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Dieta com mais proteína vegetal pode aumentar testosterona em homens

28 de outubro de 2026
Dieta com mais proteína vegetal pode aumentar testosterona em homens

Destaques

  • •Estudo finlandês sugere que maior consumo de proteína vegetal está associado a níveis mais altos de testosterona.
  • •Homens que preferem fontes animais de proteína apresentaram níveis de testosterona ligeiramente inferiores.
  • •Pesquisadores ressaltam que as diferenças observadas são pequenas e não há certeza sobre implicações para a saúde.

Um estudo conduzido por cientistas finlandeses, publicado em setembro na revista International Journal of Food Sciences and Nutrition, indica que homens com uma dieta mais rica em proteínas de origem vegetal tendem a apresentar níveis de testosterona mais elevados em comparação com aqueles que consomem predominantemente proteínas animais.

A pesquisa analisou dados de 2.546 homens com idades entre 42 e 60 anos, residentes na Finlândia. Os participantes foram divididos em quatro grupos com base na ingestão de proteína. Os resultados mostraram que os homens que consumiam mais fontes animais de proteína tinham, em média, 1,2 nmol/L a menos de testosterona do que aqueles que comiam menos. Por outro lado, entre os que preferiam proteína vegetal, os que consumiam mais apresentaram níveis 1,2 nmol/L superiores em comparação com os que ingeriam menos.

O que diz a pesquisa

O estudo, publicado na International Journal of Food Sciences and Nutrition em setembro, investigou as associações entre diferentes fontes de proteína e as concentrações de testosterona em homens. A pesquisa, que incluiu 2.546 homens finlandeses com idade média de 53 anos, utilizou dados do Kuopio Ischaemic Heart Disease Risk Factor Study (KIHD). Os achados indicam que um maior consumo de proteína total e de proteína animal, assim como uma maior proporção de proteína animal em relação à vegetal, foram associados a menores concentrações de testosterona total e de globulina de ligação a hormônios sexuais (SHBG). Em contrapartida, o consumo de proteína vegetal mostrou associações positivas com esses marcadores. Especificamente, no grupo com maior ingestão de proteína animal em comparação com o menor, a testosterona total foi 1,2 nmol/L menor e a SHBG foi 3,0 nmol/L menor.

Os pesquisadores também observaram que o consumo de proteína de laticínios (total, fermentado e não fermentado) e de carne foi associado a menores concentrações de testosterona e SHBG. Por outro lado, a proteína de ovos ou peixe não apresentou associações estatisticamente significativas após ajuste multivariado. A proteína de grãos mostrou associações positivas modestas com a testosterona total e SHBG.

Considerações sobre os resultados

Apesar das descobertas estatisticamente significativas, os pesquisadores ressaltam que as diferenças observadas nas concentrações de testosterona foram relativamente pequenas. O pesquisador Miika Wynne-Ellis, um dos autores do estudo, afirmou que, com base nesta pesquisa, não é possível inferir se essas diferenças trazem implicações concretas para a saúde masculina. Os cientistas levaram em consideração fatores como estilo de vida, índice de massa corporal, outros aspectos da dieta e condições de saúde, mas enfatizam que a fonte de proteína não pode ser apontada como a única responsável pelas variações hormonais.

Próximos passos

O estudo é de natureza transversal, o que significa que não permite estabelecer relações de causa e efeito. Para confirmar se a dieta tem um papel causal nos níveis de testosterona e se essas alterações têm impacto na saúde, são necessários mais estudos, incluindo ensaios clínicos randomizados. A pesquisa original foi publicada na International Journal of Food Sciences and Nutrition.

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