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Irã reafirma direito de defesa em meio a explosões e ataques a petroleiros

08 de novembro de 2026
Irã reafirma direito de defesa em meio a explosões e ataques a petroleiros

Destaques

  • •Irã defende soberania e segurança nacional após explosões e ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz.
  • •A escalada militar ocorre em meio a tensões com os EUA e Israel, com o Irã alertando para represálias.
  • •Novos incidentes marítimos se somam a uma série de ataques na região, intensificando o bloqueio naval dos EUA.

O governo iraniano reafirmou neste sábado (07/11) seu direito de defender a soberania e a segurança nacional diante da escalada militar no Oriente Médio. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, informou ter realizado conversas telefônicas com chanceleres de 12 países nas 48 horas anteriores para discutir os acontecimentos regionais e internacionais, e as ameaças dos Estados Unidos e de Israel de retomada das agressões militares. As consultas envolveram ministros de Omã, Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Catar, Chipre, Turquia, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Tunísia, Iraque e Paquistão.

Em mensagem publicada no Instagram, Araghchi defendeu o respeito à soberania nacional, o fim das agressões e ameaças, e a rejeição às interferências estrangeiras que possam agravar a instabilidade regional. Ele ressaltou a responsabilidade dos governos da região de impedir a propagação da insegurança e defendeu a criação de mecanismos regionais de segurança sem a intervenção de potências externas, reiterando que o Irã considera legítimo seu direito de defender a soberania e a segurança nacional.

Explosões e ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz

No sábado (07/11), explosões foram registradas em diferentes localidades do sul iraniano, na província de Hormozgan, incluindo a ilha de Qeshm, no estratégico Estreito de Ormuz, e na cidade portuária de Jask, na entrada do Golfo de Omã. Segundo a estatal iraniana IRIB, os estrondos poderiam estar relacionados a operações das próprias Forças Armadas iranianas para controlar a navegação no Estreito de Ormuz. Não há informação sobre a autoria das explosões.

As explosões ocorrem dias após uma ofensiva norte-americana contra posições iranianas na região. Na sexta-feira (6/11), o presidente Donald Trump confirmou que forças dos Estados Unidos haviam atacado um sistema de defesa aérea iraniano na ilha de Qeshm, classificando a operação como limitada. O governo iraniano advertiu que novos ataques poderiam provocar represálias contra alvos norte-americanos e israelenses em países vizinhos.

A versão iraniana sobre os incidentes marítimos

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou que dois petroleiros pegaram fogo após atingir minas marítimas ao tentar atravessar uma rota considerada não autorizada no Estreito de Ormuz. Segundo as autoridades iranianas, as embarcações haviam entrado em uma área classificada como perigosa, ignorando advertências sobre restrições à navegação e mantendo desligados seus sistemas de navegação e identificação.

A Marinha da IRGC alertou outras embarcações contra violações semelhantes, afirmando que qualquer navio que cooperasse com o “exército agressor e saqueador” dos Estados Unidos, desafiasse os regulamentos iranianos que regem o Estreito de Ormuz ou entrasse em áreas proibidas, inevitavelmente atingiria minas. O comunicado também instou os navios a não darem ouvidos às fantasias do comandante do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).

Sucessão de incidentes na região

Na costa de Omã, a agência britânica United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) detalhou que um navio-tanque pegou fogo a aproximadamente 15 quilômetros a noroeste de Khasab, cidade situada na Península de Musandam, próxima ao Estreito de Ormuz. A tripulação foi evacuada.

Os novos incidentes se somam a uma série de ataques registrados nos últimos dias. Na sexta-feira (6/11), a UKMTO informou que um petroleiro sofreu uma explosão na linha d’água, a aproximadamente 30 quilômetros a leste de Khasab. Na quinta-feira (5/11), outro navio-tanque foi atingido por dois projéteis não identificados a aproximadamente 93 quilômetros ao norte de Madinat ash Shamal, no Catar.

Intensificação do bloqueio naval dos EUA

Os incidentes ocorrem em meio à intensificação do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos. No sábado, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou a criação da força-tarefa Iron Gate, destinada a restringir também o transporte de armamentos, tecnologias e mercadorias submetidas a sanções pelas fronteiras terrestres iranianas e pelo Mar Cáspio.

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