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Simone Tebet: Aliança com Lula é "ganha-ganha" para centro e governo

28 de outubro de 2026
Simone Tebet: Aliança com Lula é "ganha-ganha" para centro e governo

Destaques

  • •Ex-ministra Simone Tebet vê aliança entre partidos de centro e governo Lula como oportunidade de "ganha-ganha".
  • •Tebet defende frente ampla e fortalecimento do centro democrático para "alijar definitivamente a extrema-direita".
  • •Oportunidade de governabilidade para o governo e "reerguimento" do centro democrático são pontos chave da aliança.

A ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), avalia que os partidos de centro se beneficiarão de uma aliança com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em uma relação descrita como de "ganha-ganha". Em entrevista à CNN, Tebet defendeu um cenário de "frente ampla", espelhando as mobilizações populares vistas durante o segundo turno das eleições presidenciais.

Segundo a ex-ministra, o governo Lula deve ser composto por partidos que vão além daqueles que formaram a federação que reelegeu o presidente. Tebet acredita que essa aliança possibilitaria um centro democrático "se reerguendo" e buscando "alijar definitivamente a extrema-direita no Brasil".

Oportunidade de Governabilidade e Fortalecimento

A visão de Tebet é que o governo ganha com a necessária governabilidade, enquanto o centro democrático tem a chance de se fortalecer e se consolidar no cenário político. Ela expressou otimismo, vendo uma "janela de oportunidade" para essa aproximação.

A ex-ministra também ressaltou que os "recados da rua foram muito claros" e que o presidente Lula "ouviu as ruas", indicando uma governança que considera a diversidade e a alma democrática da população.

Ajuste Fiscal e Revisão de Gastos

Em outra frente, Simone Tebet defendeu a adoção de medidas de ajuste fiscal e revisão de despesas no próximo mandato, sem comprometer benefícios sociais. Ela afirmou que o Brasil possui "muita gordura para cortar", combatendo desperdícios, privilégios e despesas que perderam a finalidade, como renúncias fiscais.

Tebet mencionou a existência de medidas prontas em equipes econômicas de ministérios para serem apresentadas ao presidente, enfatizando a necessidade de uma PEC da contenção de gastos. Ela também defendeu "ajustes finos" nas regras fiscais e despesas públicas.

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