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Estudo revela que Ancara e Istambul eram mais centrais que Roma na rede viária romana

23 de outubro de 2026
Estudo revela que Ancara e Istambul eram mais centrais que Roma na rede viária romana

Destaques

  • •Nova análise da rede viária romana aponta Ancara e Bizâncio como centros mais importantes que Roma.
  • •O estudo também correlaciona a densidade de estradas romanas com as principais rodovias modernas.
  • •Pesquisas sobre aquedutos e termas romanas também trazem novas perspectivas sobre a vida no Império Romano.

Uma nova análise do sistema viário do Império Romano, publicada na revista Nature Communications, revelou que cidades como Ancara (atual Turquia) e Bizâncio (atual Istambul) eram mais centrais na rede de estradas do que a própria capital, Roma. A pesquisa utilizou ciência de redes para quantificar a estrutura e o impacto duradouro do sistema rodoviário romano, utilizando um dataset detalhado de todo o império.

Os pesquisadores analisaram a disposição das estradas, considerando a topografia, e compararam a importância de diferentes cidades na mediação da mobilidade terrestre. Descobriu-se que capitais provinciais eram mais centrais para a comunicação e o transporte do que outras cidades. Além disso, segmentos de estradas identificados como principais tiveram um papel mais importante como intermediários do que as estradas secundárias.

Onde ficavam os centros do Império Romano

A análise quantitativa da rede de estradas romanas demonstrou que, embora as estradas tendessem a ser retas onde a topografia permitia, elas eram menos retas do que as estradas modernas. A pesquisa também abordou a persistência dessas vias ao longo do tempo, mostrando uma correlação notável entre a densidade das estradas romanas e a localização de grandes estradas modernas. Isso sugere que a infraestrutura romana influenciou os padrões de assentamento e mobilidade por séculos.

A importância de Ancara e Bizâncio como centros logísticos e administrativos se deve à sua localização estratégica na intersecção entre a Europa e o Oriente Médio, facilitando o fluxo de pessoas e mercadorias entre as vastas regiões do império.

O que diz a pesquisa

Um estudo publicado na Nature Communications em 2026, intitulado "Network science reveals the structure and lasting impact of the Roman road system", utilizou ciência de redes para analisar o sistema viário romano. A pesquisa revelou que as estradas romanas tendiam a ser retas onde a topografia permitia, mas menos do que as estradas modernas. Capitais provinciais eram mais centrais para a mobilidade terrestre do que outras cidades, e segmentos de estradas principais eram intermediários mais importantes que os secundários. A densidade das estradas romanas correlaciona-se com grandes estradas modernas, indicando um impacto duradouro.

Outras descobertas sobre a vida romana

Em paralelo, outras pesquisas trazem novas luzes sobre aspectos da vida no Império Romano. Um estudo publicado na revista Geoarchaeology analisou o aqueduto de Nîmes, na França, através de depósitos de calcário acumulados em suas paredes. Os sedimentos revelaram detalhes sobre o gerenciamento da água e as condições ambientais ao longo de mais de 200 anos.

Os resultados indicam que o fornecimento de água para a cidade de Nemausus foi reduzido por volta de 270 d.C., possivelmente devido à Peste de Cipriano, que afetou o império entre 250 e 270 d.C. e esvaziou áreas urbanas. No entanto, a água continuou a ser utilizada para irrigação no campo por mais 140 anos. A parte superior do aqueduto, incluindo a famosa ponte do Gard, permaneceu operacional para irrigação por esse período estendido.

Adicionalmente, arqueólogos encontraram um complexo de piscinas climatizadas e saunas dentro de uma torre do palácio de Vrelo-Šarkamen, na Sérvia, datado do século 4 d.C. O local, utilizado pelo imperador romano Maximino Daia, possuía uma sala com fornalha para aquecimento e uma planta circular adaptada à torre, diferindo das termas romanas tradicionais.

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