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Preocupação com dívidas afeta saúde mental e física; veja como lidar

26 de outubro de 2026
Preocupação com dívidas afeta saúde mental e física; veja como lidar

Destaques

  • •Medo constante de não conseguir pagar contas pode causar ansiedade, depressão e sintomas físicos.
  • •Especialistas recomendam levantar os números, priorizar gastos essenciais e buscar ajuda profissional.
  • •Organização financeira deve ser acompanhada de cuidado com a saúde mental para enfrentar dificuldades.

A preocupação com as finanças pode se tornar um fardo constante, afetando o sono, a concentração e as relações familiares. Segundo a psicóloga Priscila Cristina Evangelista, a pressão financeira mantém o indivíduo em estado de alerta, com a mente focada em cenários negativos, o que pode levar a quadros de ansiedade e depressão. Os sintomas físicos incluem tensão muscular, dores de cabeça, cansaço persistente, desconforto gástrico e palpitações. A dificuldade em dormir e a queda de desempenho no trabalho também são consequências comuns.

Impactos na vida pessoal e profissional

A tensão financeira pode se manifestar em discussões familiares sobre gastos e em um distanciamento emocional. A tentativa de esconder as dívidas, por vergonha ou culpa, pode ampliar o isolamento e a desconfiança. A especialista alerta que a dificuldade em lidar com as cobranças e a procrastinação em resolver o problema podem agravar tanto a situação financeira quanto o sofrimento emocional.

Os sinais de que a preocupação financeira necessita de atenção profissional incluem sono prejudicado por semanas, queda de desempenho no trabalho, irritabilidade frequente, sensação de desesperança, isolamento social e sintomas físicos persistentes. O uso de álcool ou outras substâncias para lidar com a tensão também é um indicativo.

Organização e primeiros passos financeiros

A consultora financeira Beatriz Molica sugere um levantamento inicial de 30 minutos para anotar quanto entra, quanto precisa sair mensalmente e o total da dívida. O objetivo é conhecer a situação para identificar se o desequilíbrio está nas despesas básicas, no peso de parcelas e juros, ou em gastos supérfluos. Para quem sente ansiedade ao lidar com as finanças, a recomendação é escolher um horário tranquilo, evitar a madrugada e definir um período específico para a tarefa.

A prioridade ao não conseguir pagar tudo deve ser preservar moradia, alimentação, saúde, água, luz e transporte. Em seguida, é crucial avaliar o custo das dívidas e as consequências do atraso, com atenção especial a taxas elevadas como as do cartão rotativo e cheque especial, e contratos com bens em garantia. Antes de renegociar, Beatriz Molica aconselha pedir a proposta por escrito e comparar o Custo Efetivo Total (CET).

Buscando soluções e apoio

A organização das contas deve ser realista, com acordos que caibam no orçamento para evitar novos atrasos. Na esfera familiar, Priscila Evangelista orienta combinar um momento para conversar com transparência sobre os números e definir prioridades em conjunto. Falar sobre a própria preocupação, sem acusações, facilita a busca por soluções.

Quando o dinheiro disponível não cobre as necessidades essenciais, a psicóloga ressalta a importância de não transformar a dificuldade financeira em um fracasso individual. Nesses casos, é recomendado buscar apoio de órgãos de defesa do consumidor, serviços de assistência social e explorar possibilidades de renegociação. Manter contato com pessoas de confiança e preservar hábitos saudáveis como alimentação, sono e atividade física ajuda a enfrentar o estresse.

Se o sofrimento comprometer o dia a dia, o acompanhamento psicológico é fundamental para lidar com a pressão enquanto se buscam alternativas para as dificuldades financeiras.

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