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Marido drogava esposa para estupro em grupo; julgamento expõe depravação

03 de novembro de 2026
Marido drogava esposa para estupro em grupo; julgamento expõe depravação

Destaques

  • •Um julgamento na Inglaterra revelou que um homem drogava a própria esposa para que ela fosse estuprada por ele e um grupo de outros homens.
  • •Mais de um milhão de fotos e vídeos catalogando os abusos foram encontrados no celular do marido, que se declarou culpado de 62 crimes.
  • •O julgamento de outros nove réus, que negam as acusações, começou em Manchester, expondo uma rede de depravação e abuso sexual.

Um julgamento em Manchester, na Inglaterra, revelou um caso chocante de abuso sexual em grupo, onde uma mulher, que acreditava estar há nove anos sem ter relações sexuais, era na verdade drogada e estuprada regularmente pelo próprio marido e por um grupo de homens. Segundo a promotoria, o marido levava uma "vida dupla", oferecendo um "coquetel entorpecedor" de drogas à esposa para que ela "desconhecesse totalmente" os abusos.

O marido e quatro outros homens já se declararam culpados de uma série de crimes, incluindo estupro e administração de substâncias. O julgamento de outros nove réus, que negam as acusações, começou nesta semana. A promotora Louise Oakley apresentou ao júri vídeos da vítima, na casa dos 60 anos, sendo estuprada e abusada sexualmente enquanto estava inconsciente, descrevendo a depravação dos envolvidos como algo que "não conhecia fronteiras".

A descoberta dos abusos

As investigações policiais foram desencadeadas após jornalistas investigativos se infiltrarem em um canal no Telegram, onde homens compartilhavam imagens de mulheres inconscientes sendo estupradas. Um usuário específico, que afirmava drogar e estuprar a própria esposa e compartilhava imagens dela, foi rastreado até um número de celular registrado em nome do marido da vítima. A polícia obteve uma ordem de busca na residência do casal, onde o celular do marido continha mais de um milhão de fotos e vídeos "catalogando" os abusos.

Esses arquivos, encontrados em uma pasta segura intitulada "visitas", forneceram à polícia um "roteiro" detalhado dos abusos cometidos pelo marido e pelos outros nove homens que estão sendo julgados. O marido, que se declarou culpado de 62 delitos, confessou ter começado a abusar da esposa no início dos anos 2000, inicialmente guardando as imagens para si, mas depois compartilhando-as em salas de bate-papo online.

O modus operandi dos acusados

A promotoria detalhou que o marido planejava há anos convidar outros homens para sua casa para estuprar a esposa, mas só colocou o plano em prática em 2023. Os homens envolvidos, segundo a promotoria, "sabiam muito bem que ela não estava consciente e é por isso que eles estavam ali, para usar seu corpo enquanto ela não tinha consciência". Entre os réus estão um paramédico, um motorista de táxi, um técnico de futebol amador, um funcionário de RH e um aposentado.

Dois outros réus, Daniel Rayner e David Graves, são acusados de terem incentivado os abusos ou ajudado de outras formas, sem contato físico direto com a vítima. A defesa pode tentar argumentar que as imagens eram "posadas" ou que a vítima fingia estar inconsciente como parte de uma fantasia, mas a promotoria rebateu que "o que estes homens fizeram não foi participação em práticas sexuais não convencionais, mas consensuais. Foi estupro e abuso sexual, puro e simples".

O caso e suas semelhanças

A promotora Louise Oakley mencionou um caso similar na França, envolvendo Gisèle Pelicot, que foi estuprada sistematicamente por dezenas de homens após ser drogada pelo marido. Uma mensagem de um dos réus, Robert Stewart, para o marido da vítima, enviada horas após o suposto estupro, alertava para apagar as imagens e se excluir do telefone e da vida do casal, pois "se ela descobrir, será um grande problema e o fim do seu casamento, arruinará sua vida".

O marido da vítima, que cooperará com a promotoria como testemunha, começou a abusar da esposa no início dos anos 2000. Ele admitiu ter compartilhado as imagens em salas de bate-papo online com homens de "pensamentos similares". A investigação continua, com o julgamento dos nove réus que negam as acusações em andamento.

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