Tecnologia & NegóciosRelevância BR: 5/10

Governança de IA é falha em 87% das empresas, aponta pesquisa

02 de novembro de 2026
Governança de IA é falha em 87% das empresas, aponta pesquisa

Destaques

  • •Apenas 13% das organizações possuem bases de governança para adotar IA de forma segura, segundo estudo da SmartX.
  • •A falta de liderança e de profissionais capacitados agrava o desafio da rápida evolução da inteligência artificial.
  • •Especialistas alertam para a necessidade de planos estratégicos e órgãos de supervisão para a implementação responsável da IA.

Apenas 13% das organizações possuem as bases de governança necessárias para adotar a inteligência artificial (IA) de forma segura e significativa, de acordo com uma pesquisa recente da SmartX com 2.100 executivos. O estudo revela que a maioria das empresas carece de planos estratégicos concretos e estruturas definidas, como políticas de IA, ética ou órgãos de supervisão, essenciais para gerenciar a proliferação da tecnologia.

A pesquisa indica que um terço dos entrevistados (32%) relata que suas organizações não possuem estruturas definidas para a IA. Um plano estratégico concreto existe em apenas 29% das empresas. A falta de governança adequada é um obstáculo crítico, especialmente diante da velocidade com que a IA está evoluindo.

A necessidade de liderança e responsabilidade

A diretora de pesquisa da SmarterX, Tayloe Radey, destaca a importância de uma liderança clara na implementação da IA. "Alguém precisa liderar e decidir quais ferramentas a organização usa, como elas são implementadas, quem é treinado e quais medidas de segurança são tomadas", afirma o relatório. Sem essa responsabilidade, as iniciativas de IA correm o risco de estagnar ou falhar.

A pesquisa da SmartX aponta que aproximadamente 59% das decisões sobre IA são delegadas à liderança executiva, e 31% aos líderes de tecnologia. No entanto, a capacidade de atribuir responsabilidades claras é uma fragilidade observada em muitas organizações.

Desafios na implementação e evolução da IA

Maribel Lopez, da Lopez Research, que estuda o tema, ressalta que a governança de IA é escassa e inconsistente, muitas vezes dispersa entre departamentos como jurídico e RH. A falta de profissionais capacitados para entender e gerenciar a tecnologia agrava o cenário.

"É um ambiente muito dinâmico. A cada um ou dois meses, algo muda, e ficamos com três fornecedores de modelos dizendo que seus sistemas romperam as regras", comentou Lopez. Ela enfatiza que a IA está evoluindo rapidamente, tornando essencial um planejamento cuidadoso desde o início, com a opinião de diferentes grupos dentro da organização.

O caminho para uma IA segura e responsável

Lopez sugere que os defensores da IA devem agir com cautela, analisando aplicativos SaaS que já possuem identidade, segurança e permissões integradas, que podem ser estendidas aos agentes de IA. A fundadora da Lopez Research reforça que a IA está se proliferando em um ritmo acelerado, e a necessidade de planejar com atenção desde o início é crucial para garantir que um humano revise cada transação realizada por um agente.

A ausência de um "botão de desligar" para a inteligência artificial, como mencionado no início, sublinha a urgência de estabelecer estruturas de governança robustas. A responsabilidade e a supervisão humana são fundamentais para mitigar os riscos e garantir que a IA seja adotada de maneira segura e benéfica.

Receba as Melhores Notícias

Assine nossa newsletter e receba diariamente as notícias mais relevantes, sem viés político.

Edição matinal diária às 07:00 • 7 minutos de leitura • Gratuita.

Notícias Relacionadas

Governança de IA é falha em 87% das empresas, aponta pesquisa | AINewz | AINewz — Inteligência de Notícias