Câncer de Mama no Brasil: Baixa Cobertura de Rastreamento e Acesso Desigual

Destaques
- •A cobertura mamográfica no Brasil é de apenas 23,7%, bem abaixo da recomendação da OMS de 70%.
- •O tempo médio para início do tratamento após diagnóstico chegou a 214 dias em 2023, com 20.339 mortes registradas.
- •A conscientização sobre a doença e a idade correta para iniciar exames ainda é baixa, especialmente entre mulheres negras e pardas.
O câncer de mama é o tipo mais comum entre brasileiras, mas a detecção precoce, crucial para a cura, ainda é um desafio. A cobertura mamográfica no país atinge apenas 23,7% das mulheres na faixa etária recomendada, muito aquém dos 70% sugeridos pela OMS.
Esse cenário impacta diretamente o acesso ao tratamento em fases iniciais. Além disso, a jornada pós-mamografia enfrenta gargalos, com o início do tratamento atrasado para uma média de 214 dias em 2023, ano que registrou 20.339 mortes pela doença.
A conscientização sobre fatores de risco e a importância dos exames também é baixa, especialmente entre mulheres negras e pardas. Apenas 1 em cada 10 usuárias do SUS sabe a idade correta para iniciar a mamografia, contra 4 em 10 com plano de saúde.
Apesar de avanços como a inclusão de mulheres de 40 a 49 anos no rastreamento pelo SUS, o acesso ainda não é universal. A falta de integração em todas as etapas do cuidado, desde o exame até o tratamento, compromete a eficácia da detecção precoce.


