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Brasil autoriza compra de 20 mil doses de vacina contra mpox

05 de novembro de 2026
Brasil autoriza compra de 20 mil doses de vacina contra mpox

Destaques

  • •Ministério da Saúde autoriza aquisição de até 20 mil doses da vacina contra mpox.
  • •Medida visa reforçar estoques do SUS, apesar da queda de 94% nos casos em 2026.
  • •Vacinação prioriza pessoas vivendo com HIV/aids e outros grupos de risco.

O Ministério da Saúde autorizou a aquisição de até 20 mil doses da vacina contra a mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos. A medida, anunciada nesta quarta-feira (4), tem como objetivo reforçar os estoques do imunizante no Sistema Único de Saúde (SUS) e será realizada por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A decisão ocorre mesmo com uma expressiva redução de 94% nos casos registrados no Brasil em 2026, quando foram confirmados 665 casos, em comparação com os 10.821 infecções de 2022. Apesar da queda nacional, o governo considera a compra preventiva e estratégica para manter a capacidade de resposta do SUS diante de possíveis mudanças no cenário epidemiológico.

Cenário epidemiológico e aquisição de vacinas

Em 2026, o Brasil registrou um total de 665 casos de mpox. Este número representa uma queda significativa de 94% em relação a 2022, ano em que o país enfrentou um surto com 10.821 infecções confirmadas. No entanto, o Ministério da Saúde ressalta a importância de manter a vigilância e a disponibilidade de vacinas para atender às demandas dos estados. A aquisição de novas doses visa recompor estoques e assegurar a capacidade de resposta do SUS.

Aumento de casos em estados específicos e transmissão

Apesar da queda geral, alguns estados apresentaram cenários distintos. O Rio de Janeiro, por exemplo, contabilizou 269 casos de mpox entre janeiro e novembro de 2026, um número quase três vezes maior do que no mesmo período de 2025. No Distrito Federal, foram confirmados 23 casos em 2026. A mpox é transmitida principalmente pelo contato direto com as lesões na pele, fluidos corporais e secreções respiratórias durante contato próximo e prolongado. O contato sexual e o uso de objetos contaminados também podem favorecer a disseminação do vírus.

Vacinação e recomendações de saúde

A estratégia nacional de vacinação prioriza pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³, grupo com maior risco de desenvolver formas graves da doença. O esquema prevê duas doses com intervalo de 28 dias. Outros grupos elegíveis para doses remanescentes incluem pessoas vivendo com HIV/aids com CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox. Em caso de lesões novas e sem explicação, semelhantes a espinhas, bolhas ou feridas, é fundamental procurar um profissional de saúde, evitando contato íntimo e direto das lesões com outras pessoas até a avaliação médica.

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