, que estimulou a compra e venda desses títulos. "Esse movimento mostra a capacidade do secundário de absorver esses ajustes e continuar dando liquidez aos ativos, mesmo em um cenário de maior volatilidade", afirmou.Tributação volta ao radarOs dados sobre o mercado de debêntures surgem em meio à retomada do debate sobre a tributação de ativos isentos. A equipe econômica do governo estuda a possibilidade de cobrar IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre LCI (Letra de Crédito Imobiliário), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) e debêntures incentivadas. Atualmente, esses ativos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas e possuem alíquota zero de IOF.Segundo o jornal O Globo, a mudança poderia ser feita por decreto, sem a necessidade de aprovação do Congresso. Embora o governo tenha negado a intenção, admitiu que o tema permanece em pauta. Essa discussão retoma uma tentativa anterior, em 2025, quando uma medida provisória que previa a tributação de novas emissões perdeu a validade sem ser votada.Profissionais do mercado ouvidos pelo InfoMoney consideram legítima a revisão da isenção, mas expressam preocupação com o impacto de uma mudança abrupta. Temem que a falta de regras claras e a ausência de preservação do estoque de títulos já emitidos possam levar a um encarecimento do crédito para empresas e investidores.

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Flávio Bolsonaro foge para os EUA após derrota e se declara "líder do Brasil"
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Flávio Bolsonaro foge para os EUA após derrota e se declara "líder do Brasil"

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado nas eleições presidenciais, viajou para os Estados Unidos após a divulgação do resultado do segundo turno. A decisão ocorreu após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a apreensão de seus passaportes e proibi-lo de sair do país, em meio a investigações sobre lavagem de dinheiro e outras acusações.Em uma carta divulgada após desembarcar em Miami, Flávio Bolsonaro se autoproclamou o "verdadeiro presidente eleito do Brasil" e, em uma versão posterior corrigida, "líder do Brasil". Ele alegou ser alvo de uma "caça às bruxas politicamente motivada" e buscou comparações com líderes históricos que viveram no exílio.Erros da campanha e acusações judiciaisAnalistas políticos apontam que a campanha de Flávio Bolsonaro cometeu uma série de erros que contribuíram para a derrota. Entre eles, destacam-se a arrogância, a falta de empatia com vítimas de crimes, declarações consideradas infantis e a incapacidade de se conectar com parte do eleitorado, especialmente o feminino. A postura debochada e agressiva em debates, como a menção aos "nove dedos" de Lula, também foi apontada como prejudicial.Além disso, investigações sobre seu envolvimento em casos como o filme "Dark Horse", que envolvem repasses de dinheiro de um ex-banqueiro, e acusações de lavagem de dinheiro com o advogado Willer Tomaz, minaram sua imagem. A saída para os EUA, segundo alguns analistas, reforça as narrativas de fuga da justiça que circularam durante a campanha.Recepção nos EUA e repercussão internacionalFlávio Bolsonaro e sua família foram recebidos nos Estados Unidos com uma autorização temporária de permanência concedida pelo governo Donald Trump, que também teria ajudado a providenciar o jatinho particular para a viagem. A permissão, válida por um ano, é geralmente concedida por razões humanitárias. Há expectativa de que Flávio solicite um green card, com o processo potencialmente acelerado, similar ao de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que também reside nos EUA.Apesar da recepção, a autoproclamação de Flávio como "líder do Brasil" não deve gerar reconhecimento efetivo internacionalmente, pois ele se encontra isolado politicamente no país. Especialistas em relações bilaterais veem a situação com cautela, especialmente diante da proximidade das eleições de meio de mandato nos EUA, que podem influenciar a postura do governo americano.Posição do governo brasileiro e mercadoO governo brasileiro, sob a liderança de Lula, avalia que o episódio não cria constrangimento diplomático e não exige uma reação oficial imediata. A orientação é manter uma relação pragmática com os governos dos EUA e da Argentina, evitando que divergências políticas interfiram nos interesses bilaterais. A vitória de Lula nas urnas é vista como um fator que fortalece sua posição no cenário internacional.Economistas ouvidos pela reportagem consideram que a carta de Flávio Bolsonaro e sua fuga não devem afetar significativamente o mercado brasileiro, sendo vistas mais como "atitudes excêntricas da família Bolsonaro". O foco do mercado permanece na composição da nova equipe econômica e na apresentação de um plano fiscal consistente pelo novo governo.

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Multiplan registra lucro líquido de R$ 383,2 milhões no 3T26, alta de 73,3%

A Multiplan (MULT3) divulgou um lucro líquido de R$ 383,2 milhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26), o que representa um crescimento de 73,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A receita líquida da companhia avançou 37%, alcançando R$ 846 milhões, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) registrou alta de 37,3%, chegando a R$ 598,2 milhões.O desempenho positivo foi significativamente influenciado pela venda de uma participação de 9,33% no Park Shopping Barigui, concluída em agosto por R$ 250 milhões. Essa operação elevou a receita com venda de imóveis e contribuiu para o avanço geral das linhas de receita e Ebitda. Excluindo a contribuição da venda de imóveis, o Ebitda de propriedades apresentou um crescimento de 8,6% na comparação anual, atingindo R$ 479,6 milhões.Crescimento impulsionado por vendas e aluguéisAlém da venda de ativos, o resultado foi favorecido pelo crescimento real de 3,1% no aluguel nas mesmas lojas (SSR), pela alta de 17,5% na receita de estacionamento e de 9,6% na receita de serviços. A receita bruta totalizou R$ 891,9 milhões, um aumento de 34,4% sobre o 3T25. A receita de venda de imóveis, impulsionada pelos projetos Lake Victoria e Lake Eyre, somou R$ 288,3 milhões, com um salto de 209,4%.A receita de locação atingiu um recorde para o terceiro trimestre, com R$ 443,6 milhões, um aumento de 2,8%. Esse resultado foi impulsionado por expansões recentes, reajuste de contratos e aquisição de participação adicional no BarraShopping, apesar da venda de participações minoritárias em outros ativos. O aluguel nas mesmas lojas (SSR) cresceu 4,3%, com um avanço real de 3,1% após descontado o efeito do IGP-DI.Vendas dos lojistas e ocupação dos shoppingsAs vendas dos lojistas nos shoppings da Multiplan totalizaram R$ 6,4 bilhões, um crescimento de 5,9% ante o 3T25, com aceleração ao longo do trimestre, atingindo 8,1% em setembro. Destaques de crescimento incluem o Morumbi Shopping (23,4%) e o Village Mall (17,3%). Houve recuos em empreendimentos como Barra Shopping (-2,9%) e Park Shopping (-2,3%), impactados por obras e fechamentos temporários.As vendas nas mesmas lojas (SSS) avançaram 3,1%, com o segmento de serviços apresentando o melhor desempenho (12,6%). A taxa média de ocupação dos shoppings permaneceu alta, em 96%, com a inadimplência líquida em -1%, menos negativa que no ano anterior. O custo de ocupação dos lojistas foi de 13% das vendas.NOI recorde e controle de despesasO resultado operacional líquido (NOI) alcançou R$ 509 milhões, um aumento de 2,2% sobre o 3T25 e um recorde para a companhia em um terceiro trimestre. A margem NOI ficou em 91,6%. Apesar do aumento nas despesas de propriedades (50,3%), atribuído à base de comparação mais baixa e a maiores provisões, a empresa destacou que as despesas de propriedades caíram 41,7% em termos reais em uma janela de cinco anos.As despesas gerais e administrativas (G&A) subiram 5,2%, em linha com a inflação, mas recuaram como proporção da receita líquida para 5,8%. A remuneração baseada em ações aumentou 5%.Investimentos em expansão e projetos imobiliáriosA Multiplan investiu R$ 122,7 milhões em capex no trimestre, um aumento de 35,4% sobre o 3T25, com R$ 72 milhões destinados a expansões, principalmente no ParkShopping e BarraShopping. Nos nove primeiros meses do ano, o capex totalizou R$ 368,9 milhões, com R$ 241,7 milhões em expansões.A companhia ressaltou o desempenho da expansão do Morumbi Shopping, com retorno anualizado sobre o custo de construção de 11,9%. Projetos imobiliários como Lake Victoria e Lake Eyre geraram receitas significativas, e a empresa lançou o Lake Baikal. O banco de terrenos possui potencial para 137,3 mil metros quadrados de área locável adicional.Dívida controlada e aplicativo em altaA dívida líquida da companhia caiu 2,3%, para R$ 4,44 bilhões, e a alavancagem recuou para 1,76 vez, a terceira queda trimestral consecutiva. O custo médio da dívida bruta caiu para 14,16% ao ano. O caixa cobria 2,5 vezes as amortizações programadas até o fim de 2027.O aplicativo Multi registrou aumento de 16% nas sessões, com funcionalidades como carregamento de veículos elétricos e reservas de cinema e restaurantes em alta. O volume financeiro de vendas (GMV) associado ao programa de relacionamento cresceu cerca de 30% em setembro.

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IFI estima impacto fiscal de R$ 40 bi em medidas eleitorais; reforma tributária gera alíquota de 11,3% para CBS
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IFI estima impacto fiscal de R$ 40 bi em medidas eleitorais; reforma tributária gera alíquota de 11,3% para CBS

A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão consultivo do Senado Federal, estima que medidas anunciadas durante a campanha eleitoral à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva possam gerar um impacto fiscal de R$ 40 bilhões sem previsão no Orçamento deste ano e no de 2027. O cálculo abrange mudanças no Bolsa Família, perda de arrecadação com apostas de quota fixa (bets) e um pacote de benefícios para microempreendedores individuais (MEI). O valor não inclui outras propostas, como a ampliação do programa Pé-de-Meia para estudantes universitários e a gratuidade do transporte coletivo nos fins de semana.O relatório da IFI também alerta para a necessidade de um ajuste fiscal para estabilizar a dívida pública, projetando um déficit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano e de até 1% do PIB em 2027, considerando os novos compromissos. Para estabilizar a relação dívida pública/PIB, a instituição calcula a necessidade de um superávit primário de 2,1% do PIB, o que demandaria um ajuste fiscal de cerca de 3 pontos percentuais do PIB.Reforma Tributária: Alíquota da CBS gera preocupaçãoParalelamente, a reforma tributária avança com a definição de números que geram apreensão. O Tribunal de Contas da União (TCU) calculou uma alíquota de referência de 11,3% para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributo federal que substituirá PIS e Cofins a partir de janeiro. Especialistas e entidades como a Abrasca (Associação Brasileira das Companhias Abertas) consideram o percentual acima do esperado, temendo um aumento da carga tributária geral.A expectativa inicial era de uma alíquota próxima de 9,2%. Com a referência de 11,3% para a CBS, a soma com o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de estados e municípios, pode chegar a cerca de 30% quando o novo sistema de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual estiver plenamente implementado, o que seria o maior IVA do mundo. A alíquota da CBS será encaminhada ao Senado, que tem até 15 de dezembro para deliberar sobre o percentual. Caso não haja definição, prevalecerão os 11,3% calculados pelo TCU.Setor produtivo alerta para aumento de impostosA Abrasca manifestou preocupação com a alíquota da CBS e com a possibilidade de o governo federal elevar, por decreto, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre instrumentos de financiamento. A entidade defende que o ajuste fiscal seja feito pela eficiência dos gastos públicos, sem novos aumentos de impostos. A associação aponta que a alíquota de 11,3% da CBS reflete a ampliação de benefícios fiscais e regimes diferenciados durante a tramitação da reforma, o que exige compensação com alíquotas maiores para os demais contribuintes. A Abrasca cobra que o princípio de neutralidade da carga tributária, compromisso da reforma, seja respeitado.A associação também critica a possibilidade de o governo alterar a tributação de títulos como LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas por decreto, sem passar pelo Congresso. Em 2025, o Legislativo rejeitou iniciativas de aumento da tributação sobre esses instrumentos. Para a Abrasca, retomar essas medidas seria contornar decisões anteriores do Congresso e encareceria o crédito, prejudicando investimentos produtivos. O presidente-executivo da Abrasca, Cátilo Cândido, afirmou que a carga tributária já é elevada e não deve aumentar, nem pela calibragem da reforma, nem por decreto.Próximos passos e desafios fiscaisO relatório da IFI também aborda outros pontos de atenção, como operações de crédito da União, que tiveram saídas líquidas de R$ 180,5 bilhões nos dez primeiros meses deste ano, e projeções para a Previdência e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A instituição recomenda a apresentação de um plano fiscal para os próximos quatro anos e a definição do comando do Ministério da Fazenda para trazer segurança aos mercados financeiros.O Ministério do Planejamento e Orçamento informou que pretende remanejar R$ 20 bilhões do Orçamento de 2027 para cobrir parte dos novos gastos, com o restante sendo coberto pela revisão de estimativas de gastos obrigatórios. A mensagem de alteração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 será enviada ao Congresso. Para este ano, os impactos são considerados residuais, pois a maioria das medidas só entra em vigor no próximo ano.

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Governo define diretrizes para leilão de energia em sistemas isolados do Norte
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Governo define diretrizes para leilão de energia em sistemas isolados do Norte

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou nesta quinta-feira (29.out.2026) a minuta da portaria que estabelece as diretrizes para o Leilão para Suprimento aos Sistemas Isolados 2027 (LSI 2027). O certame, previsto para junho do próximo ano, tem como objetivo contratar fornecimento de energia e potência elétrica para os sistemas isolados da Região Norte do Brasil. Estes sistemas são instalações ou redes de distribuição que não possuem conexão com a rede elétrica nacional e dependem de geração local para o abastecimento.A proposta, que está em consulta pública até 17 de novembro, define a disputa em 8 lotes, totalizando aproximadamente 123,66 MW em necessidade de potência. O suprimento contratado será destinado a 31 localidades nos estados do Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia e Acre, com a projeção de atender uma população estimada de 482.701 habitantes. Os períodos de suprimento contratado variam para cada local, com prazos de até 180 meses.Diretrizes para fontes renováveis e combustíveisUma das principais diretrizes estabelecidas pela minuta é que os empreendimentos contratados deverão ter participação mínima de 30% da energia gerada a partir de fontes renováveis. Há a possibilidade de uso de sistemas de armazenamento de energia para cumprir essa exigência. No entanto, projetos com período de suprimento igual ou inferior a 60 meses, ou que utilizem gás natural como combustível principal, estarão isentos dessa obrigatoriedade.A proposta também prevê a criação de um grupo de trabalho temporário, com reuniões mensais, para acompanhar o cronograma do leilão. Este grupo terá a função de identificar riscos e eventuais entraves técnicos, regulatórios e operacionais do processo. Além do MME, o colegiado contará com a participação de integrantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).Planejamento de longo prazo e sustentabilidadeO cronograma de leilões do MME para os próximos quatro anos inclui certames para sistemas isolados em 2027 e 2029. O planejamento divulgado em setembro estabelece que o atendimento será condicionado à expansão planejada pela EPE ou ao direcionamento estratégico de substituição de geração térmica com combustível fóssil por fontes renováveis.Essa regra assegura que a realização de novos leilões ocorra apenas quando houver necessidade real de carga ou quando existir uma diretriz clara para a descarbonização da matriz energética dessas regiões, promovendo a substituição de fontes poluentes por soluções mais limpas e sustentáveis. A proposta de formulação dos preços de referência e dos custos de combustível para a disputa foi apresentada pela EPE em seu Informe Técnico.

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Bolsas de NY caem com juros e Alphabet; Ibovespa recua com incerteza fiscal
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Bolsas de NY caem com juros e Alphabet; Ibovespa recua com incerteza fiscal

As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta quinta-feira (29) em queda, estendendo as perdas da véspera. A pressão veio da expectativa de uma nova alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed) em dezembro e do tombo expressivo da Alphabet, controladora do Google, após a divulgação de seus resultados trimestrais. O setor de tecnologia, em bloco, sentiu o impacto, com o Nasdaq registrando a maior baixa.O Dow Jones caiu 0,25%, o S&P 500 perdeu 0,31%, e o Nasdaq recuou 1,38%. A Alphabet, em particular, sofreu sua maior queda percentual histórica, perdendo cerca de meio trilhão de dólares em valor de mercado, após apresentar um fluxo de caixa livre negativo e lucro por ação ajustado abaixo do esperado.Expectativa de juros e balanços abalam Wall StreetA possibilidade de o Federal Reserve aumentar as taxas de juros em dezembro pesou sobre o sentimento do mercado. Apesar de dados como o Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE) e o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA terem vindo em linha ou acima do esperado, a cautela prevaleceu.O PCE, medida preferida do Fed para inflação, acelerou em setembro, com alta de 0,5% na comparação mensal e 3,6% no acumulado do ano. Já o PIB do terceiro trimestre avançou a uma taxa anualizada de 3,4%, demonstrando uma aceleração em relação ao trimestre anterior.No setor de tecnologia, a performance mista das gigantes de tecnologia expôs as diferentes estratégias para sustentar investimentos em inteligência artificial (IA). A Microsoft, por exemplo, atraiu demanda extraordinária por sua oferta de títulos, enquanto a Marvell Technology caiu após notícias sobre negociações de compra.Brasil: Incerteza fiscal e espera por ministros pressionam IbovespaNo Brasil, o Ibovespa encerrou o dia com queda de 1,06%, aos 169.186,42 pontos, acumulando a quarta sessão consecutiva de perdas. O principal índice da bolsa brasileira foi pressionado pela deterioração das expectativas sobre a trajetória de juros e pela incerteza em torno do plano econômico do novo governo.O dólar à vista acompanhou o mau humor externo e a instabilidade doméstica, fechando em alta de 0,89%, a R$ 5,3878. Investidores aguardam novidades sobre a formação do Ministério da Fazenda, com a possível nomeação do governador Rafael Fonteles.A possível tributação de títulos isentos, como LCI e LCA, também esteve no radar, aumentando a cautela no mercado.Destaques do dia e próximos passosEntre os destaques do Ibovespa, a Gerdau liderou a ponta positiva com revisões otimistas de bancos, enquanto a Minerva sofreu as maiores perdas. As blue chips como Vale e Petrobras também apresentaram quedas, refletindo o cenário de incertezas.A Boeing e a Nike se recuperaram de quedas anteriores, com ganhos superiores a 3%. A Amazon e a Intel divulgaram resultados após o fechamento do mercado.Os investidores seguirão atentos aos próximos indicadores econômicos dos EUA e às definições políticas no Brasil para antecipar os movimentos do mercado.

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Vale divulga balanço do 3º tri com Ebitda projetado em queda de 14%
Geral29 de out.

Vale divulga balanço do 3º tri com Ebitda projetado em queda de 14%

A Vale (VALE3) divulgará seus resultados do terceiro trimestre de 2026 nesta quinta-feira (29), após o fechamento do mercado. Analistas de mercado, como os do Itaú BBA, JPMorgan e Safra, preveem um desempenho financeiro pressionado, com destaque para a queda esperada no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). O Itaú BBA projeta um Ebitda proforma de US$ 3,5 bilhões, o que representa uma retração de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa métrica exclui efeitos de acordos como os de Brumadinho e Mariana, buscando uma leitura mais fiel do desempenho operacional.Queda nos indicadores operacionais e de custosA principal causa para a expectativa de resultados mais fracos é a desvalorização do minério de ferro, principal produto da mineradora. O preço médio de venda da commodity deve ter caído cerca de 7% no trimestre, para US$ 88 por tonelada, segundo o Itaú BBA. Além disso, o aumento dos custos operacionais e logísticos, como o frete, também pressionam a rentabilidade. Mesmo com um aumento estimado de 4% nos embarques de minério de ferro, a alta nas despesas de transporte tende a anular os ganhos de volume.O segmento de ferrosos, que é a principal fonte de geração de caixa da Vale, deve fechar o trimestre com Ebitda estimado em US$ 2,66 bilhões na projeção do Itaú BBA, uma queda de 13% em relação ao trimestre anterior. A divisão de Metais Básicos também deve apresentar um desempenho negativo, com o Itaú BBA projetando um Ebitda de US$ 1,04 bilhão, 19% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Essa queda na divisão de Metais Básicos é atribuída a menores volumes de cobre produzidos após a parada da mina de Sossego e a preços mais baixos de níquel.Mudança na divulgação de relatóriosUma novidade para este trimestre é a consolidação das informações operacionais, de vendas e financeiras em um único documento, que passará a ser chamado de Relatório de Desempenho. Anteriormente, a Vale divulgava um Relatório de Produção e Vendas independente das demonstrações financeiras. Segundo a empresa, essa mudança visa simplificar a análise e proporcionar ao mercado uma visão mais completa e integrada dos resultados.A mineradora também realizará uma teleconferência com investidores no dia 30 de outubro para detalhar os números, com tradução simultânea para o português.

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13º salário em 2026: veja como o cálculo muda e o que muda para você
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13º salário em 2026: veja como o cálculo muda e o que muda para você

A partir de 2026, o cálculo do 13º salário sofrerá duas alterações importantes que podem impactar o valor líquido recebido pelos trabalhadores com carteira assinada. A primeira novidade é o reajuste da tabela do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que já ocorreu em janeiro deste ano. A segunda, e mais significativa para muitos, é a Lei 15.270/2025, que zerou o Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês, regra que se estende à gratificação natalina.Essas mudanças visam aumentar a renda disponível dos trabalhadores, especialmente aqueles com salários mais baixos. Com a isenção do IR para rendimentos de até R$ 5 mil, o valor líquido do 13º salário será maior para essa faixa de renda, pois o único desconto aplicável será o do INSS, calculado pela tabela progressiva que varia de 7,5% a 14%.Como o cálculo do 13º salário funcionaO 13º salário corresponde a uma remuneração mensal para quem trabalhou o ano inteiro. O valor bruto é calculado com base na remuneração de dezembro, dividida por 12 e multiplicada pelo número de meses trabalhados. Verbas salariais pagas com habitualidade, como horas extras, comissões, adicional noturno, insalubridade e periculosidade, entram na base de cálculo. Por outro lado, benefícios como vale-transporte e vale-refeição são excluídos.A regra dos 15 dias estabelece que cada mês trabalhado conta para o cálculo, desde que o empregado tenha cumprido pelo menos 15 dias no período. Faltas injustificadas só afetam o 13º se o total de dias trabalhados no mês for inferior a 15.Descontos e o impacto do Imposto de RendaOs descontos aplicados ao 13º salário são o INSS e, dependendo do valor, o Imposto de Renda. Em 2026, a isenção de IR para salários de até R$ 5 mil significa que quem recebe até esse valor não terá o imposto retido sobre a gratificação. Para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350, o IR tem uma redução parcial, que diminui conforme o valor aumenta. Acima desse patamar, o imposto segue a tabela tradicional sem abatimentos.Cada dependente pode reduzir a base de cálculo do IR em R$ 189,59, o que pode alterar o resultado apenas para quem está acima da faixa de isenção. O FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) de 8% incide sobre as duas parcelas do 13º, mas é um depósito feito pela empresa e não deduzido do valor recebido pelo trabalhador.Pagamento em parcelas e o valor líquidoO 13º salário pode ser pago em duas parcelas. A primeira, paga até 30 de novembro, corresponde à metade do salário do mês anterior, sem descontos. A segunda parcela, com prazo legal até 20 de dezembro (ou 18 de dezembro em 2026, por cair em um domingo), é o valor total da gratificação, deduzidos o INSS, o IR e o adiantamento já pago. Caso haja reajuste salarial em dezembro, a diferença é incluída na segunda parcela.Para um salário de R$ 3.000, o líquido em 2026 será de R$ 2.751,40, pois não haverá IR. Já para um salário de R$ 10.000, o líquido será de R$ 7.442,36, após os descontos de INSS e IR. A simulação considera salário fixo, sem horas extras, dependentes ou outras variáveis.

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Gestores alertam: Brasil pode ter período prolongado de pressão econômica
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Gestores alertam: Brasil pode ter período prolongado de pressão econômica

A falta de sinalizações claras sobre o ajuste fiscal e a condução das contas públicas no Brasil tem gerado preocupação entre gestores de recursos, que alertam para um possível período prolongado de pressão econômica no país. A avaliação é que a gestão das despesas públicas é o principal fator determinante para a confiança dos investidores e a trajetória da economia brasileira.Durante a Copa BTG Trader 2026, em São Paulo, executivos como Alfredo Menezes, CEO da Armor Capital, e Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, destacaram que a expansão dos gastos públicos em ritmo superior ao da atividade econômica pressiona a inflação, dificulta a redução dos juros e amplia o custo de financiamento do Estado e das empresas.Ajuste fiscal: pressão do mercado e câmbioAlfredo Menezes avalia que o novo governo pode não priorizar medidas fiscais enquanto os mercados não reagirem de forma mais contundente. Segundo ele, o Brasil precisa de um estresse financeiro para que o ajuste fiscal ocorra. O executivo aponta o câmbio como um dos principais fatores capazes de pressionar os parlamentares a agir, pois ele influencia diretamente os preços de diversos produtos e a inflação de alimentos. Sem uma reação mais forte do mercado, Menezes não vê o PT tomando medidas mais austeras.Mansueto Almeida reforça que o grande desafio do Brasil é segurar o crescimento do gasto público. Ele apresentou dados indicando que, nos últimos quatro anos, o gasto federal cresceu aproximadamente 22%, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) avançou cerca de 11%. Para ele, o ajuste fiscal deve ser acompanhado de reformas que aumentem a produtividade e melhorem o ambiente de negócios, e não apenas de cortes pontuais.Juros e Bolsa sob pressãoA incerteza fiscal tem impacto direto nos mercados. Menezes aponta os títulos prefixados de longo prazo como ativos mais sujeitos a sofrer, e a bolsa com expectativa de desempenho horizontal, embora alguns papéis possam se destacar. Claudio Coppola, da Venice Invest, compartilha a preocupação, afirmando que o discurso de vitória de Lula não trouxe indicações claras de ajuste fiscal.Mansueto Almeida alerta que a dificuldade em demonstrar como controlar o crescimento das despesas públicas pode comprometer a continuidade do ciclo de redução dos juros. Ele afirma que, se não houver redução no gasto público, o ciclo de juros pode ter acabado, afetando a capacidade do Banco Central de continuar cortando a Selic. A manutenção de juros elevados afeta o custo de financiamento do governo, das empresas e das famílias, desestimulando investimentos.O economista também destaca que a taxa de juros real dos títulos públicos indexados à inflação (NTN-Bs) tem se mantido em patamares elevados, próximos de 7,5% a 8% ao ano, refletindo a dificuldade do mercado em acreditar na sustentabilidade fiscal do país. Uma queda consistente dessas taxas seria um sinal de recuperação da confiança.Próximos passos: equipe econômica e plano fiscalA definição da equipe econômica e a apresentação de um plano consistente para controlar as despesas públicas são consideradas determinantes para recuperar a confiança dos investidores. Mansueto Almeida ressalta que o mercado precisa conhecer os nomes responsáveis pela condução da política econômica e, principalmente, as propostas para desacelerar o crescimento dos gastos. A credibilidade da política econômica, aliada a um ambiente de juros mais baixos e previsibilidade, pode atrair investimentos estrangeiros e impulsionar o crescimento.O economista vê potencial no Brasil, com setores como energia, agronegócio e petróleo, mas condiciona o cenário à capacidade do país de organizar suas contas públicas e avançar nas reformas. "O Brasil tem tudo para dar certo, desde que a gente faça o dever de casa", conclui.

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Boicotes e demissões pós-eleição geram insegurança para empresários e trabalhadores
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Boicotes e demissões pós-eleição geram insegurança para empresários e trabalhadores

Empresários e trabalhadores enfrentam as consequências da polarização política após as eleições, com relatos de boicotes a estabelecimentos e demissões motivadas por posicionamentos ideológicos. Listas de empresas consideradas apoiadoras de um determinado candidato circularam nas redes sociais, levando a cancelamentos de contratos, perda de seguidores e receio de prejuízos financeiros. Paralelamente, trabalhadores relatam ter sido dispensados após o resultado eleitoral e temem novas retaliações caso denunciem as práticas.A advogada especialista em direito do trabalho e previdenciário, Laura Crisóstomo, explica que a decisão individual de não consumir em um estabelecimento não é ilegal. No entanto, a situação muda quando há uma mobilização organizada com o objetivo de discriminar ou prejudicar empresas por causa do posicionamento político de seus proprietários. "Pela prática que estamos vendo, está sendo ilegal. Além de falar que não vai consumir, estão gerando discriminação contra os empresários por causa do posicionamento político", afirma.Empresários buscam conter prejuízos e violênciaEm Santos (SP), uma lista reuniu 33 empresas, levando empreendedores a se articular para discutir medidas contra os boicotes. Ludmilla Rossi, CEO do Juicyhub, relatou o cancelamento de dois contratos após a inclusão de sua empresa na lista, que chegou a ser propagada em imagens criadas por inteligência artificial. Ela também observou uma queda de 2 mil seguidores em um dos canais da empresa."Estamos assustados", disse Ludmilla, que decidiu gravar vídeos para questionar a divulgação das listas e alertar sobre a violência que, segundo ela, o grupo estaria incitando. Sua preocupação se estende aos efeitos sobre a economia local, caso consumidores deixem de frequentar estabelecimentos por preferências políticas. "Eu não entendi esse boicote econômico, sendo que vai prejudicar todo mundo", lamentou.Em Juiz de Fora (MG), outra lista com 49 negócios impactou a empresária Juliana Faria, que mantém uma consultoria de vendas e um coworking. Ela se posicionou contra discursos contrários ao voto feminino e buscou tranquilizar as mulheres que frequentam seu espaço. Embora não tenha tido contratos cancelados formalmente, negociações importantes foram adiadas. Um instituto que recebe ajuda do coworking também sofreu cancelamentos.A maquiadora Rapha Maranha, também na lista de Juiz de Fora, teve todos os seus contratos de maquiagem para casamentos cancelados até o final do ano. A advogada Laura Crisóstomo ressalta que empresários impactados podem recorrer à Justiça para tentar interromper a divulgação de conteúdos lesivos e buscar reparação por danos, mas a responsabilização depende das provas de cada caso.Trabalhadores relatam demissões e temem denúnciasO ambiente de trabalho também reflete a polarização. O Ministério Público do Trabalho (MPT) já recebeu 3.754 denúncias de assédio eleitoral em 2026, um aumento de 21,9% em um único dia. A advogada Laura Crisóstomo recebeu relatos de mais de 50 casos de demissão relacionados a posicionamentos políticos.Comprovar o assédio eleitoral pode ser difícil, especialmente quando o empregador não apresenta formalmente a motivação política. "É muito difícil conseguir provar que houve assédio eleitoral, mas o trabalhador sabe porque viveu aquilo", explica. Mensagens, gravações e testemunhos podem servir como prova. Se comprovada a relação entre a demissão e a preferência política, podem ser discutidas reintegração ou indenização.Uma diarista, que preferiu não se identificar, relatou ter sido dispensada com a cunhada após 14 anos na mesma residência, na zona oeste do Rio de Janeiro, por terem votado em Lula. Ela teme represálias caso denuncie o antigo empregador. Outro caso é o de Betisa Souza, em Parauapebas (PA), dispensada após 42 dias de trabalho, com a justificativa de que votava em Lula e era "muito enjoada com política". Ela também prefere não identificar a empresa por medo de retaliações.

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Raízen reestrutura dívida e vende parte de distribuição de combustíveis
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Raízen reestrutura dívida e vende parte de distribuição de combustíveis

A fabricante brasileira de biocombustíveis Raízen está avançando em uma ampla reestruturação que inclui a venda de uma parte de seu negócio de distribuição de combustíveis e a concessão de uma participação relevante à acionista Shell nessa unidade. A operação visa reorganizar a companhia, que enfrenta dificuldades financeiras decorrentes de decisões estratégicas, juros elevados e safras fracas. Os acionistas devem aprovar as etapas finais da reorganização em uma assembleia na sexta-feira (30).Após a votação, a empresa buscará um sócio para sua unidade de distribuição de combustíveis, que opera postos com a marca Shell. Essa unidade se beneficiou recentemente do aumento dos preços do diesel e da limitação de importadores, em contraste com a divisão de açúcar e etanol, que enfrentou dificuldades com o aumento da oferta de biocombustíveis e preços baixos de commodities.Reestruturação e participação acionáriaA reestruturação prevê a conversão de dívidas em participação acionária, o que dará aos credores mais de 80% do capital da companhia. A Shell terá uma participação inferior a 20% na empresa de distribuição de combustíveis após essa conversão e direitos relacionados ao uso de sua marca, incluindo poder opinar na escolha de um sócio. A operação inclui uma cláusula de "poison pill" (pílula de veneno), um mecanismo de proteção contra mudanças no controle acionário, que exigirá uma oferta pública caso outro acionista ultrapasse 25% da unidade de combustíveis.A Raízen já havia chegado a um acordo com credores em março para reestruturar, extrajudicialmente, cerca de R$ 65 bilhões em dívidas. No início desta semana, a empresa fechou um acordo tributário com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Receita Federal para resolver R$ 22,4 bilhões em passivos fiscais, pagando R$ 2,5 bilhões à vista como condição para a reestruturação.Troca de comando e divisões estratégicasCom as mudanças, Lorival Luz, atual diretor financeiro (CFO), será nomeado presidente-executivo (CEO) da empresa de distribuição de combustíveis. Sam Aguirre, diretor-gerente sênior da FTI Consulting, que assessorou bancos na reestruturação, será nomeado presidente do conselho de administração dessa unidade.O negócio de produção de açúcar e etanol será separado em outra empresa, comandada por Geovane Consul. Essa divisão também terá uma cláusula de "poison pill", acionada caso algum acionista alcance participação igual ou superior a 20%. Julio Piza será nomeado presidente do conselho de administração dessa unidade.Interesse de novos investidoresAs mudanças na Raízen ocorrem em meio ao interesse de possíveis compradores em adquirir a dívida da companhia antes da conversão em ações. Produtoras de biocombustíveis como a FS e fundos como o Mubadala Investment Co. (fundo soberano de Abu Dhabi) e o grupo IG4 Capital manifestaram interesse anteriormente. A FS contratou o Morgan Stanley para assessorá-la em uma possível aquisição de créditos, embora as conversas ainda estejam em estágio preliminar.As finanças da Raízen apresentaram sinais de melhora recente, com geração de caixa operacional positiva no período de abril a junho. A empresa, controlada conjuntamente pela Shell e pelo conglomerado brasileiro Cosan, busca reduzir sua alavancagem através da venda de ativos e da reestruturação de suas dívidas.

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Lula amplia votação em 36% em Goiânia; Flávio Bolsonaro recua em 7 regiões
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Lula amplia votação em 36% em Goiânia; Flávio Bolsonaro recua em 7 regiões

O presidente eleito Lula (PT) ampliou sua votação em mais de 30% em seis regiões metropolitanas brasileiras na comparação entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2026. Em três dessas áreas, o petista reverteu o placar em relação ao primeiro turno. Em contrapartida, o candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL), viu sua votação recuar em sete regiões metropolitanas, incluindo grandes centros urbanos e seus entornos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).A região metropolitana de Goiânia (GO) registrou o maior crescimento proporcional na votação de Lula, com 36,42%. Outras regiões com aumentos expressivos foram Sorocaba (SP) com 31,06%, Jundiaí (SP) com 30,73%, Piracicaba (SP) com 30,66%, Vale do Itajaí (SC) com 30,63% e Londrina (PR) com 30,59%.Crescimento e recuo de Flávio BolsonaroEm contraste, Flávio Bolsonaro registrou crescimento de dois dígitos em apenas três regiões metropolitanas: Goiânia (GO) com 17,38%, São Paulo (SP) com 11,35% e Londrina (PR) com 10,38%. No entanto, o candidato do PL teve queda em sete regiões metropolitanas, sendo a mais acentuada na região Central de Roraima (RR), com um recuo de 14,67%. Lula, por sua vez, teve uma queda de apenas 2,45% na mesma região.Na região metropolitana de São Paulo, apesar do crescimento de 11% de Flávio Bolsonaro, Lula ampliou seus votos em 26,89%. O presidente eleito conquistou 1,4 milhão de votos adicionais na Grande São Paulo, passando de 5,3 milhões para 6,7 milhões. Já o senador ganhou 585 mil votos, de 5,1 milhões para 5,7 milhões.Mudanças em relação a 2022A análise comparativa entre os resultados do segundo turno de 2022 e 2026 revela que o vencedor foi o mesmo em 76 das 78 regiões metropolitanas brasileiras. A principal diferença é que Lula reverteu o resultado em Maceió (AL) e Macapá (AP), regiões onde Jair Bolsonaro havia vencido em 2022, mas que agora foram conquistadas pelo petista contra Flávio Bolsonaro.Entre as regiões metropolitanas das capitais, os maiores crescimentos proporcionais na votação de Lula foram registrados em Goiânia (36,42%), Curitiba (27,73%), São Paulo (26,89%), Belo Horizonte (25,57%) e Porto Alegre (23,84%). Flávio Bolsonaro teve seus maiores crescimentos em Goiânia (17,38%), São Paulo (11,35%), Curitiba (10,78%), Belo Horizonte (9,74%) e Porto Alegre (9,33%).

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Diesel S-10 sobe 2,55% em outubro; gasolina e etanol têm queda e alta, respectivamente
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Diesel S-10 sobe 2,55% em outubro; gasolina e etanol têm queda e alta, respectivamente

O preço do diesel S-10 continuou em trajetória de alta em outubro, registrando um aumento médio de 2,55% na comparação com setembro, segundo levantamento da ValeCard. O litro do combustível passou de R$ 7,333 para R$ 7,520, acumulando uma elevação de aproximadamente 5% nos últimos dois meses. A alta atingiu 23 unidades federativas, com 19 delas apresentando variação percentual superior à de setembro.Em contrapartida, a gasolina apresentou uma leve queda de 0,29% na média nacional, com o preço médio caindo de R$ 6,768 para R$ 6,748. A redução foi observada em 20 das 27 unidades federativas. Já o etanol registrou um aumento de 0,52%, passando de R$ 4,338 para R$ 4,361, apesar de ter ficado mais barato em 18 estados.Competitividade do Etanol AmpliadaApesar da alta geral, a ValeCard destacou que o etanol ampliou sua competitividade em relação à gasolina. Em outubro, o biocombustível representou até 70% do valor da gasolina em 21 estados, quatro a mais que em setembro. A região Nordeste foi a que mais apresentou essa mudança, com o número de estados onde o etanol se mostrou mais vantajoso saltando de três para oito, acompanhando a redução de preços do biocombustível em toda a região.O levantamento da ValeCard considerou transações realizadas entre os dias 1º e 26 de outubro de 2026 em mais de 25 mil postos credenciados em todo o país.Medidas Governamentais em VigorA evolução dos preços dos combustíveis ocorre em meio à continuidade das medidas federais destinadas a mitigar os efeitos das pressões internacionais. Em outubro, o governo federal ampliou a desoneração da gasolina, prorrogou a desoneração do etanol, reforçou a subvenção aos produtores do biocombustível e anunciou um benefício adicional para o diesel importado.Na última terça-feira (27), foi anunciada a renovação, por mais 30 dias, da subvenção de R$ 2,12 por litro ao diesel rodoviário, diante da persistência das pressões internacionais sobre os custos do combustível.Cenário de Pressão e Oscilações RegionaisMarcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, ressaltou que a alta do diesel em outubro se mostrou disseminada pelo país e ganhou força na média nacional. "Embora quatro estados tenham registrado queda depois das altas de setembro, o cenário ainda é de pressão sobre os preços", afirmou.A explicação para as oscilações regionais, segundo a empresa, reside nas condições de oferta e demanda, que ganham relevância com a prorrogação das medidas de contenção. O mercado segue pressionado, mas com comportamentos cada vez mais distintos entre os estados. A ValeCard reforça a importância do acompanhamento contínuo da evolução dos preços dos combustíveis para identificar tendências e oportunidades de economia.

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TSE julgará 29 ações contra Lula e Flávio Bolsonaro
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TSE julgará 29 ações contra Lula e Flávio Bolsonaro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda analisará 29 Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que têm como alvos o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Essas ações cíveis, que podem ter desdobramentos penais, visam apurar irregularidades como abuso de poder econômico, político ou de autoridade, além do uso indevido de meios de comunicação e transporte, com o objetivo de garantir a igualdade entre os candidatos durante as campanhas.De acordo com levantamento no site de consulta pública do TSE, Lula é alvo de 15 AIJEs. Deste total, 13 foram protocoladas pela equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro, e duas pelo Partido Novo. Já o senador Flávio Bolsonaro responde a 14 processos do mesmo tipo. Nove dessas ações foram iniciadas pela campanha de Lula, enquanto as outras cinco foram ajuizadas pelos deputados estaduais de São Paulo, Guilherme Cortez (PSOL) e Paula Nunes (PSOL), e pelo advogado Fábio de Oliveira Ribeiro.O que são as AIJEs e seus objetivosAs Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) são instrumentos jurídicos utilizados para apurar condutas que possam ter violado a legislação eleitoral. Elas podem envolver desde a distribuição de material de campanha irregular até o uso da máquina pública em benefício de um candidato.O principal objetivo dessas ações é assegurar a lisura do processo eleitoral e a paridade de condições entre os concorrentes. Ao investigar e, se for o caso, punir irregularidades, a Justiça Eleitoral busca manter a integridade do pleito e a confiança da população no sistema democrático.Judicialização das campanhas e o posicionamento do TSEA elevada quantidade de processos judiciais em campanhas eleitorais foi um ponto destacado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Em seu discurso após a declaração do resultado das eleições presidenciais, ele ressaltou a necessidade de um exame minucioso para cada caso."Cada processo exige exame, contraditório, análise técnica, fundamentação e, quando cabível, apreciação colegiada. A celeridade é indispensável em matéria eleitoral, mas a celeridade não pode se sobrepor à adequada prestação jurisdicional", afirmou Nunes Marques, enfatizando o equilíbrio entre a rapidez necessária e a garantia de um julgamento justo.Volume total de processos eleitoraisAlém das AIJEs, a Justiça Eleitoral registrou um volume significativo de outros tipos de processos submetidos ao TSE. Ao todo, foram 2.265 processos, incluindo 827 representações e 446 pedidos de direito de resposta. Esses números refletem a intensa atividade judicial que acompanha o período eleitoral, com diversas partes buscando a proteção de seus direitos ou a apuração de supostas irregularidades.

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Governo Lula mira aumento de investimento para 21% do PIB em 2024
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Governo Lula mira aumento de investimento para 21% do PIB em 2024

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscará elevar a taxa de investimento do Brasil para algo entre 20% e 21% do Produto Interno Bruto (PIB) durante o quarto mandato. A informação foi divulgada pelo senador eleito Rui Costa (PT-BA), ex-ministro da Casa Civil, em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta quinta-feira (29).Segundo Costa, o objetivo é melhorar a infraestrutura do país e, consequentemente, reduzir os custos de produção, tanto para o setor industrial quanto para o agrícola. O plano prevê um aumento em relação aos atuais 17% de investimento do PIB, visando maior competitividade para a economia brasileira.Conciliação com Metas Fiscais e Dívida PúblicaRui Costa assegurou que o aumento dos investimentos será compatível com o cumprimento das metas fiscais estabelecidas pelo governo e com as promessas feitas por Lula durante a campanha eleitoral. "Tudo que o presidente anunciou ao longo da sua caminhada este ano vai ser cumprido. Vai cumprir e vai garantir, ao mesmo tempo, o cumprimento dos seus objetivos fiscais. As duas coisas podem e devem caminhar conjuntamente", declarou.A estratégia para a redução do endividamento público também foi abordada. O senador eleito explicou que o foco será no crescimento da economia. "Na medida em que a economia cresce, você dilui, numa economia maior, a mesma dívida e, portanto, tem uma redução da dívida. Esse será o foco", afirmou.Redução de Juros e Estímulo à AtividadeA política econômica delineada inclui a redução da taxa de juros como um dos pilares para conciliar o controle da inflação com o estímulo à atividade econômica. A proposta é manter uma política que contenha os preços, ao mesmo tempo em que fomenta o desenvolvimento e o crescimento do país.Para impulsionar a infraestrutura e a competitividade, o governo pretende utilizar concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs). Rui Costa destacou que o governo federal tem atuado em parceria com estados e municípios nesses projetos.Grandes Leilões de Infraestrutura PrevistosO plano de investimento em infraestrutura se concretizará através de grandes leilões. Um exemplo citado é o da BR 116 e da BR 324, na Bahia, conhecido como Rota 2 de Julho. Este leilão está agendado para 18 de dezembro e abrange 653,3 quilômetros de rodovias, com um contrato de 30 anos e previsão de R$ 14,3 bilhões em investimentos.Outras áreas que receberão atenção incluem a melhoria da infraestrutura de ferrovias, portos e aeroportos. Essas ações são vistas como fundamentais para que o setor produtivo privado consiga reduzir seus custos operacionais e aumentar sua capacidade competitiva no mercado.

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MP da Bahia apura suspeita de xenofobia contra jogador do Bahia, Willian José
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MP da Bahia apura suspeita de xenofobia contra jogador do Bahia, Willian José

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou um procedimento para apurar uma suspeita de xenofobia contra o atacante Willian José, do Bahia. A investigação teve início após o jogador compartilhar, nas redes sociais, uma publicação que se referia ao Nordeste como "câncer do país", em meio ao contexto do segundo turno das eleições presidenciais.O caso está sob responsabilidade da Promotoria de Justiça de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa e não possui um prazo definido para conclusão. O objetivo é determinar se a conduta do atleta se enquadra no crime de xenofobia e se ele poderá ser indiciado.Afastamento e repercussãoDevido à repercussão negativa do caso, Willian José foi afastado do jogo contra o São Paulo, realizado na Fonte Nova. A situação gerou forte reação de parte da torcida, que chegou a pedir a rescisão de seu contrato, válido até dezembro deste ano.Após o afastamento, o jogador repostou outros conteúdos que criticavam o resultado das eleições e faziam menção a um boicote ao Nordeste e a eleitores do presidente eleito. Em uma das postagens, um médico expressava que não pretendia ajudar eleitores do vencedor da eleição.Posicionamento do jogadorNatural de Alagoas, Willian José se manifestou sobre o ocorrido em suas redes sociais. Ele afirmou que a publicação original tinha como intenção questionar a atuação dos políticos e defender melhorias nas condições de vida da população nordestina."Sou nordestino e moro no Nordeste! Minha família é nordestina. Sei o que nosso povo passa e o quanto luta", declarou o atacante. Ele também ressaltou que sua intenção era chamar a atenção para temas como educação, saúde, segurança e qualidade de vida, e defendeu uma avaliação mais criteriosa dos eleitores em suas escolhas nas urnas.Posição do BahiaO Bahia emitiu uma nota oficial na terça-feira (27) posicionando-se sobre o episódio. O clube declarou que não compactua com manifestações de ódio, xenofobia ou preconceito e reafirmou seu compromisso com a defesa do Nordeste, de sua população e de sua cultura.A instituição informou que o assunto foi tratado internamente e que o conteúdo compartilhado pelo jogador não reflete os valores do clube. O Bahia também reiterou seu caráter apartidário e destacou que o respeito à diversidade, à dignidade e à identidade nordestina são princípios inegociáveis.

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Lula deve convidar Rafael Fonteles para Ministério da Fazenda na próxima semana
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Lula deve convidar Rafael Fonteles para Ministério da Fazenda na próxima semana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve viajar ao Piauí na próxima semana para convidar pessoalmente o governador reeleito Rafael Fonteles (PT) a assumir o Ministério da Fazenda. A informação, divulgada pela Rádio CBN, indica que o encontro deve ocorrer entre terça-feira (3) e quarta-feira (4).Apesar da intenção do presidente, aliados de Fonteles teriam aconselhado o governador a permanecer no Piauí por pelo menos um ano antes de aceitar um cargo em Brasília. O principal motivo apontado é o risco de desgaste com a população do estado, que reelegeu Fonteles com mais de 70% dos votos válidos no primeiro turno.Pressão do mercado e perfil técnicoApesar das ressalvas de aliados locais, o nome de Rafael Fonteles conta com a simpatia do mercado financeiro, que vê seu perfil técnico como um ponto positivo. Antes de ser eleito governador em 2022, Fonteles atuou como secretário da Fazenda do Piauí, demonstrando responsabilidade com o compromisso fiscal e a gestão rigorosa das contas públicas.A pressão do mercado financeiro, que considera Fonteles um nome adequado para a pasta, pode ser um argumento forte para Lula na negociação. A capacidade de Fonteles em manter a responsabilidade fiscal é vista como um diferencial importante em um momento de atenção às contas públicas do país.Pronunciamento e mobilização de apoiadoresEm paralelo à articulação para o Ministério da Fazenda, Lula anunciou que fará um pronunciamento à nação na próxima semana. O presidente, que tem se recuperado de uma rouquidão, cancelou uma live que faria com o deputado André Janones (Rede-MG) nesta quinta-feira (29), mas confirmou a intenção de realizá-la em breve.Em áudio enviado a um grupo de WhatsApp, Lula expressou gratidão aos jovens, mulheres e idosos, grupos que ele considera fundamentais para sua eleição. Ele afirmou que pretende mobilizar seus apoiadores para que voltem à atividade plena na próxima semana, com o objetivo de "fazer com que a verdade prevaleça nesse país e a mentira desapareça de uma vez por todas".O presidente declarou que sua eleição foi uma vitória do povo brasileiro e que ele carrega a responsabilidade de honrar a confiança depositada por esses grupos. A expectativa é que, após a recuperação de sua voz, Lula detalhe seus planos e diretrizes para o país em seu pronunciamento e na live com Janones.

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PT se prepara para sucessão de Lula em 2030 e discute base aliada
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PT se prepara para sucessão de Lula em 2030 e discute base aliada

O Partido dos Trabalhadores (PT) já se prepara para o cenário pós-Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de formar um sucessor para a eleição presidencial de 2030. Após a vitória de Lula nas urnas, o partido terá quatro anos para fortalecer sua base e permitir que uma nova liderança emerja naturalmente, segundo o presidente do PT, Edinho Silva. Em entrevista ao O Globo, Silva afirmou que a força do partido é o maior legado de Lula e que, se o PT estiver organizado e em sintonia com a população, a liderança para 2030 surgirá. Mudanças e Legado do Governo Edinho Silva reconheceu erros cometidos durante o primeiro turno das eleições deste ano e destacou os desafios enfrentados por Lula, como o "poder econômico brasileiro, as big techs, e a ingerência do Trump". Ele defendeu o trabalho do governo em relação às contas públicas, mencionando que Lula recebeu os cofres com um déficit de 2,6% e entregará uma Lei Orçamentária prevendo superávit ao final do terceiro mandato. Silva criticou a falta de reconhecimento do esforço em criar o arcabouço fiscal, realizar a Reforma Tributária e enfrentar privilégios, apesar da entrega do superávit. Base Aliada e Lealdade Política Sobre a formação do próximo governo, o presidente do PT indicou que a sigla estará aberta a conversas com partidos aliados para construir uma base de sustentação política. No entanto, Edinho Silva ressaltou que será cobrada lealdade política daqueles que se dispuserem a compor o governo. A intenção é manter o partido mobilizado e aberto a todas as negociações necessárias para garantir a governabilidade. Posicionamento sobre o Banco Central Questionado sobre a política monetária e a possível permanência de Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central (BC), Edinho Silva evitou comentários diretos. Ele apenas mencionou que o BC "perdeu o timing" para a redução da taxa de juros antes da crise no Oriente Médio. Silva afirmou que as definições sobre cargos na autarquia caberão ao presidente Lula.

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Comissão da Câmara aprova diretrizes para ampliar acesso a remédios essenciais
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Comissão da Câmara aprova diretrizes para ampliar acesso a remédios essenciais

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que estabelece novas diretrizes para ampliar o acesso a remédios essenciais e de uso contínuo. O texto, que beneficia especialmente tratamentos para doenças crônicas como diabetes, hipertensão e câncer, foi aprovado na versão sugerida pela relatora, deputada Flávia Morais (MDB-GO), ao Projeto de Lei 108/11.O projeto original, de 2011, visava isentar de impostos federais medicamentos para diabetes e hipertensão. Ao longo de 15 anos, o texto foi ampliado para incorporar outras 26 propostas sobre o mesmo tema. No entanto, a relatora ressaltou que a aprovação da recente Reforma Tributária tornou desnecessária a criação de novas isenções por lei ordinária.Flávia Morais explicou que a nova legislação tributária já garante uma redução de 60% nos impostos sobre medicamentos em geral. Além disso, assegura imposto zero para produtos do Farmácia Popular e para remédios destinados ao tratamento de câncer, diabetes, hipertensão, doenças raras e outras enfermidades. "Esse conjunto mostra que o desafio atual não é cobrir tributos, mas sim integrar a assistência farmacêutica, a regulação sanitária e o controle econômico do mercado", afirmou a deputada.Diretrizes para acompanhamento e fiscalizaçãoO texto aprovado foca na gestão pública e no monitoramento do mercado farmacêutico. As diretrizes estabelecidas incluem a avaliação contínua das dificuldades de acesso a medicamentos, considerando fatores como preço e disponibilidade de produtos. A proposta também prevê a fiscalização para garantir que a redução de impostos se reflita no preço final pago pelos consumidores.Outro ponto importante é a integração entre a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O objetivo é criar dados que aprimorem o atendimento de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS).Propostas rejeitadas e próximos passosDurante a análise, a comissão descartou propostas que previam cortes genéricos de impostos, pedidos de isenção de ICMS (imposto estadual) e incentivos para marcas específicas de medicamentos. A intenção foi focar em um acesso mais amplo e equitativo.O projeto de lei tramita em caráter conclusivo, o que significa que, após a aprovação pela Comissão de Saúde, ele seguirá para análise das comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso aprovado por essas instâncias, o texto ainda precisará ser votado pelo Senado para se tornar lei.

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Avenue registra recorde de abertura de contas internacionais após eleição de Lula
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Avenue registra recorde de abertura de contas internacionais após eleição de Lula

A corretora Avenue registrou o maior número de pedidos de abertura de conta internacional em 2022 na segunda-feira, 26, dia seguinte à reeleição do presidente Lula (PT). Desde o fim da eleição, a empresa observa uma quantidade de solicitações de três a quatro vezes maior do que a média diária.Segundo Emmanuil Inglesis, Chief Financial Officer (CFO) da Avenue, o volume de captação de recursos também está três a quatro vezes acima da média diária. Ele atribui esse movimento à percepção de piora do cenário econômico por parte dos clientes após a vitória de Lula."O que a gente tem ouvido dos clientes depois do segundo turno é que o cenário macroeconômico no Brasil piorou bastante e eles estão com medo do que pode acontecer futuramente", disse Inglesis. "Esse comportamento a gente já observou em outras ocasiões parecidas, em que houve algum tipo de estresse macroeconômico ocasionado por política."Reação do mercado financeiroNa segunda-feira, 26, o dólar avançou 8,21% em relação ao real, sendo cotado a R$ 5,4029. Essa foi a maior variação percentual registrada desde 13 de janeiro de 1999, refletindo a surpresa de parte do mercado financeiro com o resultado eleitoral.A aposta predominante no mercado era a vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL), visto como mais propenso a avançar com um ajuste fiscal, apesar de seu discurso público de aumento de gastos.Comportamento pós-primeiro turnoApós o primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro, a Avenue também notou um aumento nos pedidos de abertura de contas. No entanto, Inglesis explicou que esse movimento foi motivado por um "senso de oportunidade"."No primeiro turno, a gente viu um movimento inverso. Foi um movimento em que o dólar respondeu caindo por causa do resultado do Flávio", explicou o CFO. "Vimos muitos clientes mandando dinheiro para a Avenue para aproveitar que o dólar caiu. O volume foi oito vezes a nossa média diária."No dia seguinte ao primeiro turno, quando o senador Flávio Bolsonaro recebeu 2,2 milhões de votos a mais que Lula, o dólar caiu 4,12%, fechando em R$ 5,0018.Perspectivas para a AvenueCom base nos eventos dos dois turnos eleitorais, Inglesis projeta que outubro será o melhor mês da história da Avenue em termos de captação de recursos.A empresa atualmente conta com cerca de 1 milhão de contas abertas.

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Bradesco BBI corta preço-alvo da Azul (AZUL3) para R$ 11 e vê recuperação mais lenta
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Bradesco BBI corta preço-alvo da Azul (AZUL3) para R$ 11 e vê recuperação mais lenta

O Bradesco BBI reduziu drasticamente o preço-alvo das ações da Azul (AZUL3), de R$ 22 para R$ 11 ao final de 2027, mantendo a recomendação neutra. A decisão reflete a análise dos analistas sobre as dificuldades operacionais e financeiras enfrentadas pela companhia aérea.Apesar de reconhecerem potenciais benefícios vindos da melhora operacional e de novas fontes de liquidez, o cenário de combustível mais caro, câmbio desfavorável e alta sensibilidade financeira da empresa limitam a visibilidade sobre a geração de caixa e a capacidade de redução de dívidas.Custos elevados e câmbio pressionam resultadosO BBI atualizou suas estimativas para a Azul, incorporando condições mais adversas. As projeções agora incluem uma curva de combustível 10% maior em 2026 e 22% superior em 2027. Além disso, as premissas cambiais foram elevadas em 7% para 2027 e 2028. Esses fatores impactam diretamente os custos operacionais e restringem a recuperação dos resultados financeiros da companhia.A própria Azul reconhece que sua recuperação pode demorar mais do que o previsto. O diretor financeiro, Antonio Carlos Garcia, afirmou à Reuters que a empresa mantém um plano de crescimento cauteloso, uma vez que os altos preços do combustível de aviação continuam a pressionar as margens, mesmo após a saída da recuperação judicial (Chapter 11) no início deste ano.Recuperação adiada e estratégia cautelosaA Azul espera encerrar 2026 com uma capacidade cerca de 5% menor em relação ao ano anterior. Essa estratégia já estava em curso antes do recente impacto nos preços do combustível. "Vemos uma recuperação em um estágio mais tardio do que antes", disse Garcia, indicando que o cronograma pode atrasar em um ano ou mais se os preços do combustível permanecerem elevados.No segundo trimestre, a companhia aérea reduziu sua capacidade em mais de 10% na comparação anual, como resposta direta à alta nos preços dos combustíveis. A expectativa é de que um crescimento modesto da capacidade seja retomado a partir do quarto trimestre. Garcia mencionou que a Azul está restabelecendo algumas frequências e colocando aeronaves de volta em operação, mas ressaltou que isso não deve ser interpretado como uma expansão agressiva.A empresa conseguiu repassar aos clientes, por meio das tarifas, entre 60% e 65% dos aumentos no preço do combustível de aviação. Em fevereiro, a Azul saiu do Chapter 11 após reestruturar seu balanço, e em agosto informou que sua dívida total havia caído para R$ 21,4 bilhões.

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Citi eleva recomendação da Motiva (MOTV3) para compra após queda exagerada das ações

O banco de investimento Citi elevou a recomendação das ações da Motiva (MOTV3) de neutro para compra. A decisão ocorre após uma forte onda de vendas das ações da companhia, desencadeada pelo resultado das eleições presidenciais, e considera o balanço marginalmente positivo do terceiro trimestre de 2026.Apesar de ter reduzido o preço-alvo de R$ 20,40 para R$ 17,40, o Citi argumenta que a queda de 28% nas ações da Motiva parece uma reação exagerada do mercado. Segundo os analistas, a combinação de fundamentos mais fortes e a recente desvalorização dos papéis tornou a relação risco-retorno atrativa, configurando uma oportunidade de compra para uma empresa de alta qualidade com chances sólidas de alocação de capital.Balanço do 3º trimestre de 2026O lucro líquido ajustado pro forma da Motiva atingiu R$ 750 milhões no terceiro trimestre de 2026, superando as estimativas de consenso da Bloomberg, que previam R$ 678 milhões. O resultado representa um crescimento de 9,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.O segmento de Rodovias com Pedágio apresentou um desempenho sólido, com crescimento de 12% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Já o segmento de Mobilidade Urbana registrou uma queda de 1% no Ebitda.O tráfego total nas rodovias com pedágio cresceu 32% na comparação anual, enquanto o tráfego comparável avançou 2%. Esse desempenho foi impulsionado pela expansão das concessões Fernão Dias, Sorocabana e Paraná, parcialmente compensada pelo término do contrato da ViaOeste.O Ebitda ajustado totalizou R$ 2.581 milhões, um aumento de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior, alinhado ao consenso da Bloomberg. No entanto, as margens do trimestre ficaram abaixo das expectativas do Citi, principalmente devido a custos mais elevados nas despesas gerais e administrativas (G&A).Melhorias operacionais e financeirasO Citi destaca que a Motiva continua apresentando melhora nos indicadores de eficiência de custos. O volume de investimentos futuros pendentes parece estar sob controle, mesmo com um menor nível de investimentos no trimestre.A alavancagem da companhia também melhorou, diminuindo conforme o esperado, após a venda da divisão de aeroportos. A avaliação do Citi indica uma taxa interna de retorno real (TIR real) de 11,5%, o que representa uma alta de 3,4 pontos percentuais em relação às taxas reais dos títulos soberanos.Para o banco, a empresa demonstra fundamentos mais fortes e uma gestão que tem controlado os custos e a alavancagem, justificando a elevação da recomendação.

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Governo desmente fake news sobre bloqueio do Bolsa Família e Auxílio Gás
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Governo desmente fake news sobre bloqueio do Bolsa Família e Auxílio Gás

Boatos sobre o suposto bloqueio de programas sociais como o Bolsa Família e o Auxílio Gás (também chamado de Gás do Povo) têm circulado em redes sociais, especialmente após o segundo turno das eleições de 2026. No entanto, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) desmentiu categoricamente essas informações, classificando-as como #FAKE.As publicações viralizaram com legendas alarmistas, algumas compartilhando vídeos antigos fora de contexto. Um post no X (antigo Twitter) alegava que o governo Lula teria cortado o Bolsa Família, o BPC-LOAS e o Gás do Povo. O vídeo associado a essa alegação, na verdade, datava de agosto de 2023 e tratava de um bloqueio temporário de verbas para o Auxílio Gás, que, segundo o próprio ministério na época, seria executado em dezembro daquele ano e não implicaria na interrupção do pagamento.O que diz o Ministério do Desenvolvimento SocialEm nota oficial publicada em 27 de outubro, o MDS afirmou que as alegações de cortes no Bolsa Família são falsas. O programa, segundo o ministério, segue em pleno funcionamento, sem suspensão de pagamentos ou redução de benefícios. Em outubro, o programa já havia recebido um reajuste de 15,04%, elevando o valor mínimo por família de R$ 600 para R$ 691.As informações sobre cortes no Gás do Povo também foram negadas. O programa, que garante a recarga gratuita do botijão de gás de cozinha de 13 quilos para famílias contempladas, tem orçamento assegurado para 2026 e previsão de recursos para 2027, em análise no Congresso Nacional.Contexto do reajuste e antecedentesO reajuste do Bolsa Família, anunciado em 17 de setembro, ocorreu 17 dias antes do primeiro turno das eleições. O primeiro repasse com os valores atualizados foi feito em 19 de outubro, uma semana antes do segundo turno. Na época do anúncio, o governo negou motivação eleitoral, justificando a medida como uma recomposição da perda do poder de compra devido à inflação acumulada desde o último aumento, três anos antes. Dados do IBGE indicam que o INPC acumulado entre março de 2023 e agosto de 2026 foi de 15,04%.Apesar das explicações oficiais, economistas e especialistas consultados pelo g1 na época questionaram o momento do anúncio do aumento e os potenciais riscos às contas públicas.Orientações e próximos passosO MDS alertou a população para a importância de verificar as informações em canais oficiais antes de compartilhá-las, a fim de combater a disseminação de notícias falsas. Dúvidas sobre os programas sociais podem ser esclarecidas pelo Disque Social 121. Informações adicionais sobre o Bolsa Família estão disponíveis nos aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem, e pelo telefone 111, da Caixa.

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Câmara aprova projeto que tipifica lesbocídio como crime de ódio
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Câmara aprova projeto que tipifica lesbocídio como crime de ódio

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3983/24, que visa alterar o Código Penal para incluir o lesbocídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio. A proposta também classifica o estupro corretivo lesbofóbico como causa de aumento de pena.O lesbocídio, conforme definido pelo projeto, refere-se ao homicídio de mulheres lésbicas motivado especificamente por sua orientação sexual. A pena prevista para este crime é de reclusão de 12 a 30 anos, um endurecimento significativo em relação a outras formas de homicídio.O que é lesbocídio e por que é diferente do feminicídioA relatora da proposta, deputada Erika Kokay (PT-DF), explicou que a inclusão do lesbocídio no ordenamento penal brasileiro permitirá o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes e o aprimoramento dos sistemas de registro, investigação e responsabilização penal nesses casos. Ela destacou que, diferentemente do feminicídio, que frequentemente ocorre em contextos domésticos e familiares marcados pela violência de gênero, o lesbocídio assume com frequência a feição de um crime de ódio.Kokay ressaltou que o crime de ódio é caracterizado pelo intento deliberado de apagar a identidade lésbica da esfera pública, o que justifica a tipificação específica e a pena mais severa. A relatora realizou alterações de técnica legislativa no projeto, sem modificar seu conteúdo principal.Tramitação e próximos passos do projetoO Projeto de Lei 3983/24 foi apresentado pelas deputadas Carla Ayres, Duda Salabert (Psol-MG) e Daiana Santos (PCdoB-RS). Após a aprovação na Comissão de Direitos Humanos, o texto seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados.Se aprovado pela CCJC, o projeto será submetido à votação do Plenário da Câmara. Caso obtenha o aval dos deputados, o texto será encaminhado para análise do Senado Federal. Para que se torne lei, o projeto precisa ser aprovado por ambas as casas legislativas.

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Bunge fecha fábrica de fertilizantes na Argentina após 50 anos
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Bunge fecha fábrica de fertilizantes na Argentina após 50 anos

A multinacional agroindustrial Bunge decidiu encerrar as operações industriais de sua fábrica em Campana, na província de Buenos Aires, Argentina. A unidade, com mais de 50 anos, produzia amônia e tiossulfato de amônio, insumos cruciais para a fabricação de fertilizantes.A decisão, segundo a Bunge, foi resultado de uma análise de alternativas operacionais e comerciais, motivada por uma combinação de fatores que "comprometem a viabilidade econômica da operação". Entre os motivos citados estão limitações de infraestrutura e tecnologia da planta antiga, além de mudanças nas condições de mercado e no abastecimento de insumos.O que era produzido e a participação da ACAA fábrica em Campana era responsável pela produção de amônia, matéria-prima essencial para fertilizantes nitrogenados como a ureia, utilizada em culturas como milho, trigo, cevada e arroz. Produzia também tiossulfato de amônio, componente de fertilizantes líquidos que fornecem nitrogênio e enxofre, nutrientes vitais para o desenvolvimento das plantas.A unidade contava com a participação da Associação de Cooperativas Argentinas (ACA), que detinha uma parcela de 17,5% da produção, conforme informações do jornal argentino La Nación.Impacto e posicionamento da BungeA Bunge, uma gigante do agronegócio com atuação global, esclareceu que o encerramento das atividades se restringe à fábrica de Campana e não afetará suas demais operações na Argentina. A empresa reiterou seu compromisso em continuar investindo em infraestrutura e ativos produtivos voltados ao processamento de matérias-primas agrícolas no país.A companhia também informou que pretende conduzir o processo de encerramento com respeito aos funcionários afetados, oferecendo informações, apoio e cumprindo todas as obrigações trabalhistas e legais.Próximos passosA Bunge não detalhou um cronograma específico para o encerramento das operações, mas o foco agora se volta para a gestão do processo de desmobilização da fábrica e o suporte aos colaboradores impactados.

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ONU aprova resolução contra embargo dos EUA a Cuba com apoio reduzido
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ONU aprova resolução contra embargo dos EUA a Cuba com apoio reduzido

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, nesta terça-feira (29), uma resolução contra o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba há mais de seis décadas. A votação, que contou com 130 votos favoráveis, 17 contrários e 25 abstenções, registrou o menor apoio à ilha caribenha em 30 anos. O Brasil esteve entre os países que votaram a favor da resolução.Apesar do placar desfavorável, o embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, celebrou a aprovação como uma "grande vitória" para o povo cubano. Ele criticou o que chamou de "práticas do fascismo" lideradas pelos EUA, incluindo "chantagens e ameaças a países pequenos" e "imposição de guerras econômicas".Queda no apoio internacionalO apoio à resolução contra o embargo, que já chegou a somar mais de 190 votos favoráveis, tem diminuído progressivamente. Em 2024, apenas Israel e os EUA votaram contra a proposta. Neste ano, 17 países se posicionaram contra a condenação do bloqueio, incluindo nações como Argentina, Colômbia, Equador e Ucrânia.Um número significativo de países, 25 no total, optou pela abstenção, um aumento considerável em relação a anos anteriores. Nações latino-americanas como Chile, Honduras e Peru, que historicamente apoiavam Cuba, estiveram entre os que não votaram, reflexo de uma campanha do governo de Donald Trump para convencer aliados a rejeitarem a resolução.Custo humano e sanções secundáriasEm entrevista à Agência Brasil na embaixada em Brasília, o embaixador Palomo destacou o "custo humano" da política dos EUA, classificando o bloqueio como ilegal pelo direito internacional. Ele relatou que mais de 1.500 crianças morreram em Cuba por falta de acesso a medicamentos e combustível para incubadoras.Palomo também detalhou o impacto das sanções secundárias, que punem empresas estrangeiras que negociam com Cuba. Segundo ele, mais de 7 mil contêineres comprados pelo país estão parados em portos pelo mundo, pois as transportadoras temem represálias dos EUA. O embaixador criticou o endurecimento do bloqueio desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca em janeiro de 2025, que levou a três meses sem recebimento de petróleo, resultando em apagões de mais de dez horas em Havana.Reforma econômica e próximos passosDiante da "asfixia econômica", Cuba tem buscado contornar o bloqueio com uma reforma econômica. O embaixador Victor Manuel Cairo Palomo afirmou que ainda é cedo para avaliar os resultados, mas que estudos internos indicam condições mais favoráveis para aumentar a produção.A ilha caribenha está acelerando a mudança para a matriz energética solar, com apoio da China, e intensificando a produção de alimentos. "Nosso país não pode esperar que o presidente dos EUA queira mudar seu genocídio contra a Cuba", concluiu Palomo.

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EUA enviam carta ao Irã defendendo negociações de paz em meio a tensões
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EUA enviam carta ao Irã defendendo negociações de paz em meio a tensões

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, enviou uma carta ao governo do Irã defendendo a retomada das negociações para um acordo de paz que ponha fim ao conflito iniciado por ataques norte-americanos e israelenses ao território iraniano em fevereiro. A mensagem foi dirigida a Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança do Irã.Segundo a emissora Al Jazeera, a carta surge em um momento de alta tensão. O diário The Wall Street Journal reportou que fontes iranianas consideraram a missiva "bem recebida" e indicaram disposição para negociar, embora o termo "agressões" possa ter sido mal interpretado, dado o contexto de ameaças.Ameaças de Trump e eleições de meio de mandatoA iniciativa diplomática ocorre em paralelo às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem alertado países aliados no Golfo Pérsico para se prepararem para uma nova campanha militar de alta intensidade contra o Irã. Trump afirmou que o Pentágono pretende executar uma operação similar à "Fúria Épica" – série de ataques promovidos pelos EUA e Israel entre fevereiro e maio deste ano – logo após as eleições de meio de mandato.As eleições de meio de mandato, que renovarão a totalidade da Câmara de Representantes e um terço do Senado nos EUA, terão sua votação na próxima terça-feira, 3 de novembro. O resultado dessas eleições pode influenciar a política externa e a capacidade de Trump de executar suas ameaças.Mudanças no alto comando militarAs ameaças de Trump ao Irã têm coincidido com uma série de mudanças no alto comando do Departamento de Guerra dos Estados Unidos. A revista The Atlantic noticiou que o secretário de Guerra, Pete Hegseth, destituiu o tenente-general do Exército Brett Sylvia, chefe de planejamento estratégico do Estado-Maior Conjunto, sem fornecer explicações públicas.A decisão foi considerada polêmica por diversos meios americanos, visto que Sylvia é um veterano condecorado com 32 anos de serviço. Ele é o 26º alto oficial removido por Hegseth desde janeiro de 2025, o que levanta questionamentos sobre a estabilidade e a direção da liderança militar dos EUA em um período de escalada de tensões internacionais.

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Jornalistas contestam na Justiça exclusão da Casa Branca por Trump
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Jornalistas contestam na Justiça exclusão da Casa Branca por Trump

Três importantes veículos de comunicação dos Estados Unidos, CNN, MS NOW e Politico, ampliaram uma ação judicial contra o governo do então presidente Donald Trump. A disputa gira em torno da restrição de acesso de seus jornalistas a eventos na Casa Branca, incluindo o Salão Oval e viagens no avião presidencial, o Air Force One. As credenciais de acesso dos profissionais foram revogadas em setembro, em uma medida que o presidente classificou como punição por divulgarem o que ele chamou de “fake news” sobre seu governo.A Casa Branca, segundo nota divulgada pelos veículos banidos, revogou as credenciais “sem aviso prévio ou qualquer procedimento” por se oporem às reportagens. Os veículos argumentam que a decisão de Trump “ameaça a liberdade de imprensa e o direito do público a um jornalismo independente e livre de interferência do governo”.Ação judicial e decisão judicialInicialmente, os veículos processaram o governo em setembro após o banimento. O juiz Timothy Kelly determinou a retomada do acesso dos jornalistas enquanto o processo era analisado. No entanto, mesmo após essa decisão, o governo norte-americano manteve a exclusão dos jornalistas dos três veículos de viagens no Air Force One nas semanas seguintes.A ação ampliada agora pede que o tribunal declare a proibição imposta pelo presidente como ilegal e emita uma liminar permanente em favor das três empresas. Os veículos descrevem as ações do governo como inconstitucionais e de caráter retaliativo, baseadas em discriminação de opinião.Liberdade de imprensa e acessoEm trecho divulgado pela CNN, a ação afirma que “os veículos de comunicação não reivindicam um direito irrestrito de entrar no Salão Oval ou viajar a bordo da Força Aérea Um”. Contudo, ressalta que “uma vez que a Casa Branca abre esses espaços para jornalistas selecionados para coleta e reportagem de notícias, a Casa Branca não pode excluir os autores da ação simplesmente por não gostar da cobertura que eles fazem”.O documento também solicita que a Justiça declare ilegais “a contínua exclusão dos demandantes de áreas específicas da imprensa na Casa Branca por motivos retaliatórios e de discriminação de opinião”. A disputa judicial deve definir os limites do acesso da imprensa à Casa Branca e a possibilidade de retaliação por parte do governo.

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