Mercado de escritórios de SP registra 9º trimestre de alta em transações

Destaques
- •O mercado de escritórios em São Paulo atingiu o nono trimestre consecutivo com transações de grandes lajes corporativas, superando 10 mil metros quadrados.
- •O segmento financeiro e farmacêutico liderou a absorção, com destaque para o Nubank locando 35 mil m² e a Bayer 15,6 mil m².
- •A JLL projeta que até o fim do ano a vacância de escritórios em São Paulo ficará em 11,5%, com 429 mil m² de absorção líquida.
O mercado de escritórios em São Paulo registrou o nono trimestre consecutivo com transações de lajes corporativas acima de 10 mil metros quadrados, um marco histórico segundo a consultoria JLL. Essa demanda tem influenciado o desenvolvimento de novos empreendimentos, projetados para atender às necessidades de grandes empresas.
Atualmente, a oferta de grandes lajes corporativas, com mais de 10 mil metros quadrados, é limitada a apenas cinco ativos em regiões como Berrini, Chucri Zaidan e Vila Olímpia. Há pouco mais de dois anos, esse número era de 17 imóveis.
Setores Financeiro e Farmacêutico lideram absorção
No terceiro trimestre de 2026, os segmentos Financeiro e Farmacêutico foram responsáveis por 54% da absorção de escritórios. O Nubank se destacou ao locar aproximadamente 35 mil metros quadrados no edifício Cyrela Corporate, em Pinheiros. A Bayer também realizou uma grande transação, alugando 15,6 mil metros quadrados no edifício Alto das Nações, na Chácara Santo Antônio.
Outras transações significativas incluem a Cyrela (12,3 mil m²), EQI Investimentos (5,9 mil m²), Grupo Primo (5,2 mil m²), Fortinet (4,8 mil m²), StoneX (4,4 mil m²), Itaú (3,6 mil m²), TD Synnex (3,4 mil m²) e Wise Capital (3,3 mil m²).
Estoque e vacância em alta, mas com recuperação
Entre julho e setembro, foram entregues 195 mil metros quadrados de novo estoque de edifícios comerciais, sendo 38 mil metros quadrados provenientes de retrofits. Com essa injeção, a taxa de vacância dos escritórios subiu um ponto percentual, atingindo 14,1%. No entanto, em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve uma queda de 2,1 pontos percentuais.
O aumento da vacância concentrou-se em regiões que receberam novos empreendimentos, como a Chácara Santo Antônio, onde o edifício Alto das Nações adicionou 98,9 mil m² ao estoque local, elevando a vacância para 43,7%. Já Pinheiros/Vila Madalena, apesar de receber o Cyrela Oscar Freire Corporate (47,3 mil m²), teve sua vacância reduzida para 6,8% devido à absorção total do imóvel no trimestre.
Preços e projeções para o futuro
O valor médio do aluguel de escritórios acumula uma alta de 33% desde o primeiro trimestre de 2024. As regiões com os preços mais elevados são Nova Faria Lima (acima de R$ 311/m²), JK (R$ 296/m²), Faria Lima (R$ 291/m²) e Itaim Bibi (R$ 278/m²).
Até 2029, a previsão é de entrega de 309 mil metros quadrados de novos empreendimentos, com cerca de 48% já locados antes mesmo da entrega. A JLL projeta que até o fim de 2026, a vacância de escritórios em São Paulo ficará em 11,5%, com uma absorção líquida de 429 mil metros quadrados.



