terça-feira, 3 de novembro de 2026
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Destaques da Edição

Curadoria editorial independente
Estudo aponta que mais de 70% da conta de luz no Brasil não são de energia
MANCHETE
Economia & Política•⏱ 7 min de leitura•03 de nov.•Impacto 9/10

Estudo aponta que mais de 70% da conta de luz no Brasil não são de energia

Um estudo do economista Daniel Duque, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), encomendado pelo Centro de Liderança Pública, revelou que mais de dois terços da conta de luz no Brasil não têm relação direta com o custo da energia em si. Em 2025, a parcela referente à energia elétrica consumida representará cerca de 30,4% do valor total da fatura. Em uma conta de R$ 1 mil, apenas R$ 300 seriam para cobrir o custo da energia gerada.O levantamento aponta que a composição da conta de luz é dividida em:Energia: 30,4%Distribuição: 26%Transmissão: 10%Encargos setoriais (programas sociais, subsídios): 15%Tributos: 18%Por que a conta de luz é mais cara no Brasil?Apesar de o Brasil ter uma matriz energética predominantemente renovável, com quase 90% da geração proveniente de fontes como hidrelétricas, eólica e solar, a tarifa final para o consumidor é elevada. O estudo compara o Brasil com países como Canadá, Noruega e China, que possuem perfis de geração semelhantes, mas conseguem oferecer preços mais baixos.Fatores como a exigência de compra de energia de termelétricas e pequenas hidrelétricas, além do sistema de bandeiras tarifárias que encarece a luz em períodos de seca, contribuem para o aumento do custo. A alta nas perdas de transmissão e distribuição, que são mais elevadas no Brasil em comparação com outros países, também impacta o valor final.Impacto no setor produtivo e residencialO alto custo da energia elétrica afeta diretamente o orçamento de residências e empresas. Em um condomínio na Zona Norte do Rio de Janeiro, com mais de 400 apartamentos e 3 mil moradores, a conta de luz mensal chega a R$ 40 mil, representando entre 20% e 40% do custo total do boleto e impedindo novos investimentos.Para a indústria, o impacto é ainda maior. Uma empresa de processamento de pescado, por exemplo, que opera com câmaras frias a -25ºC, vê o preço da energia elétrica pesar significativamente no orçamento. Isso torna os produtos mais caros e reduz a competitividade em relação a outros países.Medidas para reduzir custos e o cenário idealPara mitigar os efeitos do alto custo, a empresa de processamento de pescado investiu em produção de energia solar própria, trocou equipamentos por modelos mais eficientes e utiliza inteligência artificial para gerenciar o consumo, obtendo uma redução de até 30% nos custos.O gerente de Meio Ambiente da empresa sugere que uma política pública voltada para a redução do custo da energia limpa e eficiente poderia gerar produtos mais baratos para o consumidor, aumentar o emprego, o investimento e, consequentemente, impulsionar o crescimento do país.O economista Daniel Duque ressalta a necessidade de maior coordenação entre os governos federal, estadual e municipal para reduzir as perdas de transmissão e distribuição. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária verde para novembro, o que significa que não haverá acréscimo no valor da conta de luz.

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Mercado de ETFs no Brasil: recorde de lançamentos e novas estratégias
Tecnologia & Negócios03 de nov.

Mercado de ETFs no Brasil: recorde de lançamentos e novas estratégias

O mercado brasileiro de ETFs (Exchange Traded Funds), fundos de índice negociados em bolsa, está em expansão acelerada e caminha para um novo recorde de lançamentos em 2026. Segundo levantamento da Quantum Finance, já foram lançados 57 fundos em 2026, com outros 10 em fase pré-operacional. Em 2025, foram lançados 62 produtos na B3. Essa multiplicação de fundos reflete a busca das gestoras por diferentes caminhos para conquistar o investidor, explorando novas estratégias e segmentos.ETFs de Gestão Ativa e a RegulamentaçãoUma das frentes promissoras é a dos ETFs de gestão ativa, que ainda dependem de regulamentação para serem estruturados no Brasil. A Franklin Templeton, com US$ 84 bilhões em ETFs globalmente, planeja lançar esses produtos assim que a regulamentação estiver mais clara. Atualmente, a gestora atua no Brasil através de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) de ETFs, que representam cotas de fundos listados no exterior. Em setembro, a Franklin lançou cinco BDRs de ETFs com exposição a mercados como EUA, Índia e Taiwan, além de criptomoedas como Bitcoin e Ether.A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está discutindo a regulamentação para ETFs ativos locais. A expectativa era realizar uma consulta pública em 2026 e publicar a regra em 2027. No entanto, os BDRs já abriram uma porta para a gestão ativa. O J.P. Morgan obteve autorização específica e lançou o JEPI39, o primeiro BDR de ETF de gestão ativa na bolsa brasileira, com planos de ter ao menos dez produtos do tipo no país até o fim do ano.Aposta na Renda FixaOutro caminho cada vez mais explorado pelas gestoras é o segmento de renda fixa, que já responde por mais da metade dos lançamentos de ETFs em 2026. A estratégia abrange desde títulos públicos e crédito privado até fundos onde o gestor escolhe os ativos para superar um índice de referência. A XP Asset, por exemplo, lançou 11 ETFs em 2026, sendo sete deles de renda fixa, e planeja expandir com ETFs de crédito privado.A gestora Nu Asset lançou quatro ETFs em 2026, todos de renda fixa, e a Grão Gestora colocou dois produtos no mercado, também nesse segmento. A BlackRock, maior gestora de ETFs do mundo, se prepara para lançar seus primeiros ETFs de renda fixa no Brasil ainda este ano. Essa escolha pela renda fixa aproxima a oferta do perfil do investidor brasileiro, que historicamente tem maior afinidade com essa classe de ativos.Crescimento e Desafios do MercadoO patrimônio dos ETFs no Brasil mais que dobrou, passando de cerca de R$ 50 bilhões no fim de 2024 para R$ 146 bilhões em 2026, segundo dados da B3. Apesar do crescimento, o segmento representa pouco mais de 1% do patrimônio total da indústria nacional de fundos. As gestoras ambicionam que o mercado atinja a casa do trilhão de reais, mas transformar esse potencial em negócio exige mais do que lançar produtos.Como os ETFs tendem a cobrar taxas de administração menores que os fundos tradicionais, as gestoras precisam reunir grandes volumes de recursos para gerar receitas relevantes. A capacidade de distribuição se torna crucial. Na BTG Pactual Asset, sete lançamentos em 2026 elevaram a oferta a 32 ETFs, com patrimônio de quase R$ 24 bilhões nessa frente. A mudança na remuneração da assessoria, com maior transparência exigida pela CVM desde novembro de 2024, também favorece os ETFs, que tinham menos apelo no modelo tradicional de comissões.

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Cientistas descobrem 31 novas espécies marinhas na costa brasileira
Vida & Saúde03 de nov.

Cientistas descobrem 31 novas espécies marinhas na costa brasileira

Um grupo de 30 cientistas, em uma expedição realizada em abril de 2026 entre Salvador e Fortaleza, descobriu 31 novas espécies marinhas nas águas do Atlântico Sul brasileiro. Os resultados foram divulgados no segundo semestre e representam um avanço significativo na exploração do ecossistema da zona intermediária do oceano, que abrange entre 200 e 1.200 metros de profundidade.A expedição, organizada pela ONG Schmidt Ocean Institute, utilizou tecnologias de ponta para investigar essa vasta e pouco explorada região. O objetivo foi superar os desafios impostos pela fragilidade dos organismos gelatinosos encontrados nessa faixa, que frequentemente sofrem danos com métodos tradicionais de coleta, como redes e jarros.Novas tecnologias para exploração profundaPara contornar a delicadeza das criaturas, os pesquisadores empregaram uma câmara de realidade virtual e uma inovadora "máquina de gravidade", um microscópio especializado que funciona como uma esteira hidrodinâmica. Esses equipamentos permitiram gravar e analisar os organismos em seu habitat natural, de forma não invasiva.Adicionalmente, um microscópio chamado Squid possibilitou a obtenção inédita de imagens em 3D de estruturas celulares internas em organismos vivos. As projeções virtuais permitiram aos cientistas observar os animais com alta resolução sem contato direto, preservando sua integridade.Descobertas e próximos passosA lista das novas espécies inclui um anfípode, um verme do tipo "gossamer" (gênero Tomopteris), nove águas-vivas, sete sifonóforos, sete ctenóforos, quatro larváceos e dois rizários gigantes. A equipe também realizou o sequenciamento de genomas na própria embarcação Falkor, agilizando a identificação preliminar das novas espécies.É importante notar que estas 31 descobertas ainda são identificações iniciais. Para que sejam formalmente reconhecidas, as espécies precisam passar por um processo de descrição taxonômica definitiva, que envolve mais estudos e a publicação de artigos científicos revisados por pares. O ritmo atual de descobertas científicas, impulsionado por tecnologias moleculares e expedições, tem levado à descrição de cerca de 16 mil novas espécies anualmente em todo o mundo.

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Cartola FC: Dicas de jogadores fora do radar para a rodada 34
Entretenimento & Esporte03 de nov.

Cartola FC: Dicas de jogadores fora do radar para a rodada 34

A rodada 34 do Cartola FC, uma das cinco últimas da temporada 2026, apresenta oportunidades para os cartoleiros que buscam fugir do óbvio e escalar jogadores com alto potencial de pontuação. A matéria destaca seis atletas – três meias e três atacantes – que, apesar de não estarem entre os mais escalados, possuem estatísticas promissoras e confrontos favoráveis para a rodada.O mercado para esta etapa fecha na terça-feira (03/11), às 18h29 (horário de Brasília). Serão nove jogos válidos, com o duelo entre Bragantino e Santos já tendo ocorrido na segunda-feira e, portanto, sem pontuação para o fantasy game.Meias com potencial ocultoEntre os meias, Lucas Moura (São Paulo) surge como uma opção interessante. Ele marcou gol na última rodada e somou 11.30 pontos, além de ter recuperado a titularidade após um período de lesão. Seu adversário será o Corinthians, na Vila Belmiro.Andreas Pereira (Palmeiras) é outro destaque. O jogador já contribuiu com 10 assistências e 32 desarmes na temporada. Ele enfrentará o Remo no Nubank Parque.Gerson (Cruzeiro) deve atuar mais avançado com a suspensão de Matheus Pereira, aumentando sua participação na criação de jogadas. Ele já soma quatro assistências e 52 desarmes, e seu time joga contra o Bahia no Mineirão.Atacantes para surpreenderNo setor ofensivo, Vitor Roque (Palmeiras) tem um confronto favorável contra a terceira pior defesa da competição, com uma média de 6.09 pontos por jogo. Ele encara o Remo no Nubank Parque.Luciano (São Paulo) vem de bom desempenho, com oito gols e uma assistência na edição. Ele tem um histórico de cinco gols contra o Corinthians em 15 jogos disputados. O adversário será o Corinthians, na Vila Belmiro.Kaio Jorge (Cruzeiro) foi o maior pontuador do Cartola em outubro, com 56.90 pontos, e tem uma média de 6.28 pontos por jogo, com 12 gols e duas assistências. Ele é dúvida para a rodada, mas enfrenta o Bahia no Mineirão.Informações adicionais da rodadaA matéria também lista os jogos válidos da rodada 34, que ocorrem entre terça-feira (03/11) e sexta-feira (06/11). Além disso, são apresentadas informações sobre jogadores suspensos e lesionados de diversos clubes, como Plata (Flamengo), Weverton e Carlos Vinícius (Grêmio), e Sabino (São Paulo), que desfalcam suas equipes.

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