Mercado reage com fuga de ativos brasileiros após eleição

Destaques
- •Ativos brasileiros sofrem forte desvalorização no mercado internacional após resultado eleitoral.
- •ETF EWZ iShares MSCI Brazil cai 19,2%, contratos de real desvalorizam 10,5% e ações de Petrobras, Itaú e Bradesco recuam.
- •Analistas alertam para possível acionamento do circuit breaker no Ibovespa na abertura do mercado.
A primeira reação do mercado financeiro internacional ao resultado do segundo turno das eleições presidenciais foi de fuga dos ativos brasileiros. À meia-noite da segunda-feira (26), as cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil, que reproduz o índice MSCI Brazil 25-50, estavam em queda de 19,2%. Os contratos futuros de real negociados na bolsa de Chicago estavam em queda de 10,5%, indicando um real valendo US$ 0,1786, o que equivale a uma taxa de câmbio de R$ 5,60 por dólar.
As ações de empresas brasileiras listadas nos EUA também sentiram o impacto. Petrobras recuava 13%, Itaú Unibanco se desvalorizava 12,7% e Bradesco, 12,3%. A Vale apresentava uma queda menor, de 4%.
Repercussão no Ibovespa
Analistas não descartam a hipótese de uma queda forte do Ibovespa na abertura do mercado nesta segunda-feira, com o eventual acionamento do circuit breaker. Este mecanismo interrompe as negociações quando a queda do Ibovespa supera 10%, visando estabilizar o mercado.
O circuit breaker foi acionado pela última vez no início de março de 2020, quando o mercado se conscientizou do impacto da pandemia do coronavírus sobre a economia.
Contexto pré-eleitoral
Desde agosto, com a confirmação das candidaturas à Presidência de Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL), o Ibovespa havia subido cerca de 15%. A expectativa agora é de uma reversão dessa alta, refletindo a aversão do mercado ao resultado.
Próximos passos
O mercado aguarda a abertura do pregão nesta segunda-feira (26) para observar a extensão das perdas e a possível ativação do circuit breaker. Acompanhar as sinalizações do novo governo sobre a política econômica e o compromisso com o equilíbrio das contas públicas será crucial para a recuperação da confiança dos investidores.



