Senado adia votação da PEC da Segurança Pública antes das eleições
Destaques
- •PEC da Segurança Pública não será pautada antes do segundo turno das eleições.
- •Discussão sobre a redução da maioridade penal divide o PT e impede acordo.
- •Governo foca em outras pautas como transporte público gratuito aos fins de semana.
A PEC da Segurança Pública, uma das bandeiras do governo Lula, não deve ser votada no Senado antes do segundo turno das eleições. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicou que prefere apreciar o tema após o período eleitoral, frustrando parte da base governista que via na proposta um trunfo para a reta final da campanha.
O principal obstáculo para a votação é a divergência interna no PT sobre a redução da maioridade penal. Enquanto a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, defendia a aprovação da PEC sem alterações sobre o tema, o líder do PT, Camilo Santana, apresentou emenda propondo a redução para 16 anos em crimes hediondos, gerando um impasse.
A falta de consenso sobre a maioridade penal, pauta historicamente sensível ao partido e defendida pela oposição, levou Alcolumbre a retirar a proposta de pauta na semana passada. A decisão expôs o racha na bancada petista e dificulta a aprovação do texto antes do pleito.
Enquanto a PEC da Segurança patina, o governo busca avançar em outras frentes, como a proposta de transporte público gratuito aos fins de semana, orçada em cerca de R$ 16 bilhões anuais. A medida, que visa reforçar a agenda econômica da campanha de Lula, ainda depende da definição do texto e da adesão dos municípios.


