Eleição para Presidência do Senado em 2027 já movimenta articulações em Brasília

Destaques
- •O PL deve anunciar Rogério Marinho como candidato à presidência do Senado em 2027, apesar das articulações de Davi Alcolumbre.
- •A disputa pela presidência do Senado, marcada para fevereiro de 2027, envolve a possibilidade de anistia a condenados pelo 8 de janeiro e a busca por apoio político.
- •O PL terá a maior bancada no Senado a partir de 2027, com 28 parlamentares, e a eleição exigirá 41 votos para a maioria absoluta.
A disputa pela presidência do Senado em fevereiro de 2027 já está aquecendo os bastidores de Brasília, com o PL se preparando para lançar o senador Rogério Marinho (RN) como candidato. A articulação ocorre mesmo com o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), buscando votos em todos os partidos para uma possível reeleição. A eleição, que só acontecerá em 2027, já movimenta as forças políticas devido à importância do cargo e à futura composição do Senado, onde o PL terá a maior bancada, com 28 parlamentares.
Estratégias de Alcolumbre e o PL
Davi Alcolumbre tem buscado apoio de senadores de oposição, como PL, PP e Republicanos, para garantir sua reeleição. Uma das táticas em discussão é pautar um projeto de lei para anistiar os condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta visa angariar votos da oposição e, ao mesmo tempo, conter pressões por impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente, há 190 presos relacionados aos atos, sendo 70 em prisão domiciliar, e o Congresso já aprovou uma proposta que permite a redução de penas, a ser avaliada caso a caso pelo STF.
Por outro lado, o PL, que terá a maior bancada a partir de 2027, sinaliza lançar Rogério Marinho. Lideranças do partido, no entanto, debatem o desgaste de uma candidatura própria, especialmente após a derrota de Marinho para Rodrigo Pacheco em 2023. Há quem defenda um acordo com Alcolumbre para evitar a perda de comando de comissões importantes, mas a maioria do partido parece inclinada a apostar em Marinho.
Outras Candidaturas e Cenários
Além de Rogério Marinho, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também manifestou o desejo de concorrer à presidência do Senado, buscando ser a primeira mulher a ocupar o cargo. A candidatura de Marinho pode ter sido enfraquecida por declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se autodeclarou "presidente eleito" e depois "líder do Brasil", gerando incertezas sobre a liderança do PL.
Um interlocutor de Alcolumbre avalia que o presidente do Senado já possui votos suficientes para sua reeleição, contando com apoio dentro do próprio PL. No entanto, ele ainda não dialogou com alas mais "radicais" do bolsonarismo e espera conversar com Michelle Bolsonaro (PL), que apoia Tereza Cristina. Enquanto alguns governistas defendem a anistia, partidos como o MDB já se posicionam contra a medida.
Próximos Passos
O PL deve anunciar oficialmente a candidatura de Rogério Marinho na próxima quarta-feira (4). A senadora Tereza Cristina tem até a eleição em fevereiro de 2027 para consolidar sua candidatura. A definição sobre a pauta de anistia e a articulação de votos continuarão sendo pontos cruciais nas próximas semanas.



