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Líder de facção, "Angeliquinha" vai para RDD em MT após ser recapturada na Bolívia

22 de outubro de 2026
Líder de facção, "Angeliquinha" vai para RDD em MT após ser recapturada na Bolívia

Destaques

  • •Angélica Saraiva de Sá, conhecida como "Angeliquinha", foi transferida para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) em Mato Grosso.
  • •A detenta, com condenações que somam mais de 260 anos, é apontada como líder de organização criminosa e foi recapturada na Bolívia após mais de um ano foragida.
  • •O RDD prevê isolamento, restrições de visitas e menor tempo fora da cela, com duração inicial de 180 dias, podendo ser prorrogado.

A detenta Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, foi transferida na última terça-feira (20) para cumprir pena em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) em Mato Grosso. Apontada como uma das lideranças de uma facção criminosa com atuação no norte do estado, ela tem condenações que ultrapassam 260 anos de prisão. A medida visa impedir sua atuação na liderança do grupo e evitar novas fugas. O processo que determinou a inclusão no RDD corre em sigilo judicial.

Captura e Recaptura

Angeliquinha estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando escapou da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Ela foi recapturada em 22 de setembro deste ano em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em uma ação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso e a Polícia Boliviana. Após a recaptura, ela foi entregue à Polícia Federal brasileira e encaminhada provisoriamente para uma unidade em Corumbá (MS), aguardando a transferência para Mato Grosso.

O Regime Disciplinar Diferenciado (RDD)

O RDD é um regime de cumprimento de pena mais rigoroso que o fechado, com regras específicas para presos considerados de alta periculosidade. A inclusão de Angeliquinha no RDD foi determinada pela 5ª Vara Criminal de Sinop e terá duração inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação. As condições do regime incluem celas individuais, visitas restritas, apenas duas horas de banho de sol por dia e maior vigilância. O objetivo é isolar a detenta e restringir seu contato com o exterior e outras presas, impedindo a continuidade de suas atividades criminosas.

Atuação Criminosa e Antecedentes

Segundo a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Angeliquinha exercia funções de liderança na facção, com atuação na gestão financeira, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Investigações apontam seu envolvimento na coordenação de ações criminosas em cidades como Alta Floresta. A fuga anterior, em 2025, teria ocorrido durante uma obra na unidade prisional.

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